No primeiro semestre de 2021, consumo das famílias tem alta de 4% em relação ao ano anterior

Avanço da vacina e prorrogação do auxílio emergencial seriam dois fatores importantes para alta no consumo das famílias brasileiras.

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Heloisa Moraes

O consumo das famílias brasileiras obteve uma alta de 4% em 2021 quando comparado ao primeiro semestre de 2020, segundo pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

De acordo com o vice-presidente Administrativo e Institucional da Abras, Marcio Milan, o acontecimento se deve ao pagamento da segunda parcela do 13º para aposentados e pensionistas, a prorrogação do auxílio emergencial e o segundo lote da restituição do Imposto de Renda. Além disso, o avanço da imunização contra a covid-19 está implicando positivamente na situação econômica do país.

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Setor de supermercados e hipermercados ganha otimismo

O setor de supermercados e hipermercados é um dos mais otimistas, de acordo com Milan. Isso acontece já que os investimentos estão sendo ampliados no país: no primeiro semestre desse ano, houve abertura de cerca de 60 lojas novas.

Apesar disso, o Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros teve uma queda de 0,68% quando comparado com o mesmo período do ano passado. O consumidor brasileiro está buscando alternativas mais baratas para comprar produtos com valores que cabem no bolso. Tudo isso, pelo cenário de incerteza e alta dos preços causados pela pandemia.

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Um dos principais motivos se deve à alta da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os números apontam o maior resultado para o mês desde 2002, devido ao aumento de 0,96% do reajuste de preços para famílias que possuem renda de um a quarenta salários mínimos.

Reajuste nos preços para famílias teve alta em julho

Na última terça-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede o reajuste nos preços para as famílias que possuem renda de um a quarenta salários mínimos, teve alta de 0,96% em julho.

Energia Elétrica

Houve reajuste tarifário por região do país: Curitiba 11,38%; São Paulo 9,08 e em Porto Alegre um acúmulo de 12 que gerou aumento de 20,09%. Além disso, o valor da bandeira tarifária vermelha patamar 2 foi para R$9,49 a cada 100 kWh consumidos em todo país.

Transportes

Isso se deve a alta dos combustíveis que subiram 1,24% em julho, logo depois de aumentarem 0,87% no mês anterior. A gasolina e o óleo diesel subiram 1,55% e 0,96% no mês respectivamente, em contrapartida do etanol que obteve uma pequena queda de 0,75%.

Alimentação

As ondas de frio no país também contribuíram para o aumento dos preços na área da alimentação, por causa de muitas plantações perdidas nas baixas temperaturas. Itens como: tomate (18,65%), carne (0,77%) e leite (3,71%) fizeram o grupo de alimentos e bebidas atingirem a alta de 0,60% em julho em relação ao mês anterior.

Aproveite e leia também: “O que é o Salário-Família e como fazer o cálculo?”.

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