De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central, os investimentos diretos no Brasil recuaram cerca de 68% no mês de maio, representando o total de US$ 2,6 bilhões, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse indicador representa uma das principais fontes de financiamento das atividades econômicas no País e representa um destaque no relacionamento econômico do Brasil com o restante do mundo. 

Ainda segundo o Banco Central, a receita do mês foi composta pelo total de US$ 2,2 bilhões em capital de empresas e US$ 354 milhões em operações entre companhias específicas. 

Por isso, esses resultados apresentados mostram um superávit pelo terceiro mês consecutivo, a US$ 1,3 bilhões. Isso representa uma reversão em relação ao valor referente a maio de 2019.

Segundo a nota divulgada pelo veículo Folha de S. Paulo, as transações correntes levadas em consideração nos números apresentados pelo BC foram registradas em meio à restrição da economia doméstica e as medidas de isolamento social.

Mercado financeiro

Dianta do mercado financeiro, a situação de retração costuma ser bastante parecida. No período de maio, o BC registrou uma saída de U$ 2,2 bilhões, enquanto apenas US$ 545 milhõe eram compostos de títulos e dívidas.

Com o acumulado do ano até o momento, o registro de saída foi de de US$ 33,6 bilhões, contra uma receita de apenas US$ 9,7 bilhões no período de 2019.

Segundo Fernando Rocha, 60% das saídas foram nos meses de março e abril, com efeito grande da pandemia.

O comportamento em março e abril é derivado da reação dos investidores à crise e ao âmbito de incerteza muito grande.

Contas externas

Como falamos anteriormente, as contas externas também sofreram grande impacto com o período de retração causado pela pandemia. 

Com a redução da importação e exportação brasileira, o valor acumulado do mês de maio teve um impacto extremamente negativo, além do que já conseguimos analisar.

A estatística divulgada nesta quarta feira (23) pelo Banco Central, marcava um recuo de 12,7% em relação às exportações em maio de 2019. Enquanto a importação teve uma queda de 11,6%.

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