Fundos imobiliários sofrem queda de até 40% no acumulado do ano

Os fundos imobiliários sofrem queda por conta da pandemia da Covid 19. Apenas três papéis seguem apresentando resultados positivos, diz levantamento.

Karina Carneiro
Karina Carneiro

Com a pandemia ocasionada pela Covid-19, os fundos imobiliários sofrem com a queda no valor dos papéis. A perda chega a até 40% apenas no acumulado deste ano. 

Os números entre os dias 1º de janeiro a 8 de outubro de 2020 apresentaram quedas, principalmente em meados de março, com a pandemia no auge e os cinco Circuit Breakers da Bolsa brasileira.

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Entre os produtos que mais perderam força durante o período está o Bradesco Carteira Imobiliária Ativa, que perdeu cerca de 43,51% do valor neste período, segundo apuração do portal Valor Investe. 

De acordo com um levantamento do buscador de investimentos Yubb, que conta com aproximadamente 81 fundos em sua base, apenas cinco FII’s não registraram perdas acumuladas no ano de 2020. Apenas três fundos saíram do zero para marcação de números positivos. 

Fundos Imobiliários sofrem queda – Quais os papéis mais prejudicados?

Atualmente, os fundos imobiliários sofrem queda por conta de todas as incertezas do mercado relacionadas ao isolamento social e à pandemia da Covid-19.

Muitos dos papéis comercializados são atrelados a shoppings ou empreendimentos comerciais de alto rendimento.

Conheça a relação dos fundos de investimento com maiores quedas no período, de acordo com a apuração do Valor Investe.

TickerFundo ImobiliárioRentabilidade
1)BCIA11Bradesco Carteira Imobiliária Ativa43,51%
2)FLMA11Continental Square Faria Lima-38,90%
3)PATC11Pátria Edifícios Corporativos-37,85%
4)XPIN11XP Indústrial-35,17%
5)BPFF11Brasil Plural Absoluto-34,89%
6)HTMX11Hotel Maxinvest-34,76%
7)RCRB11Rio Bravo Renda Corporativa-34,48%
8)RBFF11Rio Bravo IFIX-33,61
9)SDIL11SDI Logística Rio-31,78%
10)RNGO11Rio Negro-30,74%

Estratégia de investimentos em fundos imobiliários

A estratégia de quem escolhe investir em fundos imobiliários é buscar ativos que gerem mais renda e que sejam capazes de pagar dividendos mensais, de acordo com o lucro dos aluguéis pagos pelos locatários do ambiente. 

De acordo com o CEO da Yubb, Bernardo Pascowitch, os produtos que investem em lajes corporativas tiveram impacto negativo durante o período por conta do crescimento do home office no país. 

“Apesar deste ser um dos setores favoritos do brasileiros para investimentos, as lajes foram diretamente afetadas pela pandemia e pelo novo modelo de trabalho imposto para que os negócios se mantivessem funcionando”, disse ao Valor Investe. 

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