A inadimplência motivada pelo desemprego cresceu 12 vezes nesta quarenta, segundo pesquisa realizada pela Deep Center, empresa especializada em gestão da informação. 

Analisando uma média de 883.520 credores ao dia, a conclusão do aumento de 1.123,50% de pessoas que não conseguem cumprir seus pagamentos durante o período de isolamento social foi concluída após a análise de dados de três grandes instituições financeiras entre os períodos de 17 a 31 de maio.

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Enquanto isso, situação do aumento considerável de contas pendentes pode ser atribuída ao descontrole das pessoas em quarentena, já que segundo a pesquisa, o aumento desta justificativa foi o de 19,6% somente na segunda quinzena de maio, seguidos por falta de recursos de terceiros (18%) e atraso de salário (4,34%).

Entre as circunstâncias do cotidiano, o aumento da recusa de pagamento de dívidas também se tornou uma consequência do atual cenário econômico que estamos vivendo. 

Aproximadamente 50% dessas pessoas disseram não ter mais recursos para arcar coms seus gastos fixos, enquanto 37%, informou que conseguiu pagar pelo menos uma dívida.

O auxílio emergencial, inclusive, foi citado como uma alternativa eficiente para atenuar a situação, mas que não foi o necessário para manter a economia estável por tanto tempo. Mas, apesar da inadimplência alta, a maioria das pessoas demonstram boa fé em liquidar suas pendência.

Taxa de desemprego

O que os estudiosos puderam constatar, principalmente de maneira reforçada na pesquisa, foi o aumento do desemprego no País. Aproximadamente 12,9% das pessoas perderam seus empregos apenas no trimestre encerrado em maio.

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, esse número é 11,6% maior se comparado com o mesmo período do ano anterior. Basicamente, esses números resumem uma média de 7,8 milhões de postos de trabalho encerrando suas atividades e mais de 12 milhões de pessoas desempregadas. 

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