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Inflação em agosto pressiona famílias com renda mais baixa

Lucas Pavanelli
supermercado, representando inflação em agosto

A inflação em agosto continuou prejudicando a renda das famílias de baixa renda. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), esse fenômeno vem ocorrendo desde o mês de março.

A inflação em agosto continuou prejudicando a renda das famílias de baixa renda. De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado na última segunda-feira, 14, esse fenômeno vem ocorrendo desde o mês de março. 

De acordo com o Indicador de Inflação por Faixa de Renda, a inflação das famílias mais pobres, com renda de até R$ 900 mensais, teve variação de 0,38% em agosto. O índice é mais de três vezes maior que a taxa percebida pelas famílias mais ricas, cuja renda está acima de R$ 9 mil. 

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Nesse último caso, a inflação foi de 0,1%. 

Inflação em agosto pesa na cesta básica

Os dados do Ipea corroboram o que vem sendo amplamente debatido nos meios de comunicação: alimentos estão ficando mais caros. 

De acordo com os dados do instituto, as maiores altas estão relacionadas ao maior preço de alimentos no domicílio. Esses itens subiram, em média, 0,78% neste mês. Alguns dos destaques ficam por conta de alimentos muito consumidos pelos brasileiros e que compõem a cesta básica.

O preço do arroz subiu 19,2% nos 31 dias de agosto. O feijão teve alta ainda maior, de 35,9%. Já o leite está 23% mais caro e os ovos acumulam alta de 7,1%. 

Inflação no ano chega a 1,5% para famílias mais pobres

Com o resultado aferido pelo Ipea referente ao mês de agosto, a inflação para famílias mais pobres acumula 1,5%, se considerarmos os oito primeiros meses do ano. Para se ter uma ideia da diferença de impacto entre as classes sociais, para as famílias ricas, houve deflação de 0,07% no acumulado deste período. 

Se considerarmos o intervalo dos últimos 12 meses, ou seja, entre setembro de 2019 e agosto de 2020, a inflação chega a 3,2% para as famílias mais pobres. Isso é mais que o dobro do impacto para as famílias ricas, que fechou o ano e 1,54%. 

As famílias que ganham mais de R$ 9 mil mensais tiveram algum alívio no orçamento, com alguns serviços mais baratos durante a pandemia. É o caso dos gastos com educação, que recuaram mais de 3% no período. Confira: 

  • Creche: – 7,7%
  • Escolas de ensino fundamental: -4,1%
  • Escolas de ensino médio: – 2,9%

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