Brasil deve ser a 13ª potência econômica do mundo, diz CEBR

Levantamento da CEBR indica que o Brasil ficará atrás da Austrália como potência econômica devido à falta de produtividade e problemas no emprego. Entenda.

Fabiola Thibes
Fabíola Thibes

Uma previsão da consultoria britânica CEBR indica que o Brasil deverá ser a 13ª potência econômica em 2021. O estudo indica que o país perderá sete posições, em comparação com 2011.

Na época, o Brasil estava em 6º lugar. Naquele momento, ficava atrás somente de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.

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Em relação a 2020, o país deverá perder mais uma posição. Atualmente, está na 12ª colocação.

Segundo o comunicado da consultoria, “o Brasil tem visto considerável instabilidade econômica e política desde a profunda recessão de 2015 e 2016. Além disso, a economia brasileira já estava em uma frágil situação antes da pandemia do coronavírus, com limitado espaço fiscal”.

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Fator que levará o Brasil a ser a 13ª potência econômica

O levantamento realizado ainda indicou que o principal problema do mercado de trabalho brasileiro é a produtividade. O estudo destaca que ela ainda é baixa.

Conforme a consultoria CEBR, os motivos para esse problema são a existência de um ambiente pouco atrativo para os negócios e o sistema tributário distorcido.

A mesma pesquisa da CEBR destaca que o motivo para a perda de posições é a recuperação mais fraca da economia em 2020. Outros países alcançarão resultados melhores.

Como comparação, o Brasil deverá registrar um crescimento de 3,3% no ano que vem. Por sua vez, a Austrália deverá ter alta de 3,5%.

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O país dos cangurus é quem ocupará a posição atual do Brasil, segundo a previsão da consultoria britânica.

Neste ano, o Brasil conseguiu evitar perdas significativas no Produto Interno Bruto (PIB). Tanto é que ficou na 5ª posição entre 14 países quando o critério é a previsão para esse indicador.

Ainda assim, o Fundo Monetário Internacional (FMI) destaca dois principais problemas: dívida do País e taxa de desemprego.

Agora, a expectativa é agilizar o crescimento para aumentar as vagas de trabalho. De toda forma, o desemprego deverá ser superior a 14% em 2021.

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Na última terça-feira, 29, o IBGE anunciou que o índice ficou em 14,3% no trimestre finalizado em outubro. Isso representa 14,1 milhões de pessoas desocupadas.

Potências militares

Apesar de cair 10 posições e se tornar a 13ª potência econômica, o país está na mesma posição entre entre as potências militares. O ranking foi divulgado em 2019 pela revista GlobalFirepower.

Esse estudo considerou o tamanho das Forças Armadas — incluindo pessoas e veículos —, o orçamento disponível para o setor, a geografia e a infraestrutura.

Diferente do levantamento de potências econômicas, o Brasil ganhou uma posição nesse ranking. Com isso, reforçou o papel de principal força militar da América Latina.

Os países que estão à frente são:

  • Estados Unidos;
  • Rússia;
  • China;
  • Índia;
  • França;
  • Japão;
  • Coreia do Sul;
  • Reino Unido;
  • Turquia;
  • Alemanha;
  • Itália;
  • Egito.

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