Entenda porque os preços da cebola e tomate subiram até 17,58% em janeiro

Quer saber por que o IPCA de janeiro ainda registrou aumento? Dessa vez, o motivo foram os alimentos, especialmente a cebola e o tomate. Veja por quê.

Fabiola Thibes
Fabíola Thibes

Dados do IPCA de janeiro divulgados na última terça-feira, 9, mostraram um avanço de 0,25% na inflação. O número representa, apesar da alta, uma desaceleração frente aos últimos meses. Nesse cenário, houve alta da cebola e do tomate.

Como nos últimos meses, o grupo dos alimentos teve grande peso no resultado. A inflação nessa categoria registrou aumento de 1,02%. Dentro dele, o destaque foi para a cebola, que cresceu 17,58%, e para o tomate, com alta de 4,89%.

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Um dos principais fatores que explicam esse movimento são os problemas climáticos e o intervalo da safra desses alimentos. Por isso, a perspectiva é de melhoria nos próximos meses.

O aumento da cebola e do tomate em janeiro

A cebola e o tomate já estavam em processo de alta desde 2020. No ano passado, os alimentos registraram alta de 14,49% 52,76%, respectivamente, conforme dados do IBGE.

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No caso da cebola, a falta de oferta no mercado devido a problemas de cultivo foi o principal fator. Entre setembro e outubro de 2020, foi registrada uma seca durante o plantio no sul do país.

Depois desse problema, as cidades produtoras, sobretudo Santa Catarina, foram atingidas por granizo e chuvas nos períodos de desenvolvimento e colheita.

O período de umidade na estocagem é outra dificuldade. A situação facilita o aparecimento de fungos, que diminuem a qualidade do produto.

Devido a todo esse cenário, o país importou cebolas chilenas e argentinas. Para a próxima safra, a expectativa é que haja um volume maior de cebola disponível, o que deve diminuir os preços.

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Tomate

Outro alimento também em alta desde 2020, o tomate teve um aumento de preços que interferiu no IPCA. A principal razão é o intervalo da safra.

Várias regiões de cultivo de tomate entraram nesse período no começo de janeiro. Principalmente, Itapeva, em São Paulo, e Reserva, no Paraná.

Na segunda metade de janeiro, a safra do tomate chegou ao pico em Santa Catarina e Itapeva retomou a produção. Com isso, algumas localidades já registram queda nos preços.

Poder de compra do consumidor

O fim do auxílio emergencial também impactou os resultados do IPCA em janeiro. Até dezembro de 2020, havia mais poder de compra. E, com isso, as pessoas compravam mais no supermercado.

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Agora, houve uma redução. No entanto, o pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq-USP, João Paulo Deleo, acredita que o consumo de hortaliças, legumes e frutas deve se manter.

“Quando há uma queda de renda, os primeiros produtos que as pessoas deixam de comprar são os mais caros, como as proteínas animais, que têm um peso maior na cesta”, disse em entrevista ao G1.

Por fim, o especialista ressalta que esses grupos de alimentos têm baixo valor agregado. Em outras palavras, é mais barato comprá-las do que adquirir carnes.

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