Aneel cria nova bandeira tarifária e conta de luz ficará mais cara

Chamada de “escassez hídrica”, nova bandeira tarifária causará aumento de 6,78% na conta de luz. O valor da taxa extra subiu para R$ 14,20.

Isabella Proença
Isabella Proença

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou uma nova bandeira tarifária para a conta de luz devido a crise hídrica.

De acordo com o anúncio realizado na última terça-feira, 31, a medida entra em vigor nesta quarta-feira, 1º de setembro de 2021, e vai até o dia 30 de abril de 2022. O valor da nova taxa extra é de R$ 14,20 por 100 kWh — antes, era R$ 9,492.

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A alta do preço da energia elétrica acontece em meio a maior seca enfrentada pelo país nos últimos 91 anos, que obrigou o sistema de geração de energia a ter ajuda de usinas termelétricas, cujo custo de operação é bem mais elevado.

“Tendo em vista o déficit de arrecadação já existente, superior a R$ 5 bilhões, e os altos custos verificados, destacadamente de geração termelétrica, foi aprovada determinação para que a Aneel implemente o patamar específico da bandeira tarifária, intitulado ‘escassez hídrica’, no valor de R$ 14,20 / kWh”, anunciou o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, em entrevista coletiva.

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A Aneel já havia anunciado um reajuste na tarifa da bandeira vermelha 2 (até então a mais cara) no fim de junho, que ficou em R$ 9,49, representando um aumento de 52% em relação aos R$ 6,24 anteriores.

Bandeiras tarifárias da conta de luz

Veja como funcionam as bandeiras tarifárias (valores adicionais cobrados na conta de luz):

Bandeira verdeCondições favoráveis de geração de energia – sem cobrança adicional
Bandeira amarelaCondições menos favoráveis – R$ 1,874 por 100 kWh consumidos
Bandeira vermelhaTérmicas ligadas – dois patamares: um de R$ 3,971 e outro de R$ 9,492
Bandeira escassez hídricaCusto de energia mais caro – R$ 14,20 por 100 kWh consumidos

A Aneel chegou a defender o aumento da taxa para R$ 19 durante 3 meses, enquanto técnicos do ministério das Minas e Energia sugeriram o valor de R$ 24.

O presidente do Banco Central (BC), que estava presente na reunião, demonstrou preocupação com os reajustes sugeridos, uma vez que a inflação está em alta.

Os ministros pediram um valor mais baixo, pensando no impacto político que a medida poderia causar, mesmo que por um período mais longo.

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O presidente Jair Bolsonaro queria uma proposta que tivesse o menor impacto possível para a imagem do governo. Diante disso, o valor foi fechado em R$ 14,20, para não comprometer uma agência com autonomia no setor elétrico.

No entanto, no setor elétrico, há a preocupação de que a nova taxa possa não ser suficiente para quitar as despesas das distribuidoras com a contratação de usinas termelétricas, uma vez que o custo é bem maior que o das hidrelétricas.

Segundo especialistas, o risco é que a vigência da taxa tenha que ser estendida ao longo de 2022 ou que haja um reajuste ainda maior nas contas na data de aniversário dos contratos das distribuidoras.

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3 comentários

  1. EVERSON

    NA ONDE NOSSO BRASIL VAI PARAR NEM A PANDEMIA ELES PERDOA ELES NOS DA 10 E COBRA 50 NEM BANCOS TEM JUROS ALTÍSSIMO DESSE JEITO DEU NOS AJUDE

  2. Maria

    No dia em que disserem que ficou mais barato aí eu vou ficar surpresa porque pelo andar das coisas logo vou trabalhar só para pagar luz e água …

  3. José Roberto

    Nós brasileiros sempre se feramos com tudo é combustível e alimentação cada dia mais caro se é louco

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