Moedas digitais: o que são, quais as principais, como acompanhar a cotação e como comprar as suas!

Um guia inicial para que você possa entender como funciona o mercado de moedas digitais.

Victor Leitao
Victor Leitão

Moedas digitais: o que são, quais as principais, como acompanhar a cotação e como comprar as suas!

Caso você seja habitante do planeta Terra, provavelmente já ouviu falar nas moedas digitais, ou pelo menos, no famoso Bitcoin, certo?

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Esse tipo de moeda surgiu em 2009 e tornou-se bastante popular na última década. Porém, ainda há um certo mistério em relação a elas, sua criação e se realmente valem como o dinheiro comum.

Também há quem discuta a possibilidade das criptomoedas substituírem o dinheiro como a gente conhece hoje, criando um mercado online e internacional.

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Na verdade, a promessa das moedas digitais é, justamente, facilitar e descentralizar transações e o processo de criação do capital.

E você, sabe como funcionam esses ativos? Se não, continue lendo esse artigo, pois vamos explorar todos esses aspectos a seguir.

O que são moedas digitais?

As moedas digitais, também conhecidas como moedas virtuais ou criptomoedas, surgiram em 2009 e funcionam a partir de uma rede descentralizada (sistema ponto-a-ponto, do inglês peer to peer), onde possibilitam transferências de uma pessoa para outra sem a intermediação de um banco.

Por isso, elas não se submetem à regulamentação de sistemas monetários nem à uma autoridade financeira, como o Banco Central do Brasil, o que implica em praticamente não haver burocracia na negociação.

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Em relação à segurança, normalmente, as moedas digitais utilizam a criptografia e a tecnologia blockchain para garantir que as transações ocorram de maneira tranquila na internet.

O blockchain funciona basicamente assim: qualquer transação envolvendo moedas digitais é reunida em blocos, os quais se conectam a outros blocos através de códigos, formando uma rede de códigos, que é protegida por criptografia.

Na prática, podemos definir o blockchain como um livro contábil onde ocorre o registro público de todas as transações realizadas com moedas virtuais.

Pela ótica do investidor, as moedas digitais ficam armazenadas nas chamadas carteiras digitais.

A primeira criptomoeda a aparecer no mercado foi o Bitcoin, criada em 2009 por Satoshi Nakamoto, que não se sabe ao certo se é um único programador ou grupo de programadores.

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Desde então, surgiram várias outras a partir dela, as quais receberam a denominação de altcoins. Veja, a seguir, quais as 5 principais criptomoedas negociadas atualmente.

Principais moedas

Confira, abaixo, as cinco moedas digitais com maior valor de mercado, como surgiram e suas características.

Obs.: Os dados presentes no texto, relativos aos valores das moedas digitais, se referem ao dia 12/01/2021.

Moeda digital Bitcoin (BTC)

Como já mencionado no tópico anterior, o Bitcoin foi a primeira moeda digital a surgir no mercado, em 2009.

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Ele é criado por um complexo processo computacional conhecido como mineração (mining, em inglês), e, uma vez que utiliza blockchain/criptografia, seus arquivos não podem ser copiados/fraudados nem as transações serem rastreadas.

O preço de Bitcoin, assim como das outras moedas virtuais, não tem um valor intrínseco, sendo determinado pelo quanto as pessoas estão dispostas a pagar por ele (você entenderá isso melhor no tópico sobre as cotações de moedas digitais).

No momento em que escrevemos esse artigo, existem cerca de 18,8 milhões de bitcoins em circulação e ele é de longe a moeda com a maior capitalização de mercado, atingindo quase 632 bilhões de dólares.

Um único Bitcoin equivale a aproximadamente US$ 33.600.

Moeda digital Ethereum (ETH)

O Etherium é mais do que uma moeda virtual, sendo definido como um sistema financeiro digital descentralizado.

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Seu lançamento foi em 2014, pelos desenvolvedores Gavin Wood e Vitalik Buterin e tem sua base de funcionamento a partir da da criptomoeda Ether, com o código ETH.

Da mesma maneira que o Bitcoin, o Ethereum registra todas as transações que ocorrem nele em um sistema de blocos criptografados distribuídos em rede (blockchain).

Porém, muitos especialistas afirmam que a tecnologia do Etherium é até mais avançada que a do Bitcoin. Por isso, seu protocolo acabou servindo de base para a criação de várias outras moedas digitais.

Hoje, a ETH é a segunda maior criptomoeda do mundo, com uma capitalização de mercado de aproximadamente US$119 bilhões.

