Conta de luz mais cara: com a tarifa vermelha e incentivos para economizar, o que esperar para os próximos meses?

O iDinheiro buscou respostas para uma pergunta frequente em 2021: existem previsões para a conta de luz mais cara recuar?

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Ana Júlia Ramos

Na última quinta feira, 9, o Secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Christiano Vieira, disse, em entrevista ao programa A Voz do Brasil, que o governo está buscando alternativas para sanar o problema da diminuição da geração de energia elétrica no Brasil. 

Uma delas seria o desconto na conta de luz, oferecido para pessoas que economizarem, pelo menos, 10% de energia elétrica entre setembro e dezembro em comparação ao mesmo período de 2020.

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Em um cenário em que os brasileiros se desdobram nas tentativas de poupar o que já estava “na corda bamba”, já que a conta de luz ficou mais cara e levantou a necessidade de economizar para não comprometer o bolso, o iDinheiro ouviu especialistas que analisam o cenário atual e propõem soluções emergenciais para quem tem a possibilidade de reajustar a rotina. 

Desconto na conta de luz e alteração na bandeira tarifária: entendendo a origem dessas medidas 

Nas últimas semanas, o brasileiro foi impactado com medidas do governo que têm a finalidade de conter a crise atual. São elas o Programa de Incentivo à Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica e o novo patamar de bandeira tarifária de energia.  

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Tais alterações foram aprovadas na Câmara de Regras Excepcionais e, em nota do Ministério de Minas e Energia, entendemos como será a bonificação do programa de incentivo à redução. Serão considerados como base o consumo médio dos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2020. 

Assim, se houver redução no consumo nesses meses em 2021, o consumidor terá direito de receber uma restituição a título de bônus. Vale lembrar que o consumidor receberá um bônus de R$ 50 para cada 100 kWh. Além disso, o bônus é limitado à redução de 20%. Para exemplificar, se o consumidor teve consumo médio de R$ 120 no período base de 2020, e o consumo médio cair para R$ 100 nos meses de relevância em 2021, o mesmo consumidor teria direito a uma restituição de R$ 40 no final do período a título de bônus. 

O economista da Ativa Investimentos Guilherme Sousa aponta que essa medida não terá impacto inflacionário em 2021, pois o bônus será pago depois da apuração dos meses de referência (que finda em dezembro de 2021). Contudo, o processo pode gerar volatilidade inflacionária no primeiro bimestre de 2022.

Ainda de acordo com o especialista, ambas as medidas visam estimular o racionamento de energia elétrica nesse período de pouca chuva, que deve ser passageiro. 

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Cenário deve permanecer o mesmo até o início de 2022

Ainda de acordo com o especialista, o aumento na conta de luz percebido pelo brasileiro nos últimos meses está relacionado com o cenário hidrológico totalmente adverso. 

“Atualmente, vivemos a maior seca da série histórica, o que levou a ANEEL (agência nacional de energia elétrica) a ter que elevar o preço da energia, uma vez que fica pressionada a usar outras fontes de energia que são mais caras”, aponta. 

Uma das fontes citadas pelo especialista é o conjunto de usinas termelétricas, que são mais poluentes e, justamente, caras. Dessa forma, é possível manter um nível suficiente de água nos reservatórios das hidrelétricas.

A pressão nos preços deve continuar e, no curto prazo, a expectativa é que o cenário melhore apenas no início de 2022. Isso porque estaremos em um período sazonalmente mais chuvoso, o que aumentaria o nível de água nas usinas hidrelétricas, diminuindo o preço da energia. 

Para tentar evitar a conta de luz mais cara, veja medidas emergenciais de economia

No portal Consumo Consciente Já, existem várias dicas que podem ajudar o consumidor brasileiro a diminuir o valor pago na conta de energia elétrica dos próximos meses. Listamos algumas medidas emergenciais que podem ser praticadas por pessoas que estão em busca de deixar a conta de luz mais barata. 

  • Substitua as lâmpadas halógenas por lâmpadas LED;
  • Apague as lâmpadas que não estiverem em uso;
  • Aproveite a luz natural ao máximo, mantendo as janelas abertas;
  • Lave o máximo de roupas possível de uma só vez na máquina de lavar;
  • O chuveiro elétrico e o ferro de passar são os verdadeiros vilões no consumo doméstico de energia. Sendo assim, use-os de maneira consciente;
  • Se possível, opte pelos sistemas solares para o aquecimento da água. Além de mais econômicos, eles ajudam a preservar o meio ambiente;
  • Em locais mais quentes, também é preciso utilizar o ar-condicionado de maneira consciente. Uma dica importante é escolher o equipamento correto de acordo com o tamanho do cômodo;
  • No caso de freezer e geladeiras, é importante checar a vedação dos aparelhos. Verifique regularmente o estado das borrachas, pois isso contribui para o desperdício de energia.

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