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Investir em direitos musicais torna-se possível; rendimento pode chegar a 13% ao ano

Heloísa Vasconcelos
mulher com fone de ouvido, representando investir em direitos musicais

A Hurst começou a oferecer aos seus clientes na semana passada a possibilidade de investir em direitos autorais. Apesar da alta rentabilidade, investimento traz riscos.

Já pensou em investir em direitos musicais? A fintech Hurst trouxe a alternativa na semana passada aos seus clientes.

O investimento pode ter um retorno médio de 13,79% ao ano, mas tem vários riscos envolvidos. É, portanto, uma opção recomendada para quem já tem uma reserva de emergência, com boa liquidez, e quer diversificar a carteira.

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Uma parceria com o pianista e compositor João Luiz de Avellar tornou a opção possível. Ele é dono dos direitos de composições gravadas por intérpretes como Djavan, Gal Costa e Milton Nascimento, entre outros. Na prática, os investidores realizarão uma operação de recebíveis.

Com informações do Valor Investe.

Como investir em direitos musicais?

Os clientes pessoa física da Hurst poderão investir em direitos musicais de músicas conhecidas da MPB. Para isso, basta criar um cadastro no site da fintech.

João Luiz de Avellar é detentor dos direitos de 5.200 obras e fonogramas, incluindo temas de telejornais diários e trilhas sonoras de filmes brasileiros. Ele recebe um pagamento de royalties a cada execução pública das músicas do portfólio. E, para adiantar esse recebimento, o músico contratou os serviços da fintech.

Na plataforma, os investidores podem comprar (a partir de R$ 10 mil) um título que representa o recebimento de 100% dos royalties gerados pelas músicas durante seis anos e meio. Então, recebem remunerações mensais no período de 78 meses.

A rentabilidade dessa aplicação varia de acordo com o número de execuções da música. A expectativa é que esse investimento gere um retorno médio de 13,79% ao ano.

Riscos envolvidos

Apesar da rentabilidade ser muito acima da maioria dos investimentos de renda fixa e ter o ponto positivo de não depender da Selic — hoje em 2% ao ano —, esse investimento tem vários riscos atrelados.

Vários fatores podem fazer com que a rentabilidade caia, já que ela depende do número de execuções da música. Alterações no cenário econômico que atrapalhem eventos culturais e artísticos, por exemplo, podem fazer com que as reproduções caiam.

Também há o risco de surgirem novos métodos de pirataria que podem gerar menos receita com música. Além disso, o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e as empresas agregadoras que distribuem os royalties em plataformas de streaming como Spotify e Deezer podem alterar as taxas, diminuindo a rentabilidade.

Por fim, pode ser que simplesmente a música não toque tanto como esperado. E, como o investimento é a longo prazo, não dá para voltar atrás.

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