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Moeda digital Tether (USDT)

Diferentemente das moedas citadas acima, o Tether é uma stablecoin, ou seja, tem lastro em uma moeda física.

Ela foi lançada em 2014 e, de acordo com sua proposta, para cada Tether emitido, existe um dólar equivalente em caixa. Porém, em 2019, houve um anúncio sobre nem todos os Tether possuírem esse lastro.

Seu preço estável o tornou uma boa opção para transferências entre sistemas e com outras criptomoedas. Atualmente, ela é a terceira maior do mundo, com um valor de mercado de US$ 24 bilhões.

Moeda digital Ripple (XRP)

Criada em 2011 por Jed McCaleb e Chris Larsen, sob o código XRP e é a quarta maior moeda digital em valor de mercado atualmente (cerca de 13 bilhões de dólares).

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Ela possui uma característica peculiar, pois, além de ser uma criptomoeda, funciona também como um sistema de pagamento aberto, o qual tem menores taxas e é mais eficiente do que os sistemas comuns.

Isso tem a ver com o fato de sua criação ter sido com vistas de fornecer tecnologias para bancos e outras instituições financeiras. A ideia era mudar a forma como o dinheiro é enviado no mundo.

Essa característica da Ripple é bem interessante, porque a diferencia totalmente do Bitcoin, uma vez que este nasceu com o objetivo de que as transações financeiras pudessem ser feitas sem a presença daquelas instituições.

Contudo, isso faz com que a Ripple dependa de permissões para seu funcionamento.

De todo modo, empresas como Bradesco e Santander já estão testando a utilização do protocolo Ripple em seus procedimentos.

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Moeda digital Litecoin (LTC)

O Litecoin, criado em 2011, é conhecido como a prata digital (assim como o Bitcoin é considerado o ouro digital) e suas características se assemelham às da criptomoeda mais popular.

Essa moeda tem processamento mais rápido das transações financeiras, além de tornar mais fácil o processo de mineração e consequente criação de novas moedas. Por isso, muitos a consideram uma alternativa ao Bitcoin.

Além disso, seu limite de moedas é maior, 84 milhões de unidades, contra 21 milhões do Bitcoin. Atualmente, já circulam 66 milhões de moedas e seu valor de mercado ultrapassa os US$ 8,8 bilhões, tornando a Litecoin a quinta cripto mais popular.

Outras moedas

O mercado de moedas virtuais cresceu bastante nos últimos anos e já existem mais de 2 mil moedas negociadas.

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Como é praticamente impossível falar sobre todas, priorizamos as principais informações sobre as que atualmente estão no top 5 (lembrando que o valor delas varia bastante, então, quando você estiver lendo esse texto, já pode ter ocorrido alguma alteração).

De todo modo, aqui estão as 20 outras moedas digitais que estão no top 100 e que já foram, em algum momento, bem avaliadas por especialistas, sendo consideradas as mais promissoras:

  • Cardano, Bitcoin Cash, Polkadot, Stellar, Chainlink, Binance Coin, USD Coin, Wrapped Bitcoin, Bitcoin SV, Monero, EOS, TRON, NEM, THETA, Tezos, Neo, Crypto.com Coin, Synthetix, VeChain e Uniswap.

Cotação das moedas digitais

Diferentemente do que ocorre com as moedas tradicionais ou físicas, tais como: real, dólar e euro, a cotação das moedas digitais não tem relação direta com a política monetária imposta pelos governos.

O principal fator que influencia na cotação é a proporção oferta x procura.

Sendo assim, se mais pessoas estão interessadas em comprar, a cotação imediatamente sobe. Por outro lado, se há mais pessoas interessadas em vender determinada moeda virtual, a cotação cai.

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Um exemplo muito claro disso aconteceu em 2018, quando o preço do Bitcoin disparou no mercado e outras moedas digitais também tiveram uma valorização muito grande.

Boa parte desse sucesso estava atrelado justamente ao fato de que muitas pessoas descobriram e passaram a investir no mercado das criptomoedas.

No entanto, vale ressaltar que a oscilação na cotação também pode ser impulsionada por outros fatores como:

  • aceitação no mercado;
  • aumento de carteiras virtuais (sinal de que mais pessoas estão utilizando as moedas como meio de investimento ou pagamento);
  • e eventos da economia mundial (restrições monetárias, por exemplo).

Outro ponto bem interessante sobre a cotação das moedas digitais é que o mercado simplesmente não para. Ele funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

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Site para acompanhar a cotação

O principal site no mundo para acompanhar o valor das moedas digitais em tempo real é o Coinmarketcap.com. Lá, você pode conferir, também, o ranking das moedas virtuais e saber se estão em alta ou queda.

