Compras de final de ano: saiba como se preparar financeiramente e evitar dívidas

Especialistas afirmam que a melhor forma de se preparar para as compras de final de ano é se planejar com antecedência, pesquisando diferentes ofertas de um mesmo produto.

Júlia Ennes
Júlia Ennes

Os últimos meses do ano vêm acompanhados de muitas festas e expectativas de presentes. Agora, num piscar de olhos, já vem chegando o Natal: e com ele chegam o amigo secreto, gasto com ceias, compras de roupas, acessórios, eletrônicos e por aí vai. Pode parecer um pouco cedo para pensar nisso, mas planejar com antecedência é a melhor maneira de se preparar e evitar dívidas.

O iDinheiro conversou com especialistas para entender melhor como se preparar financeiramente para as compras de final de ano e quais são os impactos positivos em fazer um bom planejamento antecipado.

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Planeje as compras de final de ano com antecedência 

Deixar as compras para a última hora pode fazer com que muitas pessoas se “enrolem” financeiramente ou ainda paguem mais caro por determinados produtos, que sobem de preço nessas épocas comemorativas. Então, não tem jeito: planejamento financeiro e pesquisa de preço são a chave do sucesso

Segundo os especialistas ouvidos pelo iDinheiro, o ideal é se programar para as compras de final de ano desde agora, guardando dinheiro, mapeando lojas e definindo prioridade entre os itens desejados.

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Para o professor de Finanças da Universidade Presbiteriana Mackenzie Maurício Takahashi, planejar com antecedência é a melhor forma de se organizar para economizar nas compras, principalmente, nesse cenário de crise e inflação alta que o Brasil vem vivendo. 

“Em tempos de imprevisibilidade inflacionária, com perda real de poder de compra, o planejamento continua sendo a melhor forma de otimização de gastos. Imagine gastar sem uma lista definida, sem um limite pré-estabelecido, sem tempo para pesquisar e comparar preços, tomado pela pressão do tempo e com impulsos e emoções comandando seu cérebro no processo de decisão”, analisa Takahashi.

Portanto, começar a pensar nestas questões agora e não adiá-las para dezembro, pode ajudar nas suas compras e evitar endividamentos. 

Inclua outras despesas e defina um teto máximo para gastar com as compras de final de ano

O professor e coordenador de cursos de pós-graduação em finanças na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) Marcelo Cambria concorda que se planejar financeiramente é fundamental. Ele destaca ainda que devem ser incluídos nesse planejamento as “contas anuais”, além daquelas referentes às festas de final de ano. 

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Isso porque não é só de festividades que se faz uma virada de ano. Além do Natal e Réveillon, outras despesas costumam deixar mais salgado o nosso orçamento nessa época, como o pagamento do IPTU e do IPVA. Para quem tem filhos, as despesas aumentam mais ainda com matrículas, material escolar, uniformes e mensalidade.

Além disso, ele recomenda que se reserve uma porcentagem do orçamento para imprevistos. “É muito importante – claro, para quem para quem pode – fazer um orçamento conservador de gastos, que sobre de 15% a 20% do orçamento para eventuais imprevistos. Então, não se deve planejar fazer uma compra para esvaziar o bolso, ou seja, gastar realmente tudo que houver de sobra nas suas projeções”, aconselha Cambria.

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Atenção

Portanto, para não se enrolar nos gastos, calcule o quanto vai sobrar do seu orçamento, após pagar as dívidas e despesas comuns. Feito esse cálculo, estabeleça no valor restante um teto máximo para gastar com as compras de final de ano e não ultrapasse o valor limite.

Defina prioridades e entenda seus limites

Uma época com tantas festividades pode ser um pouco complicada para aqueles que estão com o orçamento mais apertado ou que já têm dívidas. Segundo os especialistas, a dica, mais uma vez, é sempre respeitar o seu limite

“Tome cuidado para não ultrapassar seu orçamento de gastos só para agradar alguém e depois ficar enrolado financeiramente. Ficar com aquela conta para pagar pendente por meses vai te incomodar e pode virar uma bola de neve desnecessária”, aconselha Cambria.

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Além disso, Takahashi afirma que nesse planejamento é importante definir prioridades: quais amigos e familiares serão presenteados, quanto irá gastar com cada um e o que irá comprar. “Comprar tem que ser encarado como um processo e não como um evento. Listar quem você quer presentear, o quanto pode gastar e, por consequência, o que escolher, melhora o consumo nesse momento que precisamos estar com os pés no chão”, afirma.

Aproveitar as ofertas da Black Friday pode ser uma boa

A Black Friday 2021 acontece oficialmente no final de novembro, mas muitas lojas começam suas campanhas já no mês de outubro, com descontos e promoções. Segundo Cambria, esse pode ser um bom momento para aqueles que já fizeram o planejamento, aproveitarem as ofertas. No entanto, é preciso ter cautela para não cair na famosa “black fraude”. 

“É importante que você faça um monitoramento com certa antecedência para não fique deslumbrado quando ver ali o preço cortado. O que acontece, na verdade, é que algumas lojas aumentam o preço dos produtos meses antes da data e abaixem gradativamente, para gerar um desconto maior e chegar no mesmo valor que já era vendido antes”, destaca o professor.

“Como ainda estamos no mês de outubro, vale a pena fazer uma pesquisa antecipada naqueles itens que você já planejou comprar, porque pode aparecer boa oportunidade, seja antes ou até a Black Friday”, completa.

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Takahashi destaca ainda a importância de uma boa pesquisa de preços antes de fechar a compra. Para isso, uma boa estratégia é usar os comparadores de preços para encontrar os descontos mais interessantes da Black Friday.

“Quem planejar a sua compra e souber utilizar os alarmes de monitoramento de preços das plataformas de buscas poderá julgar se estão diante de uma economia verdadeira. As barganhas reais raramente caem no colo. Elas precisam ser buscadas. Essa busca está consideravelmente facilitada pela tecnologia”, afirma o professor.

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