Mercado financeiro para iniciantes: o que saber antes de começar

Saiba quais os primeiros passos para iniciar no mercado financeiro do jeito certo.

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Melissa Nunes

Se você é iniciante no mercado financeiro, é bem natural que tenha dúvidas quanto à melhor forma de começar a investir. 

O mercado é cheio de termos técnicos e expressões que, a princípio, podem parecer complexos demais e deixar qualquer principiante um pouco inseguro. Contudo, ao trilhar um caminho de conhecimento bem estruturado, aos poucos você irá notar que o “economês” tem toda uma lógica perfeitamente possível de entender, mesmo não sendo especialista em economia.

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Certamente, na sua profissão também há jargões e termos específicos que quando você começou pareciam estranhos, mas, ao longo do tempo foram se tornando bem naturais, certo? 

Com o mercado financeiro não é diferente. Sendo assim, iniciar sua jornada como investidor não requer pleno domínio de todos os conceitos. Com o tempo e a prática, você vai aprender a identificar quais são as habilidades realmente necessárias para o seu jeito de investir e poderá se aprofundar nelas.

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Antes de começar a escolher seus investimentos, é fundamental que você procure saber o básico sobre o funcionamento do mercado. Por fim, após cumprir esta etapa, poderá partir para conhecimentos mais específicos.

O que é mercado financeiro e para que ele serve?

O mercado financeiro é um ecossistema onde acontecem as operações de compra e venda de ativos financeiros. Ou seja, trata-se de uma estrutura complexa formada por três agentes econômicos: investidores, tomadores e intermediários.

São consideradas intermediárias todas as instituições que operam o mercado possibilitando o encontro entre investidores e tomadores, como bolsa de valores, bancos, corretoras de valores, cooperativas de crédito, entre outras.

Investidores e tomadores podem ser pessoas físicas, empresas e governos. Todos com algo em comum: a necessidade de viabilizar suas demandas financeiras.

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De um lado, os investidores com dinheiro que desejam rentabilizar através do recebimento de juros, dividendos ou ganhos de capital. De outro, os tomadores, que necessitam captar dinheiro no mercado para financiar projetos de expansão, capital de giro ou mesmo pagar dívidas. 

Para aproximar esses dois grupos, o mercado financeiro propicia os meios legais para que aconteçam as negociações através de produtos financeiros como títulos, ações, moedas, commodities e vários outros ativos cujas características atendam às necessidades de cada um desses agentes econômicos. 

Em suma, o mercado serve para regular e dar segurança a toda essa dinâmica de negociações financeiras, propiciando o desenvolvimento da economia.

Como funciona o mercado financeiro?

Ao estudar o mercado financeiro para iniciantes, é importante entender sua dinâmica estrutural. Para garantir que as transações financeiras entre investidores e tomadores ocorra de forma segura, o mercado financeiro conta com a estrutura de regulação e fiscalização do Sistema Financeiro Nacional – SFN.

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No Brasil, os órgãos normativos e entidades supervisoras que compõem o Sistema Financeiro Nacional, são:

Normativos

  • Conselho Monetário Nacional (CMN)
  • Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)
  • Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)

Supervisores

  • Banco Central do Brasil (BACEN)
  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
  • Superintendência de Seguros Privados (SUSEP)
  • Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC)

Esses órgãos e entidades garantem, através de seus regulamentos, o funcionamento das demais instituições financeiras públicas e privadas que realizam a intermediação de negócios entre investidores.

Abaixo deles, na escala hierárquica do SFN, temos as instituições que conhecemos: bancos, corretoras, seguradoras, cooperativas, bolsas de valores, entre outros que agem como operadores no sistema.

Veja um esquema que resume a estrutura do SFN:

estrutura do SFN que regula o mercado financeiro
Fonte: Proeducacional.

