Na tarde desta terça feira (23/06), o Presidente Jair Bolsonaro afirmou a jornalistas e profissionais da imprensa que precisará negociar com a Câmara dos Deputados e com o Senado Federal, um novo valor para o auxílio emergencial, já que o Governo não terá como arcar com os custos por mais dois meses. 

“A União não vai conseguir aguentar esse montante por muito tempo. Por mês, o auxílio emergencial nos custa cerca de R$ 50 bilhões. Se o País se endividar muito, teremos problemas muito maiores que os atuais”, afirmou Bolsonaro à rede afiliada da TV Bandeirantes. 

Como uma alternativa de manter o auxílio funcionando durante a pandemia, Bolsonaro acredita que o valor precisará ser diminuído, e para isso, precisará do apoio dos parlamentares para definir um novo teto. 

“Vamos precisar negociar um valor novo com os presidentes da Câmara e do Senado, e prorrogar por mais dois meses. Quem sabe, isso resolva. Mas não dá para manter o valor cheio de R$ 600”, enfatizou.

Em contrapartida, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já demonstrou publicamente sua opinião sobre a manutenção do valor do auxílio emergencial no futuro, prevendo a necessidade de extensão do benefício.

Porém, até a resolução ser de fato concretizada, todos os beneficiários continuarão recebendo a quantia informada pelo Governo, na data estipulada, como vem acontecendo normalmente.