Os funcionários dos Correios entram em greve em todo o país. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT), que fez o anúncio às 21 horas da última segunda-feira, não há previsão para fim da paralisação.

Grevistas são contra a privatização da estatal e pedem que direitos trabalhistas sejam garantidos. Funcionários reclamam de “negligência com a saúde dos trabalhadores” na pandemia.

Continua após a publicidade:

Segundo entidade, sindicatos tentam dialogar desde julho, mas não houve retorno da direção dos Correios. Federação alega que funcionários foram surpreendidos em agosto com a revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021.

Greve dos Correios; entenda

Em agosto foi revogado o Acordo Coletivo entre federação e direção dos Correios. 

Com isso, “foram retiradas 70 cláusulas”, segundo comunicado publicado no site da federação. Segundo eles, foram tirados direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias e auxílio creche. 

Ainda conforme comunicado, funcionários perderam acesso a indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras.

Greve é contra privatização dos Correios

Outro tema presente nas reivindicações é a contrariedade à possível privatização dos Correios.

“O governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. Privatizar é impedir que milhares de pessoas possam ter acesso a esse serviço nos rincões desse país, de norte a sul, com custo muito inferior aos aplicados por outras empresas”. Aspa é do secretário geral da federação, José Rivaldo da Silva, em comunicado.

O que a direção dos Correios diz

Os Correios divulgaram à imprensa nota em que se posicionam sobre decisão de greve da federação.

No comunicado, informam pretender não “suprimir direitos dos empregados” e citam equilíbrio financeiro da estatal, que precisou fazer cortes devido a medidas de contenção.

“Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos”, diz nota.

Quer continuar acompanhando as novidades relacionadas à greve dos Correios? Então, não deixe de assinar a newsletter do iDinheiro e ativar o Push de notificações para não perder nada.

Publicidade