A estrutura do mercado financeiro

O mercado também é subdividido em estruturas que possibilitam melhor fluxo bem como maior organização, controle e fiscalização das operações:

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  • Mercado de crédito: tem função estrutural na economia, pois é nele que as instituições financeiras realizam as operações de financiamento para pessoas físicas e jurídicas. Ou seja, o dinheiro captado dos investidores é utilizado para concessão de empréstimos, mediante o pagamento de taxa de juros;
  • Mercado de capitais: formado pela bolsa de valores, corretoras, bancos e demais instituições financeiras autorizadas, é o segmento onde ocorrem as negociações de compra e venda de valores mobiliários como ações, fundos imobiliários, debêntures, títulos de renda fixa de longo prazo, CRI, CRA, etc. É o mercado onde são registradas as operações de médio e longo prazo;
  • Mercado de câmbio: é onde ocorrem a compra e venda de moedas estrangeiras, pagamentos, recebimentos e transferências de dinheiro para o exterior, operações com cartão de crédito internacional. Em suma, é o mercado que regula quaisquer operações onde haja troca de moedas de países diferentes;
  • Mercado monetário: é o ambiente das operações de alta liquidez, ou seja, transações financeiras de curto ou curtíssimo prazo. É no mercado monetário que são registradas transações financeiras de um dia e até no máximo um ano, envolvendo títulos públicos, títulos privados e empréstimos .

O que fazer antes de começar a investir?

O mercado financeiro para iniciantes pode parecer extremamente complexo, mas, como vimos, a estrutura de funcionamento é muito bem definida.

Após compreender os principais conceitos, é natural que você tenha dúvidas práticas sobre como começar: renda fixa ou renda variável? Ações? Fundos? Títulos públicos? Criptomoedas? Escolho um tipo? Invisto em todos? 

É ótimo que essas perguntas estejam surgindo na sua cabeça. Afinal, são as dúvidas que farão você evoluir e buscar cada vez mais conhecimento. No entanto, é preciso ir com calma. Há uma etapa que antecede a escolha de sua estratégia e que constitui o seu primeiro investimento: dedicar tempo para adquirir conhecimento.

E não se trata apenas de conhecer o mercado. Além dele, você precisará dedicar tempo também para se conhecer. Entender sua relação com o dinheiro, mapear detalhadamente suas receitas e despesas e definir o que pretende mudar nos seus hábitos para se tornar um investidor.

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Este processo é o alicerce de tudo o que você for realizar no mercado. Investir tempo nisso te ajudará muito no momento de começar a montar uma carteira de investimentos. 

Primeiro passo: defina metas claras

Será mais fácil identificar quais tipos de investimento são os mais adequados, começando por definir o motivo de estar investindo.

É natural, ao iniciar no mercado financeiro, que a primeira resposta seja: “estou investindo para multiplicar o dinheiro”. Esta é uma premissa básica. Contudo, tanto na renda fixa quanto na renda variável existem diferentes classes de ativos que propiciam isso. Cada um deles com prazos, rentabilidades e características específicas. 

Pense em como você age quando resolve viajar. Após definir o destino desejado, entre outras providências, você certamente define o meio de transporte que irá utilizar. E essa definição é sempre o equilíbrio entre a quantidade de dias que dispõe para a viagem versus o recurso que possui para gastar com a locomoção. 

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Muitas vezes, ir de avião é mais rápido, porém mais caro. De ônibus ou de carro tende a ser mais barato, porém, mais lento. O que é mais importante na sua viagem: o tempo de locomoção ou o custo dela? 

Perceba a construção: sua meta é chegar ao destino X. O meio para fazê-lo será definido conforme o que é prioritário nesta viagem: otimizar o tempo ou a verba. Raramente conseguimos que todas as variáveis estejam totalmente contempladas. Temos de fazer escolhas.

Com seus investimentos não é diferente. Sua meta pode ser comprar algum bem, atingir a independência financeira, quitar uma dívida, fazer uma viagem, ou todas essas coisas e mais algumas outras. 

Ao traçar as metas, você irá:

  • definir o prazo em que deseja alcançar cada uma delas;
  • os custos envolvidos;
  • checar o quanto de recursos já dispõe; e
  • estabelecer o valor que precisa guardar todo mês.

Dessa forma, será possível começar a estudar no mercado os tipos de investimentos disponíveis, compará-los e identificar aqueles que atendem seus pré-requisitos de rentabilidade, prazo de retorno e risco.

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Segundo passo: faça um planejamento

Planejar seus investimentos é imprescindível para alcançar suas metas. Sendo assim, é necessário organizar suas finanças e ter uma disciplina clara quanto ao dinheiro destinado para cada coisa: gastos cotidianos e construção de reservas para as metas de curto, médio e longo prazo. 

