A isenção para importação de arroz não resolve o problema de abastecimento do cereal no Brasil. Isso porque, dependendo do país de origem, as compras podem demorar até 60 dias para chegar aqui. 

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) tomou medida, que vale até 31 de dezembro deste ano, na última quarta-feira, 9.

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O objetivo é conter o aumento no preço do arroz, que variou mais de 107% nos últimos meses. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), o preço do arroz variou mais de 107%.

As informações são da Agência Brasil, da Folha de S. Paulo e da Exame.

Isenção para importação de arroz: redução se restringe a 400 mil toneladas

A isenção temporária da Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de fora do Mercosul está restrita a 400 mil toneladas de arroz com casca não parboilizado e arroz semibranqueado ou branqueado não parboilizado. Esse volume representa cerca de 35% das importações nacionais totais estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para 2020.

Antes, a TEC sobre o arroz beneficiado era de 12% e, sobre o arroz em casca, 10%.

Entre os países do Mercosul, o comércio de grãos é isento de tarifas.

Taxa zero é desfavorável para produtores brasileiros

A isenção para importação de arroz desfavorece os produtores brasileiros que já começaram a plantá-lo. Se estivessem cientes do aumento da concorrência, eles poderiam ter optado por não aumentar a área de cultivo, por exemplo.

Os Estados Unidos e a Tailândia devem ser os principais beneficiados pela medida, porque têm o mesmo tipo de arroz, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina na última quinta-feira, 10.

Vale lembrar que, com a pandemia, o consumo mundial desse cereal aumentou. Além disso, a alta do dólar dificulta sua importação.

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