TST define que greve dos Correios acabou; funcionários vão se reunir

TST decidiu na última segunda-feira, 21 que greve dos Correios acabou. Trabalhadores consideraram decisão injusta e se reúnem para definir continuidade da paralisação.

Heloisa Vasconcelos
Heloísa Vasconcelos

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu na última segunda-feira, 21, que greve dos Correios acabou e funcionários dos podem voltar às atividades nesta terça-feira, 22.

O tribunal decidiu manter somente 20 cláusulas das 70 que estavam previstas no acordo coletivo assinado em 2019. Foi definido que o reajuste salarial ficará em 2,6%.

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A categoria considerou o resultado do julgamento “ruim” por ter deixado de lado muitas cláusulas. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect) agendou assembleias com os sindicatos filiados na manhã desta terça-feira,22, e com os profissionais da categoria no período da tarde para definir se paralisação continua.

Greve dos Correios acabou?

A Seção de Dissídios Coletivos do TST considerou que a greve dos Correios, iniciada no último dia 17 de agosto, não foi abusiva. Foi definido, porém, que haverá desconto de metade dos dias parados e o restante deverá ser compensado.

A paralisação foi iniciada em protesto contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção de benefícios trabalhistas. Segundo a Fentect, questões como adicional de risco, licença-maternidade, indenização por morte, auxílio-creche, entre outros benefícios foram prejudicadas nas cláusulas retiradas.

Os representantes dos Correios argumentaram que a manutenção das cláusulas poderia ter impacto negativo de R$ 294 milhões nas contas da empresa.

Sindicato não concorda e futuro da greve é incerto

A categoria não concordou com a decisão do TST, tornando o fim da greve dos Correios ainda incerto. 

“Essa decisão representa mais um ataque aos direitos da classe trabalhadora, e um retrocesso a nossa categoria. É mais uma mostra de como o Judiciário se mantém servil ao patronato, atuando de forma político partidária, e se mantendo distante do propósito de justiça e dignidade à classe trabalhadora”, disse José Rivaldo da Silva, secretario-geral da Fentect em nota.

O secretario-geral da federação, José Rivaldo da Silva, considera que a decisão que obriga os trabalhadores a retomarem as atividades com uma multa diária de R$ 100 mil, foi de “cunho político, não jurídico”.

Futuro da greve dos Correios deve ser definido ainda nesta terça-feira.

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