Inflação alta é temporária, garante presidente do Banco Central

A inflação alta é temporária e está sendo monitorada de perto, garantiu o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em entrevista.

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado

A inflação alta é temporária e está sendo monitorada de perto, garantiu o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em entrevista ao canal Me Poupe, de Nathalia Arcuri.

Campos explicou ainda que há três fatores principais para a alta nos preços: em primeiro lugar, a desvalorização contínua do real frente ao dólar. Ele destaca o impacto do câmbio principalmente no preço dos combustíveis.

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Em segundo lugar, o gasto da “poupança circunstancial”, sobretudo com alimentação, frente à necessidade criada pela pandemia. Por fim, os programas de redistribuição de renda criados pelo governo na crise da Covid-19.

Em suma, na visão dele, os impactos do câmbio e dos programas de renda devem durar pouco. Entretanto, reconheceu, também, o peso do aumento das matérias-primas alimentícias na inflação alta – sobretudo pelo aumento da demanda na Ásia.

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“Mas, a gente acha que isso tende a se normalizar. As nossas safras previstas para março são maiores. Então, o preço dos alimentos deve voltar”, disse.

A entrevista foi ao ar na última quarta-feira, 4, no canal do Youtube de Arcuri, e teve como tema central o PIX.

Responsabilidade, credibilidade e inflação alta

Campos aproveitou a oportunidade para alertar sobre o crescente descontrole das contas públicas no Brasil hoje.

“Hoje temos uma situação de endividamento alto e entendemos, vendo a reação do mercado e dos agentes financeiros, que há uma luz vermelha acesa dizendo: ‘Olha, você passou desse ponto de inflexão, precisa voltar para a disciplina fiscal'”, salientou.

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Nesse sentido, falou também sobre as consequências do descontrole das contas públicas sobre as condições financeiras, como a elevação da curva de juros – que também pode influenciar na inflação alta.

De acordo com ele, o aumento dos gastos na pandemia teve importância, mas, agora, é necessário deixar claro o retorno ao “mundo da disciplina fiscal”. Caso contrário, poderá perder credibilidade com agentes econômicos.

Otimismo com o PIX

Campos Neto não escondeu o otimismo com relação ao PIX, novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central.

Para ele, o cartão de débito deve ser o mais afetado pela chegada do PIX, na comparação com o crédito.

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Em seguida, ressaltou o baixo custo do PIX para as instituições financeiras. Isso será importante para as pessoas jurídicas, que usarão o PIX por ser barato e competitivo.

Por fim, fez questão de salientar que não há relação entre o PIX e a “nova CPMF” (novo imposto sobre transações digitais sugerido pelo Ministro Paulo Guedes).

Na visão dele, o novo imposto, se existir, incidirá sobre outras transações financeiras que não o PIX. “O PIX não facilita e nem atrapalha a entrada de um imposto como esse”, concluiu.

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