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Inflação e taxa de juros deve ficar em alta em 2021, afirma Bacen

Fabíola Thibes
Fabíola Thibes
cinco montes de moedas, em ordem de tamanho crescente. O último tem um cifrão em cima, representando inflação e taxa de juros em alta
Inflação e taxa de juros precisam ser bem equilibradas para manter o poder de compra do consumidor. Veja quais são as possibilidades para 2021.

Em 2021, inflação e taxa de juros devem aumentar. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanece em alta, enquanto os analistas acreditam que a Selic deve seguir a mesma tendência.

A projeção foi feita pelo Relatório Focus do Banco Central (Bacen), divulgado na última segunda-feira, 9. Entenda melhor as expectativas para cada indicador.

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Inflação e taxa de juros

A inflação medida pelo IPCA passou para 3,2% em 2020 e 3,17% em 2021. Antes, o índice estava em 3,02% e 3,11%, respectivamente.

Oficialmente, o centro da meta para 2020 é de 4%. Para 2021, fica em 3,75%. Ainda existe uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Portanto, a inflação ainda está dentro do previsto pelo Bacen.

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Para a taxa de juros, mensurada pela Selic, a tendência é permanecer em 2% ao ano em 2020. A mudança foi para 2021; a projeção é que o índice chegue a 2,75% ao ano.

Apesar da projeção, o Comitê de Política Monetária (Copom) deixou uma brecha na ata da penúltima reunião do ano, realizada nos dias 27 e 28 de outubro de 2020.

Segundo o comunicado, ainda há margem para novas reduções. Ainda assim, o Comitê reconheceu que elas ocorrerão preferencialmente em outros lugares, não na taxa de juros.

A última reunião do Copom ainda deverá ocorrer nos dias 8 e 9 de dezembro. A aposta da maioria dos analistas é de que a taxa básica de juros continue em 2% ao ano.

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Expectativas dos analistas

O grupo dos analistas que mais acertam as previsões, chamado de Top-5, também fez uma análise sobre inflação e taxa de juros. Ele afirma que a Selic deve continuar em 2% ao ano em 2020. No entanto, acredita que chegará a 2,25% em 2021.

O resultado é diferente do projetado pela pesquisa Focus divulgada na segunda semana de novembro. Ao mesmo tempo, esses investidores ajustaram as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB).

Esse indicador consiste na soma de todas as riquezas geradas pelo Brasil. Nesse cenário, há uma perspectiva de redução de 4,8% em 2020. Antes, a queda era de 4,81%.

Para 2021, a expectativa é de um crescimento da economia de 3,31%. No entanto, antes a projeção era de uma alta de 3,34%.

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Impacto para o consumidor

Para o consumidor final, a inflação e a taxa de juros têm impactos diários. Quanto mais alto for o IPCA, maior é o preço dos produtos.

Um exemplo claro é o dos alimentos. Algumas categorias, como o arroz, tiveram alta na inflação. Com isso, o poder de compra diminuiu.

Por sua vez, a taxa de juros interfere na contratação de empréstimos, financiamentos e até investimentos.

Quanto mais baixa ela for, mais barata tende a ser a contratação de dinheiro extra. Por outro lado, as aplicações financeiras, especialmente da renda fixa, sofrem um baque.

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A tentativa do Copom ao manter a Selic em patamares baixos visa incentivar o consumo e fazer a economia girar.

Porém, a alta da inflação prejudica esse movimento. Por isso, o Copom e os analistas preveem um aumento da Selic.

Outros fatores também influenciam na sua vida financeira. De toda forma, inflação e taxa de jurosestão entre os principais.

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