Tarifa de importação de produtos poderá ser zerada pelo governo caso preços sigam em alta

O governo poderá zerar a tarifa de importação de alguns produtos como alimentos e materiais de construção se os preços seguirem em alta.

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado

O governo poderá zerar a tarifa de importação de alguns produtos se os preços seguirem em alta, informou o ministro da Economia Paulo Guedes.

O ministro citou nominalmente o arroz e o óleo de soja, mas a possibilidade pode se estender para outros alimentos e também para materiais de construção.

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“Já estamos estudando quais as tarifas de importação que vão descer, porque nós queremos justamente facilitar a retomada do crescimento”, disse Guedes em audiência com a comissão do Congresso Nacional que acompanha as medidas contra a Covid-19.

Começou a subir demais o preço do arroz? Zero tarifa de arroz. Vai começar a subir soja, óleo de soja? Zero tarifa de importação”, afirmou.

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O ministro destacou a já realizada redução na tarifa de importação do arroz. Na visão dele, desde que a implantação da medida, o preço do alimento “seguiu alto, mas travou”.

“Mais dois ou três meses começa a entrar o ano novo, a safra do arroz de volta, e ele começa a ceder de novo e tudo bem”, emendou. “Estamos de olho na tarifa de importação, mas, sobretudo, celebrando a retomada da economia”.

Alta e auxílio emergencial

Guedes atribuiu a alta nos preços dos alimentos como o “outro lado da moeda” do auxílio emergencial.

“As classes desprotegidas estão recebendo. A massa salarial subiu nesses segmentos mais baixos. Aí, o consumo subiu e os preços subiram”, analisou.

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A alta nos preços também são um “recado” para o campo, que, para atender a demanda, aumenta a produção. Disse, ainda, que o movimento será semelhante na construção civil.

Além do auxílio emergencial, o ministro também destaca a baixa nos juros para aquisição da casa própria como motivo para esse aumento nos preços dos materiais de construção.

“Não só estão comendo melhor, mas também estão melhorando a casa deles, comprando materiais de construção. Então, começou um boom de compra de material de construção”, percebeu.

Para o ministro, a alta na produção provocada pelo aumento nos preços e a derrubada da tarifa de importação serão suficiente para frear o encarecimento dos produtos.

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Tarifa de importação do arroz

Em setembro deste ano, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) do próprio Ministério da Economia zerou a alíquota de tarifa de importação para o arroz em casca e o beneficiado. A medida tem validade até 31 de dezembro.

Além disso, a isenção está restrita à cota de 400 mil toneladas do alimento. Até então, a taxa, chamada de Tarifa Externa Comum (TEC), era de 12% para o arroz beneficiado e 10% para o em casca.

O pedido partiu do Ministério da Agricultura como resposta para conter a alta dos preços do produto. Desde o início do ano, o arroz encareceu de forma significativa, principalmente pelo aumento das demandas interna e externa e pela alta do dólar – o que incentiva a exportação.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), a cotação do produto variou mais de 107% entre setembro do ano passado e deste ano.

Por fim, o arroz e o óleo de soja não são os únicos “vilões” para o bolso dos brasileiros. O leite e a carne podem ser outros exemplos. O encarecimento generalizado dos alimentos, inclusive, é um dos fatores centrais que vêm puxando a inflação brasileira para cima.

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