Inadimplência na conta de luz cresceu em novembro de 2020

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado
pessoa segurando lâmpada, representando inadimplência na conta de luz
A inadimplência na conta de luz voltou a aumentar nos últimos meses de 2020, de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia (MME).

A inadimplência na conta de luz voltou a aumentar nos últimos meses de 2020, de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia (MME). O crescimento ocorre após índices considerados dentro da normalidade no terceiro trimestre.

O boletim divulgado pelo Ministério mostra uma inadimplência de 5,22% em novembro, ante uma média mensal de 3,75% de janeiro a outubro. Durante todo o ano de 2019, a título de comparação, a média mensal foi de 1,93%.

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“Em novembro, tivemos a inadimplência atingindo patamares de alguns meses do segundo trimestre. Temos que acompanhar, não estamos com essa questão totalmente controlada”, disse o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Madureira, ao jornal Valor Econômico.

Ainda de acordo com o jornal, a avaliação é de que, nos próximos meses, a inadimplência na conta de luz siga em alta, como resultado do fim do auxílio emergencial e do aumento da tarifa.

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Em dezembro de 2020, a bandeira tarifária cobrada foi a vermelha 2, a mais cara de todas. Em janeiro, a previsão é que seja a amarela.

Inadimplência na conta de luz de curto prazo

Por outro lado, a inadimplência de curto prazo (que leva em consideração os 60 dias mais recentes) mostra que as empresas de distribuição de energia não tiveram impacto significativo.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia na última terça-feira, 5, a inadimplência de curto prazo ficou na casa dos 0,8%. Os dados compreendem os meses de dezembro e novembro.

A avaliação do MME é que esses dados recentes não apontam mais um impacto causados pela crise da COVID-19. Entre março e abril de 2020, no auge da crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, a inadimplência de 60 dias foi de 8,19% e, em maio, chegou a ultrapassar o patamar dos 10%.

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Os índices de inadimplência retomaram à normalidade no terceiro trimestre do ano (julho, agosto e setembro).

Na ocasião, o consumo de energia chegou a cair 12%. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) proibiu a possibilidade de corte de energia por inadimplência em virtude da crise.

As empresas fornecedoras de energia elétrica pediram socorro ao estado, por meio dos ministérios de Minas e Energia e da Economia. Houve um empréstimo emergencial de R$ 16 bilhões junto ao BNDES, que deverá ser quitado nos próximos cinco anos.

O aumento na inadimplência na conta de luz trouxe impactos de R$ 4 bilhões para as empresas no período da crise, de acordo com o MME. Agora, mesmo com o empréstimo, as distribuidoras esperam uma avaliação sobre os impactos ao longo de todo o período da pandemia para discutir possíveis compensações a essas empresas.

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Conta mais barata em janeiro

Ainda de acordo com a Aneel, a conta de luz ficará mais barata em janeiro. Isso porque será retomada a cobrança da bandeira tarifária amarela, mais barata que a vermelha 2, cobrada em dezembro.

Ainda assim, a expectativa é que a inadimplência aumente pelos rumos esperados para a economia brasileira no início de 2021 em virtude do fim do auxílio emergencial.

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