Recorrendo novamente à analogia da viagem, é como traçar uma rota de navegação. Você não inicia uma longa viagem numa rodovia sem verificar previamente as condições de segurança, a existência de postos de combustível no caminho, condições do trânsito etc. Então, na sua viagem rumo às suas metas financeiras aplicam-se critérios bem parecidos.

Assim como na estrada você conta com regulamentações de trânsito para garantir o respeito às normas de segurança e aplicativos de mobilidade que facilitam obter informações em tempo real, no mercado financeiro você tem instâncias que regulam o funcionamento de todas as operações e conta também com plataformas e aplicativos que lhe dão informações e acesso ao mercado.

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Dica

É importante lembrar que está nas suas mãos buscar aprender sobre a dinâmica do mercado para não se lançar cegamente em investimentos que coloquem em risco sua segurança financeira e, consequentemente, o atingimento de suas metas.

Se você chegou até aqui, com certeza já compreendeu que, no mercado financeiro para iniciantes, antes de qualquer coisa, precisa estudar sobre o mercado e sobre você. Depois desta etapa, pode finalmente seguir para a prática do investimento.

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Mercado financeiro para iniciantes: como investir?

Depois de estudar, definir metas e traçar um planejamento, é hora de tomar providências práticas para iniciar seus investimentos. Seguindo este passo a passo, você pode começar de forma segura.

1. Organize suas contas pessoais

Você pode fazer isso através de uma planilha de Excel, baixando um aplicativo de controle financeiro ou até mesmo em um caderno. O mais importante é você encontrar uma forma que te permita visualizar com clareza todos os números.

2. Defina um valor mínimo para aportar todos os meses

Você pode iniciar com pequenos valores. Há títulos públicos, por exemplo, em que você consegue aplicar com pouco mais de R$ 30,00. Mais importante do que o montante, é criar a disciplina do aporte mensal.

3. Abra conta em uma corretora de valores

É através da plataforma da corretora que você terá acesso a todos os tipos de investimento em renda fixa e renda variável. A abertura de conta é gratuita e feita online.

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4. Entenda qual o seu perfil de investidor

No site da corretora, você irá preencher um formulário simples, respondendo questões que lhe ajudarão a entender quais seus limites pessoais de aversão ou apetite a riscos financeiros. É apenas uma referência que ajuda a corretora identificar se o cliente tem perfil conservador, moderado, arrojado ou agressivo, e, assim, oferecer produtos financeiros compatíveis com o perfil.

O preenchimento deste formulário, às vezes chamado de suitability, é uma exigência da CVM e também o ajudará a refletir sobre o quanto seu perfil está ou não alinhado às suas metas financeiras.

5. Monte sua carteira de investimento

Não é recomendável que você tenha uma carteira concentrada em um único tipo de investimento. Diversificação é importante para proteger seu dinheiro das mudanças que ocorrem nos ciclos econômicos e diminuir sua vulnerabilidade às oscilações do mercado.

A escolha dos ativos e a distribuição percentual de seu dinheiro entre eles é um equilíbrio fino entre capacidade de aporte, tipos de metas financeiras e seus respectivos prazos, grau de risco e capacidade de retorno de cada tipo de investimento.

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6. Mantenha-se bem informado

Crie o saudável hábito de ler o noticiário econômico, relatórios de empresas, gestores e casas de análise, artigos sobre finanças e livros. Acompanhar fontes confiáveis irá gradativamente te dar clareza quanto ao funcionamento do mercado e os rumos da economia.

5 livros sobre o mercado financeiro para iniciantes

O hábito da leitura é uma das melhores formas de aprender sobre qualquer assunto. Por exigir total concentração e foco, acaba proporcionando melhor fixação dos conceitos.

A bibliografia sobre mercado financeiro é muito rica. Temos grandes obras de autores nacionais e internacionais que são verdadeiras aulas para o iniciante no mercado financeiro.

