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Gastos com delivery crescem mais de 94% com pandemia; Rappi se destaca com o maior crescimento.

Heloísa Vasconcelos
Heloísa Vasconcelos
Foto de uma pizza simbolizando o tema Gastos com delivery

A Rappi foi a empresa que mais ganhou market share, ou seja, espaço no mercado, com a pandemia.

Artigo originalmente publicado em blog.mobills.com.br. Conteúdos e comentários foram integralmente mantidos.

Gastos com delivery crescem mais de 94% com pandemia; Rappi se destaca com o maior crescimento.

Com a pandemia do novo coronavírus, os restaurantes fecharam as portas e as pessoas passaram a ter que consumir, principalmente, de casa.

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Nesse sentido, a pandemia está tendo impacto direto no comportamento de consumo das pessoas, sobretudo na categoria de delivery.

Pelo menos, é o que mostra estudo realizado pela empresa Mobills.

Neste estudo, foram analisados dados anonimizados de mais de 160 mil usuários do aplicativo Mobills entre os meses de janeiro e maio de 2020.

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Como foi realizada a análise

Como já mencionado, analisou-se dados (anonimizados e consolidados) de mais de 160 mil usuários do aplicativo de finanças pessoais Mobills. 

O estudo foi realizado com os principais aplicativos de delivery (Rappi, Ifood e Uber Eats).

Foram utilizadas técnicas de extração de dados e modelos estatísticos para realizar as análises.

Importante destacar que o público do aplicativo é formado 60% por homens e 40% mulheres, sendo a maioria entre 25 e 30 anos e que recebem entre 5 a 15 salários mínimos.

Também são pessoas que já tinham tendência de uso de aplicativo de delivery, por possuírem smartphones e se interessarem por tecnologia.

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Total gasto com delivery quase dobra com pandemia

A pandemia acentuou a procura por serviços de delivery, tanto para alimentação como para farmácia e supermercado.

Neste estudo, conseguimos analisar claramente a mudança de comportamento em padrões de consumo com delivery decorrente da pandemia que estamos vivendo.

Foram levadas em consideração transações entre janeiro e maio nos aplicativos Rappi, Ifood e Uber Eats.

Os gastos com delivery cresceram 94,67% no período; ou seja, quase dobraram comparando janeiro a maio, antes e durante a pandemia.

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Interessante notar no gráfico acima que em março, início da quarentena no Brasil, os serviços de delivery tiveram uma queda de 16,98% em comparação a fevereiro.

Para o CEO da Mobills, Carlos Terceiro, a queda no mês de março teve a ver com o medo dos usuários diante da incerteza da pandemia. “As pessoas estavam com medo até de pedir delivery”, analisa.

Depois do primeiro mês das medidas de isolamento social, os dados apontam crescimento das despesas com delivery.

Os gastos cresceram, em abril, 60,67% em relação a março. O crescimento continuou aumentando: 39,58% (em maio) na comparação com o mês de abril.

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“O que podemos perceber foi que o aumento no delivery ocorreu de forma balanceada e gradual à medida que outras despesas foram ficando menores, como com transporte e lazer”, analisa Carlos Terceiro.

O vendedor Nathanael Cunha, 23, usuário do Mobills, conta que percebeu o aumento dos gastos do delivery assim que a quarentena começou.

Antes, ele pedia delivery no máximo 8 vezes no mês. Agora, pedidos se tornaram mais recorrentes durante a semana.

Os gastos com delivery, que não passavam de R$ 100, agora chegam a até R$ 200 no mês.

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“No início era tranquilo, mas com o tempo a gente começou a ter preguiça de cozinhar, queria comer algo diferente”, justifica.

Crescimento por aplicativo

No estudo, verificou-se um comportamento similar em todos os 3 aplicativos, mostrando uma pequena queda na demanda no mês de março e aumento gradual nos meses de abril e maio.

Analisando-se o volume total gasto por cada aplicativo, notamos que o Rappi se destaca com o maior crescimento percentual em comparação a janeiro, crescendo mais de 149%.

Seguido pelo UberEats, que cresceu 90,1%, e o iFood, o qual cresceu 81,9%.

