Inflação deixa o carrinho de supermercado mais vazio

A inflação no carrinho de supermercado está afetando as compras dos brasileiros, que estão levando menos produtos e pagando mais. Entenda.

Amanda Gusmao
Amanda Gusmão

Os brasileiros estão deixando produtos como óleo, leite, arroz e macarrão nas prateleiras por conta da inflação no carrinho de supermercado.

Com registro de alta de 0,94% em outubro, esse é o maior aumento da inflação no mês 10 desde 1995, situação que impacta mais severamente os brasileiros que tiveram o auxílio emergencial reduzido em novembro.

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Os dados são da prévia da inflação calculada a partir do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, o IPCA-15.

Produtos que mais sofreram variação nos preços

Dos nove grupos de produtos pesquisados para o índice, oito tiveram alta em setembro.

Dessa forma, o destaque fica para aqueles que representam as compras no supermercado, os alimentos e bebidas, que tiveram uma variação percentual de 2,24.

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Dessa forma, a pressão dos preços dos alimentos pode ter sido, mais uma vez, a responsável pelo aumento da projeção da inflação oficial do país.

Fatores que impactam a inflação no carrinho de supermercados

De acordo com o relatório Focus divulgado pelo Banco Central na última terça-feira, 3, o IPCA deve fechar 2020 em 3,02%.

E, junto à inflação, outros fatores impactam, positiva ou negativamente, no preço final dos alimentos aos consumidores.

Crise sanitária e econômica causada pela Covid-19

O caráter deflacionário da pandemia do novo coronavírus contribui para a diminuição dos preços.

Isso ocorre tanto pelos estímulos do governo ao consumo, como também por estratégias de concorrência do comércio e varejo, que tentam atrair os consumidores.

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Alta do dólar

Outro fator que também influencia o preço dos alimentos é a alta do dólar e da procura externa pelas safras produzidas em território brasileiro.

Assim, os produtores estão encontrando melhores oportunidades para negociar suas colheitas com o cliente externo e o consumo interno acaba vivendo um momento de escassez na oferta.

Nesse caso, o efeito é de aumento nos preços dos produtos.

Percepção da inflação no carrinho de supermercado

Desde janeiro deste ano, o aumento dos preços ao consumidor foi de 17%, segundo a pesquisa Insights Dotz do Varejo citada em matéria da Veja.

Além disso, segundo o levantamento, os brasileiros gastaram 23% a mais em setembro do que em janeiro de 2020, porém, levaram menos produtos.

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Outros números que atestam a percepção da inflação no supermercado, são:

  • em maio, os consumidores levavam, em média, 19 itens ao final de suas compras e, em setembro, esse número caiu para 15;
  • o preço médio dos produtos subiu de 6,91 no início de 2020 para 8,07 reais no mês de setembro;
  • a compra combinada de arroz e feijão ficou 28% mais cara;

Além disso, outros alimentos básicos também tiveram aumento dos preços, como é o caso do leite, que ficou 47% mais caro e o óleo, que teve um acréscimo de 60% no valor cobrado desde o início do ano.

Por fim, com a inflação alta e as incertezas econômicas, muitos brasileiros estão preferindo ou precisando sair com o carrinho de supermercado mais vazio.

Então, esse é um momento de cautela que demanda um raciocínio financeiro estratégico para entender como a inflação no carrinho de supermercado afeta as suas economias.

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