Banco Central inicia primeira fase do open banking com promessa de vantagens para o cliente

Por conta da pandemia, primeira fase do open banking foi adiada de novembro do ano passado para este mês. Veja todos os detalhes.

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Lilian Calmon

Nesta segunda-feira, 1º, o Banco Central (BC) deu início à primeira fase do open banking, sistema que permitirá aos clientes de bancos o compartilhamento de dados para a obtenção de ofertas mais vantajosas em outras instituições.

Nesse primeiro momento, foi autorizado que dados públicos, como condições de contratos e taxas de juros, sejam compartilhados entre concorrentes. Ao longo de 2021, serão mais outras três etapas. 

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A expectativa é que, a partir de agosto, as entidades participantes já consigam oferecer propostas a clientes, com juros menores.

Segundo o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso, o sistema de compartilhamento de dados é seguro. 

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Com informações de O Globo.

Primeira fase do open banking foi adiada para este mês

Pelo cronograma, a primeira fase do open banking começaria no fim de novembro. No entanto, por conta da pandemia, ela foi adiada para fevereiro a pedido das instituições financeiras.

Depois do sucesso do PIX, o objetivo do BC é estimular a concorrência, abrindo espaço para inovações, com produtos mais diversificados e personalizados.

Quando estiver totalmente implantado, o open banking deve ajudar o consumidor na tomada de empréstimo. Por exemplo, se a pessoa tem uma conta em determinado banco que oferece empréstimo com juros de 2% ao mês e 24 meses para pagar, ela pode verificar se outra instituição tem condições melhores.

Pelo aplicativo desse outro banco, será possível permitir o compartilhamento dos próprios dados, como histórico de crédito e de pagamentos, para receber uma oferta com melhores condições.

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Vale frisar que o compartilhamento de dados dependerá do consentimento do cliente. Nessa primeira fase, serão compartilhados somente dados públicos, assim, não é necessário tomar nenhuma ação referente a isso.

Na opinião do fundador e diretor executivo do aplicativo Guiabolso, Thiago Alvarez, que faz parte do conselho deliberativo do BC para a implementação do open banking, a mudança é gigantesca.

“É igual à internet em 1993 ou 1994, quando começou a ir para o consumidor. Foi o momento que mudou o mundo? Não, o que vai mudando são as aplicações que você vai fazendo em cima. Aqui é a mesma coisa, não é da noite para o dia mudou tudo, mas vai mudar as possibilidades que você tem de construção”, comparou ele.

Conheça as próximas fases

A segunda fase do open banking está prevista para julho. A partir daí, as instituições poderão acessar informações de cadastro dos clientes, dados de transações e operações de crédito.

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Na fase três, marcada para agosto, será disponibilizado o serviço de iniciação de pagamento entre instituições participantes. Ou seja, o cliente poderá movimentar a conta em uma instituição A por meio de um aplicativo da instituição B, por exemplo. Além disso, os participantes poderão encaminhar propostas de operações de crédito.

A quarta e última fase, a ser implementada em dezembro, vai abranger os dados que poderão ser compartilhados para operações de câmbio, seguros, investimentos e previdência, por exemplo.

Para ler a matéria de O Globo na íntegra, clique aqui.

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