Gás natural subirá 39% nas distribuidoras a partir de maio, informa Petrobras

A correção foi anunciada pela petrolífera nesta segunda-feira, 5. O aumento de 39% no gás natural começa a valer no próximo reajuste, em maio de 2021.

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Ana Júlia Ramos

Além das altas na gasolina e no diesel em 2021, a Petrobras comunicou o aumento do preço de venda do gás natural às distribuidoras a partir de 1° de maio. A correção foi anunciada pela petrolífera na manhã desta segunda-feira, 5.

Comparado ao trimestre atual, que deve se encerrar no fim de abril, o metro cúbico do gás natural aumentará 39%. Em paralelo, a alta do gás, em dólar, será de 32%. 

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O reajuste do gás natural não está ligada ao aumento do gás de cozinha (GLP), que teve o valor corrigido em 5% na semana passada. O gás natural (GNV) é derivado do petróleo e é utilizado nos setores siderúrgico, petroquímico, combustível industrial, indústria de papel e celulose, e indústria alimentícia, e no setor  agropecuário. 

Em nota, a estatal explica que a “variação decorre da aplicação das fórmulas dos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio”. O valor do gás natural é corrigido a cada três meses e, para calcular o reajuste do segundo trimestre (maio, junho, julho), a petrolífera utiliza os preços dos meses de janeiro, fevereiro e março. 

“Durante esse período, o petróleo teve uma alta de 38%, seguindo a tendência de alta das commodities globais. Além disso, os preços domésticos das commodities tiveram alta devido à desvalorização do real”, aponta a empresa no comunicado. 

Aumento do gás natural em 2021: custo ao consumidor

Por conta das variações cambiais e da cotação do petróleo em alta, a Petrobras vem adotando altas correções nos valores dos produtos, tendo a gasolina alta acumulada de quase 40% em 2021 e o diesel incremento de 36,13%. A preocupação é como a correção chega ao consumidor final. 

Como o valor cobrado pela Petrobras se refere ao gás e ao custo de transporte, o custo que chega até o uso doméstico depende de outros fatores. A quantia, informa a petrolífera, depende “das distribuidoras (e, no caso do GNV, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, o processo de aprovação das tarifas é realizado pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas”, comunica a estatal em nota. 

Em comunicado, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) traz preocupação sobre a subida no valor do repasse.

“Os aumentos no preço do gás natural não trazem benefícios para as distribuidoras, ao contrário, acabam tirando competitividade do gás natural em relação a outras fontes de energia como a gasolina, óleo combustível, GLP e eletricidade”, avalia. Veja a nota na íntegra

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