Conta de energia mais barata: Aneel muda base de cálculo do reajuste para atrasos

A mudança da base do cálculo de reajuste na luz promovida pela Aneel pode deixar a conta de energia mais barata. Entenda o motivo.

Isabella Proença
Isabella Proença

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu, na última terça-feira, 27, que os consumidores atrasarem o pagamento da conta de luz não terão mais o valor do débito corrigido pelo IGP-M e sim pelo IPCA, que mede a inflação oficial do Brasil. Isso poderá deixar a conta de energia mais barata, já que o indicador vem em uma crescente desde 2020.

Na última quinta-feira, 29, a Fundação Getúlio Vargas informou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), também chamado de “inflação do aluguel”, aumentou 1,51% em comparação a março.

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O dado indica que o índice desacelerou em relação ao mês passado, quando apresentou uma alta de 2,94%, porém avançou ao longo de 12 meses, com a alta acumulada em 32,02%. 

Conta de energia mais barata

A mudança do IGP-M pelo IPCA para os reajustes em vigor em junho de 2021.

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Empresas de diversos setores já vem adotando a prática de troca do IGP-M por outro indicador que sirva de indexador para reajustes contratuais. As imobiliárias, por exemplo, praticam soluções como substituições pelo IPCA ou descontos desde janeiro.

O IGP-M acumula alta de 9,89% no ano com o resultado de abril. No mesmo mês do ano passado, o índice havia subido 0,80% e acumulava alta de 6,68% no período de 12 meses.

Na divulgação do material, o coordenador dos índices de preços da FGV, André Braz, explicou que todos os índices que fazem parte do IGP-M recuaram no mês de abril. No entanto, ele alertou para aceleração do indicador nos 12 meses.

“A desaceleração da taxa de variação dos combustíveis orientou o recuo da inflação ao produtor e ao consumidor. Apesar disso, a variação do IGP-M avançou mais em 12 meses, tendência que deve continuar até o próximo mês, dado que o IGP-M havia subido apenas 0,28% em maio de 2020”, disse.

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Entre os índices que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60%, teve alta de 1,84% em abril e de 3,56% em março.

Menos pressão dos combustíveis

A menor pressão de custos ao produtor foi notada em todos os grupos do IPA. O grupo Bens Finais teve variação de 1,11% em abril diante de 2,50% em março.

Entretanto, a colaboração mais importante veio do subgrupo combustíveis para consumo. Ele passou de alta de 18,64% em março para queda de 1,08% no mesmo período.

Também houve desaceleração no subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, que caiu de 18,33% para 5,08%. Isso fez com que os Bens Intermediários tivesse uma queda de 6,33% em março para 3,16% em abril.

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Na área de matérias-primas brutas, como café em grão, minério de ferro e suínos, houve recuo para o terreno negativo. As pressões maiores vieram dos valores dos bovinos (3,09%) e do milho (8,70%).

Já o índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, teve variação de 0,44% em abril contra 0,98% no mês anterior. A contribuição maior para a desaceleração partiu do grupo Transportes, sobretudo pela gasolina, que passou de 11,33% em março para 3,03% em abril.

Por fim, o índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que corresponde a 10% do IGP-M, teve alta em abril de 0,95% diante de 2% em março.

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