Bitcoin tem queda de mais de 16% nesta segunda-feira (4/1)

O bitcoin é uma moeda muito volátil, ou seja, sofre altas e quedas com rapidez. Depois de chegar a 34.800 pontos, ela registrou retração de mais de 16% nesta segunda (4).

Fabiola Thibes
Fabíola Thibes

O Bitcoin tem queda de mais de 16% na cotação desta segunda-feira, 4. Em 2020, a moeda digital mais conhecida do mundo chegou a quadruplicar de preço. Já no último domingo, 3, havia atingido o pico de 34.800 dólares.

A retração ocorreu logo nas primeiras horas da manhã. A redução registrada ultrapassou 16%. Por volta de 9h45min, já havia recuperado parte do valor.

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Nesse momento, o preço da moeda digital estava em 31.200 dólares, com retração de 5,73%. Apesar da oscilação alta, os operadores do Bitcoin afirmam que o movimento é normal.

A volatilidade é, inclusive, um dos fatores que impedem o recurso de ser utilizado como moeda oficial. “Na maior parte, isso parece um movimento puramente técnico, sinalizado e causado por euforia de curto prazo”, destacou o corretor da Enigma Securities, Joseph Edwards.

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Com informações da agência Reuters.

Bitcoin tem queda: entenda valorização da moeda

Em 16 de dezembro de 2020, o Bitcoin alcançou o patamar de 20.000 dólares pela primeira vez. Com esse resultado, o preço da cotação havia aumentado em quatro vezes no ano.

Apenas três semanas depois, o Bitcoin atingiu novo patamar. Dessa vez, de 34.800 dólares. Segundo especialistas, a alta tem relação com a percepção da moeda digital como proteção contra a inflação.

Isso significa que mais pessoas investem na modalidade, já que diferentes medidas governamentais e de estímulo são adotadas pelos governos para reduzir o impacto da pandemia da Covid-19.

O analista do Banco de Cingapura, Moh Siong Sim, diz que “parte disso reflete o medo de um dólar mais fraco”. Outro fator que contribui é a possibilidade de se tornar um meio de pagamento convencional.

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Volatilidade

As oscilações são uma das principais características da moeda digital. Basicamente, a volatilidade é bastante alta, o que significa altos riscos da operação.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de retorno também é. Para os investidores arrojados, esse é um ponto positivo. Afinal, é possível ganhar muito em pouco tempo.

Além disso, muitos são atraídos pela possibilidade de aplicar pouco capital. Qualquer pessoa pode investir poucos reais e obter a remuneração proporcional.

Portanto, a volatilidade tem os dois lados. No caso do Bitcoin, isso se tornou ainda mais relevante com o desenvolvimento do mercado de derivativos.

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Em resumo, esse é o ambiente em que aplicações financeiras atreladas a outras têm negociação. Um exemplo tradicional são os contratos de câmbio, que dependem da cotação das moedas e são, portanto, derivativos.

No caso dos Bitcoins, funciona da mesma forma desde 2017, mas esse mercado trabalha com muitas negociações alavancadas.

Ou seja, os investidores aplicam um valor que não têm com a perspectiva de ganhos futuros. Com isso, também assumem um risco maior e podem se endividar muito.

A consequência é uma volatilidade ainda maior, que traz menos transparência às negociações. Portanto, se você quiser investir em Bitcoin, saiba que é importante estudar o mercado e ficar atento a essas oscilações do mercado.

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