Livros de especialistas podem te preparar para lidar com o mercado de forma muito mais eficiente. Por isso, separamos 5 livros sobre o mercado financeiro para iniciantes que vão te ajudar na sua jornada como investidor:

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  • Mercado financeiro: produtos e serviços – Eduardo Fortuna
Mercado Financeiro Produtos e Serviços, Eduardo Fortuna

O livro é um best-seller que reune em mais de 900 páginas, a ampla experiência de Eduardo Fortuna, doutor em administração e finanças, que ocupou cargos executivos em grandes bancos. Considerada a bíblia das finanças, é obra essencial para quem deseja entender a fundo toda a estrutura e funcionamento do mercado.

  • Mercado financeiro – Alexandre Assaf Neto
Mercado Financeiro, Alexandre Assaf Neto

O autor apresenta, de forma aprofundada e atual, o funcionamento do mercado e a estrutura das operações financeiras. O livro é rico em exemplos e exercícios que facilitam a compreensão tanto da relevância das estratégias quanto dos riscos envolvidos. 

  • Investimentos – Zvi Bodie, Alex Kane, Alan Marcus e outros
Investimentos, Zvi Bodie, Alex Kane, Alan Marcus e outros

Excelente leitura para quem deseja compreender teoria das finanças a partir de uma visão prática sobre o dia a dia do mercado e os principais debates que permeiam as preocupações de investidores.

  • O Mercado de Renda Fixa no Brasil: Conceitos, Precificação e Risco – José Monteiro Varanda Neto e outros
O mercado de renda fixa no Brasil – Conceitos, precificação e risco, José Monteiro Varanda Neto e outros

Traz desde conceitos estruturantes sobre precificação, curva de juros e marcação a mercado, até técnicas de mensuração de riscos de mercado e risco de crédito. Uma obra bastante abrangente e com vários exemplos práticos.

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  • Poupando e Investindo em Renda Fixa: Uma Abordagem Baseada em Dados – Marcelo S. Perlin
Poupando e Investindo em Renda Fixa: Uma Abordagem Baseada em Dados, Marcelo S. Perlin

Utilizando dados reais do mercado, o autor faz análises comparativas das inúmeras alternativas de investimento do mercado de renda fixa. A proposta do livro é ser uma ferramenta de educação financeira completa e ao mesmo tempo acessível, partindo desde os conceitos elementares. A obra conta, inclusive, com uma interface web onde os leitores podem fazer simulações, traçar comparativos e experimentar na prática as lições aprendidas no livro.


Se animou com a ideia de mergulhar na leitura? Espero que sim, pois aqui você tem mais algumas indicações de livros bem legais:

5 filmes sobre o mercado financeiro para iniciantes

O cinema também tem dado muita atenção ao mercado financeiro. Não faltam obras sobre estratégias do mercado e também sobre as questões morais e éticas que permeiam todas as relações humanas que tenham dinheiro com um dos principais motes. Vale a pena conhecer histórias do mercado através do olhar do cinema!

  • Becoming Warren Buffett – Como ser Warren Buffett (2017)
Becoming Warren Buffett

Documentário sobre a vida do empresário, investidor multimilionário e filantropo, que é uma das personalidades mais respeitadas do mercado. O filme é um registro muito interessante sobre os valores, interesses e lições sobre formas de lidar com dinheiro. 

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  • Wall Street: Poder e Cobiça (1987)
Wall Street: Poder e Cobiça

Através da história de um jovem corretor do mercado de ações e sua aproximação com um inescrupuloso bilionário, o filme debate, através de tramas envolventes, quais os limites da ética e valores morais que permeiam certas relações do mercado.

  • À Procura da Felicidade (2007)
À Procura da Felicidade

Filme baseado em fatos reais, conta sobre as adversidades enfrentadas por Chris Gardner que saiu da extrema pobreza como morador de rua e tornou-se um milionário em Wall Street.

  • Capitalismo – Uma história de amor (2009)
Capitalismo: Uma História De Amor

Documentário de Michael Moore sobre a crise econômica de 2008 que culminou em falências de grandes instituições e abalou os mercados globais. Através de entrevistas com cidadãos americanos que perderam suas casas, empregos, o filme aborda sobre crimes financeiros e instituições que lucram com as crises.

  • O Mago das Mentiras (2017)
O mago das mentiras

Filme biográfico sobre o investidor e consultor financeiro Bernard Madoff, que ficou bilionário através de um sofisticado e ardiloso esquema de pirâmide financeira, conhecida como Esquema Ponzi, e que até hoje é tida como a maior fraude da história de Wall Street.

