Crédito ou débito? Veja o que considerar para fazer a melhor escolha de meio de pagamento

Crédito e débito tem vantagens e desvantagens diferentes e a escolha deve levar em consideração a organização financeira do consumidor. Entenda.

Heloisa Vasconcelos
Heloísa Vasconcelos

A escolha entre crédito ou débito na hora de pagar alguma compra pode trazer consequências para o consumidor. Ambas as formas de pagamento trazem vantagens e desvantagens, então é preciso ter consciência da atual situação financeira antes de escolher.

Muitos têm a ideia de que o crédito deve ser evitado a todo custo por ser a causa de endividamentos. E não é à toa: segundo a última Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada no início de maio, 80,9% das dívidas tiveram o cartão como protagonista.

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Mas, caso utilizado da forma certa, o crédito pode ser um bom aliado no orçamento, sendo, em alguns casos, uma opção mais recomendada que o débito.

Para fazer a escolha entre as duas opções de pagamento é preciso ter em mente, mais do que o valor da compra, um panorama do quão organizadas estão as contas da família. Entenda o que deve ser considerado.

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Crédito ou débito: o que considerar para a escolha

Quando o consumidor faz uma compra no crédito é como se a instituição financeira estivesse emprestando o valor para que ele seja pago em uma data futura — o vencimento do cartão. Isso significa que o dinheiro não sai da conta imediatamente, como ocorre no débito.

Essa vantagem de conseguir comprar mesmo sem ter saldo em conta pode ser um perigo caso não haja organização financeira.

“Quando você usa o cartão de crédito, como ele permite que você faça compras além do que seria o seu poder de compras mensal do mês, até mesmo parcelando. Fica com uma sensação, que não é correta, de que você pode ir adiando essa dívida para frente. Você pode ser levado a gastar mais”, explica o coordenador do MBA de gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira.

O coordenador do instituto de finanças da Fecap, Ahmed Sameer El Khatib, enumera o que deve-se levar em conta na hora de escolher: “O seu saldo bancário, limite de compras, é preciso um panorama geral, não é só decidir na loja. Às vezes a gente nem se dá conta, poucas pessoas pensam se a fatura fechou, o quanto tem na conta”, destaca.

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Como o cartão de crédito pode ser um aliado

O tempo entre a data da compra e do pagamento da fatura pode ser utilizado a favor do consumidor. Com controle exato do que é gasto, é possível investir o valor até a data do vencimento e fazer com que o dinheiro renda mais.

“Essa é a forma mais inteligente de utilizar o cartão de crédito, usar só o que você tem e utilizar esse período para multiplicar o dinheiro”, pontua a educadora financeira Ativa Investimentos, Bia Moraes. Ela recomenda que o dinheiro seja colocado em uma aplicação segura e de boa liquidez, como CDBs. O rendimento nesse tipo de investimento costuma ser de 100% do CDI, o que já pode fazer uma diferença.

Outra vantagem em utilizar o crédito é aproveitá-lo para acumular pontos em programas de prêmios e milhas. “Tem programas de fidelidade, milhas, que prometem um retorno que só vem quanto mais do que gastar. Tão importante quanto registrar a movimentação do dinheiro, é importante ter disciplina. Não pode achar que vale a pena utilizar o cartão sem qualquer controle”, alerta, porém, Ahmed.

O consumidor que opta pelo cartão de crédito deve ter um cuidado especial com o parcelamento para que a soma de várias parcelas pequenas não prejudique o orçamento mensal. O recomendado é apenas fazer compras com planejamento, seja no crédito ou no débito.

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Utilize o débito para maior controle financeiro

Quem não tem tanta organização nas finanças pessoais deve ter no cartão de débito um melhor amigo. Como o dinheiro sai da conta no mesmo momento da compra fica mais fácil controlar quanto de dinheiro ainda resta e evitar cair em dívidas.

Mas, mesmo quem opta pelo débito deve ter o cuidado de checar sempre o extrato bancário. A maioria dos bancos oferece de forma automática um cheque especial, que é descontado caso sejam feitas compras com valor maior que o saldo em conta corrente. Essa é uma das modalidades de crédito com maior juros no mercado e pode levar o consumidor a dívidas.

“A melhor forma é planejar todos os seus gastos. Colocar em uma planilha quanto você tem, quanto você precisa gastar e quanto você pode gastar. Só comprar o que você mesmo aprovou nessa planilha”, indica Ricardo.

Crédito ou débito?

O iDinheiro preparou um guia rápido para te ajudar na escolha entre crédito e débito. Apesar das dicas, o orçamento pessoal deve ser a bússola principal para te ajudar a decidir.

  • Crédito
    • Compras de valores altos que precisam de parcelamento para caber no orçamento (desde que não incida juros)
    • Compras que podem acumular pontos em programas de fidelidade. No caso de compras de produtos de consumo, o parcelamento não é indicado.
  • Débito
    • Compras de dia a dia, como supermercado e farmácia.
    • Compras que tenham desconto em pagamento à vista.

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