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Investimentos Caixa: como fazer?

Fabíola Thibes
investimentos caixa

A Caixa é um banco bem conhecido entre os brasileiros, mas você conhece suas opções de investimentos? Descubra quais são e como funcionam.

Investimentos Caixa: como fazer?

Mais do que abrir conta-corrente e fazer financiamento imobiliário, você também pode fazer investimentos na Caixa.

O único banco 100% público do Brasil tem um portfólio de aplicações financeiras diversificado, que pode ser acessado por qualquer correntista da instituição.

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Por suas características, a Caixa é o banco mais seguro que existe hoje. Isso porque o governo federal o financia totalmente. A questão que surge é: será que existe alguma diferença na hora de fazer investimentos?

É o que vamos ver neste texto, também considerando se vale a pena optar pela Caixa quando aplicar seu dinheiro. Confira!

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A Caixa Econômica Federal

A instituição financeira é a única pública, com patrimônio próprio e autonomia administrativa existente no País. Ela está vinculada ao Ministério da Economia e sediada em Brasília, no Distrito Federal.

Apesar disso, tem agências bancárias em quase todos os municípios brasileiros. Segundo dados do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em dezembro de 2019, a instituição está em 5.415 cidades, o que representa 97,2% do total existente no País. Ainda há correspondentes bancários, como lotéricas.

Assim como outros bancos, a Caixa está subordinada à fiscalização do Banco Central. Ela tem uma seguradora e faz empréstimos. Também realiza patrocínios esportivos e incentiva manifestações culturais por meio de programas específicos.

Além de oferecer abertura de conta-corrente para pessoa física e jurídica — com todas as possibilidades existentes nos bancos privados —, a CEF ainda gerencia benefícios e programas, como o Bolsa Família, os repasses federais aos municípios e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)

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Os investimentos da Caixa

Por ter um portfólio diversificado, o foco principal da Caixa não são os investimentos. Ainda assim, eles são uma opção para os clientes que desejarem. As modalidades oferecidas, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas são:

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB): faz parte da renda fixa e consiste em títulos privados;
  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e Imobiliário (LCI): integra a renda fixa e é um título privado emitido por bancos, com o objetivo de captar recursos para esses dois setores, especificamente;
  • fundos de investimento: podem ser da renda fixa ou variável, ou ainda uma combinação dos dois. Divididos em: simples (maneira prática de aplicar seu dinheiro), e-fundos (investimento pela internet), de renda fixa, de ações, multimercado, cambiais, de índice (ETF), imobiliário e mútuos de privatização. Para investir é necessário comprar uma cota. O dinheiro do fundo, por sua vez, fica sob a gestão de um profissional especializado.
  • Tesouro Direto: são títulos públicos e consistem na modalidade mais conservadora e segura;
  • ações: fazem parte da renda variável e representam parte de uma companhia;
  • previdência privada: produtos focados na aposentadoria.

Todas as opções têm a explicação de alguns detalhes no site. No entanto, não ficam claras quais cobranças serão feitas, se haverá aplicação de taxas de corretagem e custódia, e mais.

Para investir na Caixa, também é preciso fazer o teste de API, que é recomendado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ao preencher o teste, o cliente fornece a instituição um perfil de investidor, possibilitando que a mesma indique os ativos mais adequados as características individuais.

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Vale a pena investir com a Caixa?

A primeira coisa a saber é que toda aplicação financeira deve ser bem pensada, especialmente se você deseja fazer com algum banco.

Isso porque os gerentes e os colaboradores têm metas a atingir. Portanto, é normal que eles indiquem um produto que não é o mais adequado ao seu perfil, mas é interessante para o objetivo deles.

O que é bem comum, diga-se de passagem, na maioria das instituições financeiras. No entanto, por ser um banco público, a Caixa tem mais forte essa questão de metas e isso pode prejudicar.

Outro problema é o fato dela ter como foco produtos, como o financiamento imobiliário. Com isso, seus investimentos dificilmente serão prioridade.

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Por outro lado, a CEF é um banco muito sólido e um dos mais seguros que existe. Está entre os maiores do Brasil e tem uma ampla abrangência no mercado. Esses são pontos positivos que devem ser levados em consideração.

Caixa no Reclame Aqui

No Reclame Aqui, a empresa tem vários perfis, mas nenhum específico para investimentos. Naquele voltado à previdência privada, a nota é regular, conforme dados de julho de 2020.

No compilado geral, é de 7,9, com 99,8% das reclamações respondidas e 58,5% voltariam a fazer negócio. O índice de solução é de 85% e a nota do consumidor é 7,15.

Considerando apenas o primeiro semestre de 2020, a nota é de 6,9, com 100% das reclamações respondidas. Do total, 50% voltariam a fazer negócio e o índice de soluções fechou em 69,2%. A nota do consumidor é 6.

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No perfil da CEF geral, não há reputação marcada. Como o banco é público, não há preocupação com reclamações indicadas em site. Tudo precisa ser feito diretamente na agência.

Nesse caso, o ponto é bastante negativo, já que há mais de 92,2 mil reclamações não respondidas. Portanto, fica claro que a instituição financeira não está preocupada com os canais digitais não oficiais.

Ao mesmo tempo, a ouvidoria da CEF funciona de maneira bastante eficiente. Basta fazer a reclamação e ela realmente será analisada. Esse é um ponto de conforto para quem deseja pensar em investir com a Caixa.

Conclusão

Portanto, se o seu objetivo é fazer investimentos para aumentar seu patrimônio e viver de renda, talvez a Caixa não seja a melhor alternativa. Nesse caso, vale a pena pensar em uma corretora de valores.

Porém, se o seu intuito é apenas ter algum retorno no médio e no longo prazo, a opção já é suficiente. Tudo depende do que você deseja fazer com os seus investimentos na Caixa.

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