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Você é cinéfilo e quer aprender mais sobre o mercado financeiro para iniciantes? Veja essas recomendações de outros filmes para adquirir muito mais conhecimento:

Certificações do mercado financeiro

É bastante comum que o investidor iniciante tenha o hábito de acompanhar as redes sociais de grandes influencers do mercado financeiro. Em geral, isso pode ser bem útil, desde que você saiba checar e filtrar as informações que recebe.

O mercado vem amadurecendo, as informações estão cada vez mais acessíveis e, de fato, há muita gente produzindo materiais de qualidade na internet e com boas dicas de investimento. Entretanto, entretenimento sobre finanças não pode ser usado como recomendação de investimento.

De acordo com a instrução 598 da CVM, somente analistas com CNPI (Certificado Nacional do Profissional de Investimento), devidamente registrados, podem fazer recomendações aos investidores. 

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A CVM ressalta, inclusive, que até mesmo as publicações em redes sociais que trazem o disclaimer “não se trata de recomendação de investimento” são irregulares e passíveis de penalizações. 

Principais certificações do mercado

A APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) é responsável por aplicar exames para três tipos de certificação: 

  • Analista Fundamentalista (CNPI) 
  • Analista Técnico (CNPI-T) 
  • Analista Pleno (CNPI-P) 

Além do CNPI existem várias outras certificações no mercado. Todas elas têm características, provas e regulamentos específicos, delimitando, assim, o escopo de atuação dos profissionais. 

Você, que está estudando o mercado financeiro para iniciantes, certamente verá siglas como: CPA-10, CPA-20, CEA, CFP®, CGA, CNPI, PQO, AAI. Todas elas identificam o grau de especialização dos profissionais do mercado.

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O importante é você entender que os profissionais que as utilizam têm seus limites de atuação regulados de forma bastante rigorosa, ou seja, respondem legalmente pelo que fazem.

Entre os influencers de finanças, existem alguns profissionais certificados, e esses são os únicos que podem recomendar investimentos. Portanto, fique atento à origem de uma recomendação e não caia na tentação de seguir uma dica de investimento só porque todos estão falando ou porque o seu influencer preferido disse que investiu. Isso é muito arriscado.

Ficou interessado nas certificações para trabalhar no mercado financeiro? Aqui tem tudo o que você precisa saber: Certificações do mercado financeiro: conheça cada uma delas!

Conclusão

Apesar de parecer desafiador para os iniciantes, a dinâmica do mercado financeiro tem uma estrutura básica e simples de entender. Objetivamente, o mercado oferece duas formas de rentabilizar seu dinheiro: você ser sócio de algum negócio (renda variável) ou emprestar dinheiro para alguém (renda fixa).

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Resume-se a isso. O resto todo trata-se dos produtos que estão divididos entre essas duas categorias de investimento.

Ao comprar um título de dívida (CDB, LCA, LCI, LR, Debêntures, CRI, CRA, Títulos públicos) através de um banco ou corretora, você está emprestando seu dinheiro a alguém em troca de um prêmio de risco (rentabilidade). Já ao comprar ações, você se torna sócio da empresa e passa a ter direitos sobre os lucros que esta empresa gera (dividendos e juros sobre o capital próprio), além do ganho de capital através da valorização das ações ao longo do tempo.

Há ainda um terceiro caminho, que é investir em cotas de fundos de investimento. Contudo, quando você adquire as cotas do fundo, o gestor também irá escolher, de acordo com o regulamento do fundo, entre as duas classes acima: emprestar o dinheiro para alguém ou investir em projetos de empresas comprando ações. 

Seja qual for a maneira como você definir a montagem de sua carteira de investimentos, tudo funcionará regulado pelas normas e procedimentos  do mercado financeiro, devidamente controlado pelo Sistema Financeiro Nacional.

Como investidor iniciante, compreender essa estrutura básica é a primeira coisa a fazer. Quando você entende a lógica, fica mais simples fazer escolhas compatíveis com os seus objetivos. 

Lembrando sempre que o primeiro passo é investir em conhecimento, informação de qualidade e no planejamento claro e realista de suas metas e estratégias. 

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