Quais são as melhores opções de investimentos com a Selic a 2%?

Após a decisão do Copom em manter a Taxa Selic em 2%, saiba o que fazer com seus investimentos durante este período

Karina Carneiro
Karina Carneiro

Após uma sequência de quedas, o Copom decidiu na última quarta-feira, 17, manter a taxa básica de juros. Com isso, fica a dúvida: o que fazer com os investimentos com a Selic a 2%?

Grande parte dos especialistas do mercado esperam que a taxa se mantenha neste patamar até meados de 2021. É o momento, então, de os investidores começarem a procurar outros métodos de conseguirem maior rentabilidade nas aplicações. 

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De acordo com Victor Beyruti, economista da Guide entrevistado pelo Valor Econômico, a volatilidade da taxa Selic dependerá bastante do cenário econômico do Brasil. 

“Eventualmente, veremos um novo corte da Selic ou uma volta atrás da alta, dependendo bastante do ritmo de recuperação e perspectiva em relação à saúde das contas públicas”, afirmou.

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Entretanto, existem algumas opções no mercado bastante atrativas para quem deseja investir de maneira segura e, ao mesmo tempo, buscar melhores rentabilidades no mercado.

Investimentos com Selic a 2%; como fica?

Para quem não gosta de se submeter a riscos nos investimentos, o cenário com juros baixos no Brasil reduz bastante a rentabilidade em curto e médio prazo. 

E, pelo que parece, taxa deve continuar nesse patamar. Um dos principais fatores é a disparada de preço de alguns produtos alimentícios da cesta básica, o que fez com que a inflação medida pelo IPCA voltasse a subir.

E, já que a Selic é uma das principais ferramentas do Banco Central para controlar a inflação, taxa não deve subir a curto prazo. Isso porque a Selic baixa estimula o consumo e a economia, que está em crise. Porém, do outro lado da moeda, os investimentos conservadores não devem voltar a ser tão vantajosos tão cedo.

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Por outro lado, o cenário econômico instável vem trazendo bastante volatilidade para a Bolsa de Valores, fazendo com que os riscos nem sempre venham atrelados a ganhos. A situação é complicada, levando muitos a investirem no Tesouro Direto, já que possível comprar produtos financeiros seguros com taxas mais atrativas. 

O que fazer com os seus investimentos?

Como não houve alteração na Selic, o cenário dos investimentos permanece parecido. O melhor caminho a seguir depende principalmente dos objetivos do investidor neste momento.

Reserva de emergência

Caso você ainda não tenha montado a sua reserva de emergência, independentemente do cenário de juros baixos, é fundamental que você foque suas energias em produtos que tragam segurança à suas aplicações.

“A preocupação com a rentabilidade da reserva de emergência deve ser a mínima possível, já que ela servirá para ajudar você a correr outros riscos em busca de melhores produtos financeiros. O importante é que eles tenham liquidez para eventuais emergências”, disse Daniela Casabona, sócia diretora da FB Wealth à Valor Investe. 

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Com diferentes produtos financeiros à disposição para a montagem da reserva de emergência, o recomendável é que você não abra mão da rentabilidade mínima aceitável neste mercado, atualmente em 100% do CDI. 

Desta maneira, você consegue ter à disposição diferentes produtos, sejam eles relacionados ao Tesouro Direto, ou aplicações de bancos digitais com liquidez diária. 

Entre os principais produtos para este tipo de cenário, podemos destacar:

  • Tesouro Selic;
  • CDB de liquidez diária com pagamento mínimo de 100% do CDI;
  • Fundos Simples com taxa zero;
  • Conta digital com rendimentos automáticos;
  • Poupança.

Outros investimentos com a Selic a 2%

Ao ter concluído sua reserva de emergência, será possível buscar a diversificação da carteira de investimentos em busca de melhor rentabilidade.

Neste cenário, existem diferentes alternativas sobre o que fazer com os seus investimentos com a taxa selic a 2%. 

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Renda Fixa

Dentro do cenário da renda fixa, por exemplo, você pode priorizar produtos atrelados à inflação que estejam indexados ao IPCA. Outra opção são produtos que tenham taxa fixa acima de 10% no longo prazo. 

“Com a taxa de juros baixa, é sempre bom ter investimentos atrelados à inflação para garantir um juro real. Por isso, temos priorizado papéis com esse tipo de rendimento para a proteção de capital e alguns riscos que possamos correr mais adiante”, menciona Victor Beyruti novamente à Valor Econômico. 

As debêntures incentivadas também são uma alternativa para quem deseja diversificar os investimentos mesmo no universo da renda fixa. 

O importante ao escolher o tipo de investimento é que o produto esteja alinhado com seus objetivos e prazo para a concretização. 

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Por isso, podemos destacar;

  • CDB’s Pré fixados;
  • CDB’s atrelados à inflação
  • Tesouro Direto atrelado à inflação.
  • Tesouro Direto Pré Fixado;
  • Debêntures Incentivadas;

Renda Variável

Quem está disposto a correr maiores riscos em busca de rentabilidades mais altas deve recorrer à renda variável. 

Por mais que a remuneração não seja previsível, os investidores estão apostando cada vez mais neste recurso. Não é à toa que a Bolsa de Valores brasileira tenha alcançado recentemente a marca de três milhões de investidores pessoa física. 

Segundo a indicação de analistas do mercado, começar com fundos multi mercado de baixa volatilidade (menos de 5% ao ano), pode ser um boa oportunidade de explorar este universo. 

Entre as opções disponíveis sobre o que fazer com seus investimentos, podemos destacar aplicações em:

  • Fundos multimercados de baixa volatilidade;
  • Fundos de ações;
  • Investimentos no exterior;
  • ETF’s.

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