O empreendedor Walter Rolim, proprietário do HNF e administrador de restaurantes, percebeu crescimento nos pedidos nos aplicativos analisados:

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“Depositamos toda nossa energia no delivery que na primeira semana de quarentena teve uma queda de uns 40%.

Porém ainda dentro do mês de março, nas semanas seguintes, tivemos um crescimento de quase 200% em número de pedidos.

Em geral, Os pedidos de delivery no nosso restaurante cresceram em média 130%, com predominância de 50% do Ifood, 25% do Uber Eats e 5% diluído entre Rappi e James.

Quem conseguir enxergar esse canal como um dos canais mais importantes de venda e gerir isso com qualidade terá sucesso em um futuro bem breve.” Walter Rolim

Rappi é o que ganha mais espaço de mercado

A Rappi foi a empresa que mais ganhou market share, ou seja, espaço no mercado, com a pandemia.

O aplicativo de entregas ganhou espaço tanto do Ifood quanto do Uber Eats no período analisado pela pesquisa.

Em janeiro, o app tinha 17,57% de market share e o número cresceu para 22,49% em maio. Ou seja, um aumento de quase 4 pontos percentuais no período.

O Uber Eats permaneceu relativamente estável, com 10% de market share.

O Ifood perdeu quase 5 pontos percentuais: de 71,45% em janeiro para 66,79% em maio.

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Valor gasto por transação cresce até 90%

O estudo dos dados também analisou crescimento no ticket médio dos aplicativos, ou seja, o quanto é gasto em média a cada transação.

O Rappi, que além do delivery alimentício oferece entrega de supermercado, farmácia e compras em geral, mais uma vez se destacou frente aos concorrentes, sendo o aplicativo que teve maior aumento no ticket médio.

Em maio, o ticket médio do app foi de R$ 97,20, representando um aumento de 92,4% em comparação ao mês de janeiro, onde o gasto médio era de R$50,51.

“Isso se deve ao fato de que as pessoas começaram a evitar ir em farmácias e supermercados, preferindo fazer a compra de mais itens via aplicativo”, percebe Carlos Terceiro.

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O Ifood manteve o ticket médio estável até março, quando, a partir daí, teve crescimento.

Em janeiro e março, eram gastos em média R$ 35 nas compras do Ifood; em maio, o valor cresceu para R$ 42, representando 22,3% de aumento em comparação a janeiro

O Uber Eats não apresentou crescimento no ticket médio, mantendo o valor por volta dos R$ 36 em maio.

O que as empresas de delivery dizem

Conforme a assessoria de imprensa da Rappi, o aplicativo teve pico de aumento na demanda de 300% a partir de março, com o início da pandemia.

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“Acreditamos que esse crescimento seja uma resposta dos usuários preocupados com o tema incerto e com as medidas de quarentena sendo tomadas em diferentes cidades”, afirmou, em nota.

As categorias que registraram um maior aumento foram farmácias, restaurantes e supermercados, segundo a assessoria.

Para o aplicativo, “esse não é um momento de buscar expectativas de negócio, mas sim para ajudar a população e o nosso ecossistema como um todo”.

Em nota pela assessoria de imprensa, o Uber Eats informou que, por ser uma empresa de capital aberto, a Uber não divulga nem comenta esse tipo de dado.

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A reportagem entrou em contato diversas vezes com a assessoria de imprensa do Ifood, mas não obteve um posicionamento até o fechamento deste artigo.

Cuidados com o cliente

Por meio da assessoria de imprensa, o Rappi reiterou que adotou inúmeros protocolos de segurança e está comunicando entregadores parceiros, usuários e estabelecimentos para que sigam as orientações de segurança das autoridades antes, durante e depois da entrega.

Com relação aos supermercados e farmácias, o aplicativo diz realizar trabalho para manter abastecimento de itens de primeira necessidade.

Ainda segundo a assessoria, foram compradas máscaras e álcool em gel para distribuição aos entregadores.

A UberEats destacou a criação da função “entrega sem contato” para evitar possível transmissão entre entregador e cliente.

Também foram citados esforços para apoiar o setor de restaurantes, oferecendo gratuidade na taxa de entrega para pedidos feitos a milhares de pequenos e médios restaurantes parceiros independentes de todo o Brasil.

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