Então, se você tem interesse em investir nesse mercado, vale a pena dar uma conferida nele, sempre que possível.

Como comprar moedas digitais no Brasil?

Você já sabe que as moedas virtuais são comercializadas pela internet, não é mesmo?

Pois bem, para comprar e vendê-las basta entrar em sites nacionais especializados como o Mercado Bitcoin, o Foxbit e a Braziliex.

Depois disso, crie a sua conta gratuitamente e informe o valor em reais ou a quantidade de moedas virtuais desejada para comprar ou vender.

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Porém, se preferir, você também pode fazer as transações em empresas internacionais, tais como: a Bitfinex e a Poloniex.

Elas permitem que qualquer pessoa invista em moedas digitais (utilizando dólares).

Caso queira saber mais sobre como comprar Bitcoin, dê uma olhada nesse artigo.

Como investir em moedas digitais?

Há casos em que as criptomoedas apresentam retornos bastante significativos, mas precisamos ter muito cuidado ao colocar dinheiro nesse mercado.

Vale destacar que você pode investir tanto por conta própria como por meio de uma corretora, a qual vai ficar responsável por intermediar as transações, mas cobra uma taxa sobre o valor da operação.

Independentemente de qual seja a forma escolhida, caso você decida mesmo fazer esse tipo de investimento, saiba que o valor das moedas digitais oscila de maneira frequente, com várias quedas ou altas durante o dia.

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A dica dos especialistas é que você nunca invista mais do que 5% do seu patrimônio em moedas digitais, principalmente se você não possui segurança financeira nem reserva de emergências.

BÔNUS: as moedas digitais vão substituir as moedas tradicionais e o dinheiro físico?

Essa é uma discussão muito válida e que vem, cada vez mais, intrigando desde pessoas comuns até economistas e outros especialistas do mercado financeiro, principalmente por causa da digitalização dos bancos e dos processos bancários.

O estrategista do Deutsche Bank, 17º maior banco do mundo, Jim Reid, acredita que até 2030 as moedas digitais vão, sim, substituir o dinheiro físico. Ele diz que:

“os benefícios das criptomoedas, como segurança, velocidade, taxas baixas de transação, facilidade de armazenamento e “relevância na era digital” podem ajudar a impulsionar a adoção em massa nos próximos anos”.

Aqui no Brasil, Roberto Campos Neto, o presidente do Banco Central, falou, em 2020, sobre a criação de uma moeda digital brasileira, o real digital.

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Mesmo assim, a substituição de ativos físicos pelos digitais ainda encontra muitos obstáculos. Nas palavras do presidente:

“nós estamos avançando nesse caminho de ter uma moeda digital, ter um processo mais digital, mas isso não significa que vai substituir a moeda física totalmente em um primeiro momento, e isso também não quer dizer que o intuito é fazer moeda só para câmbio ou só para um produto. Não. O intuito é ter uma moeda digital como um todo. É ter o real digitalizado”.

Uma grande parte desse obstáculo é o fato de ainda termos uma população considerável que não tem conta em banco ou que é pouco familiarizada com o meio digital.

Mas, talvez, esse problema já não seja tão considerável. Isso porque, segundo dados do Banco Central, com a pandemia do coronavírus, quase 10 milhões de brasileiros abriram conta em instituições financeiras para receber benefícios, por exemplo.

Mesmo assim, 36 milhões de pessoas ainda estão fora do sistema financeiro. Portanto, ainda precisamos avançar muito, em termos de inclusão digital, para que possamos falar em substituição do dinheiro físico.

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Conclusão

Como você viu, embora tenha surgido há mais de 10 anos, com o Bitcoin, o mercado de moedas digitais está em constante evolução. Hoje, temos uma infinidade de opções para explorar.

A tecnologia por trás das criptomoedas é muito interessante e diferente de tudo o que conhecemos sobre o dinheiro físico.

Por causa de suas vantagens, não é à toa que os bancos estão cogitando utilizá-la nas transferências interbancárias. Mesmo assim, ainda não se sabe, ao certo, qual o futuro desses ativos.

Mas, se você quer começar a investir nesse mercado, vale estudar bastante para entender como funciona, os riscos e o processo de compra e venda.

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Quando decidir investir, reserve uma pequena parte do seu dinheiro que você sabe que não vai precisar no médio/curto prazo.

Lembre-se, investir em moedas digitais pode gerar um grande retorno no longo prazo, mas você deve ter cuidado, porque os riscos envolvidos permanecem muito altos.

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