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Governo prorroga corte de jornada e trabalho até dezembro

Karina Carneiro
Karina Carneiro
corte de jornada e trabalho

O governo decidiu prorrograr corte de jornada e trabalho para incentivar pequenos negócios a se manterem diante da crise provocada pela pandemia.

O Ministério da Economia divulgou na última quarta-feira, 30, o corte de jornada e trabalho até dezembro. A medida foi aprovada em abril como uma forma de conter a demissão em massa provocada pela pandemia da Covid-19. Inicialmente, duração do corte seria de até 60 dias. Com nova prorrogação, a medida ganha duração de até 8 meses.

De acordo com o ministro Paulo Guedes, esse é um dos programas desenvolvidos pelo governo com melhor resultado durante o período de instabilidade vivido pelo país.

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“O programa foi tão bem sucedido, que decidimos prorrogar as medidas por mais dois meses”, disse. 

A ampliação do prazo para a utilização do corte de jornada e trabalho já foi feita em outras duas oportunidades. 

Para que essa nova decisão passe a ser válida de maneira oficial, precisará constar no Diário Oficial da União.

Sobre o corte de jornada e trabalho durante a pandemia

O programa criado pelo Governo Federal com o objetivo de evitar demissões em massa dos trabalhadores no mercado de trabalho foi instituído pela primeira vez em 1º de abril.

Esse corte poderá ser realizado no salário do trabalhador, de acordo com a diminuição da sua jornada de trabalho.

Até o momento, cerca de 18,4 milhões de acordos já foram firmados em todo o país em 1,4 milhões de empresas.

Aproximadamente 9,7 milhões de trabalhadores foram atingidos diretamente com o corte de jornada e trabalho, sendo que, em alguns casos, foram impactados por mais de um acordo. 

Setores mais atingidos com a crise

O setor de serviços é atualmente o responsável pelo maior volume de corte de jornada e trabalho durante a pandemia. 

De acordo com a reportagem divulgada pela Folha de S. Paulo, a estatística de cortes por segmentos está em:

  • Serviço: 9,3 milhões;
  • Comércio: 4,6 milhões;
  • Indústria: 3,9 milhões;
  • Construção: 422 mil;
  • Agropecuária: 51 mil.

Compensação pelo governo

Os trabalhadores afetados pela medida, terão direito a uma compensação paga em dinheiro pelo governo.

Do total de R$ 51,6 bilhões destinados com esse objetivo, foram gastos pelo Tesouro Nacional até o momento, R$ 28,5 bilhões.

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