Desemprego entre fevereiro e abril se mantém em nível recorde de 14,7%

A taxa de desemprego se manteve em nível recorde entre fevereiro e abril, com estabilidade da população ocupada e crescimento da população desocupada.

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Lilian Calmon

Depois de três aumentos mensais consecutivos por conta da segunda onda da pandemia, a taxa de desemprego entre fevereiro e abril se manteve em nível recorde de 14,7%. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 12,6%.

Em números absolutos, havia 14,8 milhões de pessoas em busca de trabalho no período, quase 2 milhões a mais que há um ano.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 30.

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População desocupada cresceu com desemprego recorde

Segundo a a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy, o cenário foi de estabilidade da população ocupada (85,9 milhões) e crescimento da população desocupada, com mais pressão sobre o mercado de trabalho. Ela salientou que o nível de ocupação (48,5%) continua abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

 “Ainda registramos perdas importantes da população ocupada (-3,7%), mas já tivemos percentuais maiores, que chegaram a 12% no auge da pandemia. Estamos observando, portanto, uma redução no ritmo de perdas a cada trimestre. No computo geral, contudo, temos menos 3,3 milhões de pessoas trabalhando desde o início da pandemia”, ponderou ela,

A maioria dos indicadores permaneceram estáveis em fevereiro-abril em relação ao trimestre anterior. Entre as categorias profissionais, somente os trabalhadores por conta própria cresceram 2,3% ou mais 537 mil pessoas, totalizando 24 milhões. “Essa forma de inserção no mercado tem um contingente mais elevado agora do que em abril de 2020. Observamos uma reação maior no trabalho por conta própria do que no emprego com carteira no setor privado”, acrescentou.

População subocupada cresce mais que a ocupada

A pesquisa destacou também a alta no total de pessoas subutilizadas, que são aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial. Esse número chegou a 33,3 milhões, o maior da série comparável, o que representa um aumento de 2,7% com mais 872 mil pessoas. A taxa de 29,7% também foi recorde, com uma variação de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (29,0%).

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas continua aumentando desde o trimestre fechado em outubro. O crescimento dos subocupados é maior que o da população ocupada. “Isso mostra que vem aumentando o número de trabalhadores que têm disponibilidade para trabalhar mais horas do que aquelas habitualmente trabalhadas”, explicou Adriana.

Os desalentados, que são os que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado, somaram 6 milhões de pessoas, ficando estáveis em relação ao trimestre anterior, mas permanecendo como o maior patamar da série.

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