70 agências do INSS permanecem fechadas em SP devido à pandemia

29% das 239 unidades de agências do INSS em SP permanecem fechadas devido à redução da força de trabalho causada pelo novo coronavírus.

Isabella Proença
Isabella Proença

Devido à pandemia do novo coronavírus, 70 agências do Instituto Nacional do Seguro Social INSS permanecem fechadas em SP.

A crise sanitária agravou um problema que, já há algum tempo, tem prejudicado o atendimento nas agências: a falta de funcionários.

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Entenda.

Agências do INSS permanecem fechadas em SP

No estado de São Paulo, há 533 servidores do INSS — 17% do total de 3.145 funcionários — que fazem parte do grupo de risco e que estão trabalhando em regime home office.

Na capital paulista, o índice sobe para 20% — 171 dos 871 trabalhadores estão exercendo atividades a distância.

Com força de trabalho reduzida, o órgão decidiu manter 70 agências fechadas no estado.

Dessa forma, 29% das 239 unidades existentes em São Paulo não estão abertas para o público. Ademais, na capital, 5 dos 25 postos estão fechados.

Atendimento à distância

Moradores de cidades ou bairros sem atendimento presencial podem agendar o comparecimento em outras unidades. No entanto, o instituto recomenda a utilização dos canais remotos.

“A maior parte dos serviços está disponível pelos canais remotos, que são o telefone 135 e o [site e aplicativo] Meu INSS”, diz o chefe da divisão de benefícios do INSS no estado de São Paulo, Anderson Borges.

Mesmo antes da pandemia a ampliação do atendimento à distância já era a aposta principal do instituto para tentar suprir a ausência de colaboradores nas agências.

A situação está se agravando ainda mais pelo aumento na quantidade de pedidos de aposentadoria de servidores sem a contratação de novos profissionais.

Ano passado, o número de funcionários do INSS que se aposentaram em São Paulo foi de 1.071 — uma alta de 125% em comparação aos 475 aposentados de 2018.

“O INSS conseguiu se adaptar para que os servidores possam, mesmo trabalhando em casa, concluir a análise de pedidos de benefícios, sem prejuízo ao serviço”, diz Borges.

“Mas o atendimento presencial é inviável em unidades em que a maioria dos funcionários do setor está no grupo de risco”, conclui.

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