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Fundo Garantidor de Crédito (FGC): entenda melhor como essa entidade protege seu dinheiro

Victor Leitão
Victor Leitão
pessoa calculando em uma calculadora se não ultrapassou o teto do Fundo Garantidor de Crédito
Você conhece o Fundo Garantidor de Crédito (FGC)? Com ele, é possível aplicar em diversos investimentos sem ter receio de não receber o seu capital e os juros devidos de acordo com o tempo de aplicação.

Artigo originalmente publicado em blog.mobills.com.br. Conteúdos e comentários foram integralmente mantidos.

Fundo Garantidor de Crédito (FGC): entenda melhor como essa entidade protege seu dinheiro

 

Graças ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), é possível aplicar em diversos investimentos minimizando o receio de não receber o seu capital e os juros devidos de acordo com o tempo de aplicação.

Como você (provavelmente) já deve saber, essa proteção é válida para a maioria dos ativos de renda fixa.

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Então, apenas as aplicações mais conservadoras, que possuem uma previsibilidade de retorno, podem ter a garantia do FGC.

Neste artigo, você vai descobrir tudo sobre o Fundo Garantidor de Créditos.

Como funciona, o que acontece caso um banco quebre, quais investimentos são garantidos pelo FGC e muito mais.

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iO que é FGC?

Segundo o site oficial, trata-se de uma associação civil, sem fins lucrativos. Essa associação protege o crédito privado sem nenhuma interferência pública.

O que muitas pessoas não sabem é que o Fundo Garantidor de Crédito não é um mero “pagador de dívidas”, que trabalha apenas em momentos catastróficos.

Essa entidade conta com profissionais preparados para agir também prevenindo emergências em todo o sistema bancário e financeiro.

Ele assume esse papel atuando de maneira pontual para garantir um funcionamento fluido e harmônico de todo o sistema.

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Como funciona o FGC

Caso ocorra algum problema com a aplicação por causa do emissor do título, o FGC abre um processo para garantir todo o capital dos investidores e a rentabilidade gerada até o momento do fechamento do banco.

Desse modo, a instituição protege o capital e a rentabilidade dos investidores contra surpresas como falência do banco ou não pagamento das aplicações.

Garantias

É difícil falar que algum empreendimento possui risco zero, principalmente em relação a dinheiro.

No entanto, quando se fala em FGC no mundo dos investimentos, quer dizer que uma aplicação possui garantias de que:

  1. É bem difícil perder o capital investido;
  2. É quase impossível que haja uma volatilidade inesperada.

Mas por que quase?

Caso haja uma falha sistemática no mercado financeiro, onde diversos bancos e instituições quebrem ao mesmo tempo, é possível haver prejuízo.

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Porém, é muito improvável que isso aconteça. Para você ter uma ideia, isso nunca aconteceu no Brasil.

Valor e Investimentos garantidos pelo FGC

Não são todos os investimentos que possuem risco zero.

Todavia, os consagrados CDBs, LCIs, LCAs e LCs são 100% garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Esses investimentos possuem proteção total até o valor de R$ 250.000 por CPF (apenas pessoa física) e por instituição financeira.

Ou seja, não é recomendável aplicar mais que R$ 250.000 em uma mesma instituição.

Mudança de regra

Em dezembro de 2017, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) aprovou novas regras de cobertura do fundo, que agora passa a ser limitada a um volume global de R$ 1 milhão por CPF, com a cobertura de R$ 250 mil por emissor sendo mantida.

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Mas cuidado!

Este valor vai crescer com os juros compostos e tudo o que passar dele (juros + capital) será perdido caso o banco feche as portas.

Sendo assim, monitore seus ativos e não deixe o valor total ultrapassar o teto do FGC.

Missão, propósito e valor do FGC

O objetivo geral do Fundo Garantidor de Créditos é simplesmente manter a confiança dos investidores no mercado para que eles possam aplicar sem medo de perder o seu capital.

O FGC não é um órgão público.

É uma constituição de entidade privada, sem fins lucrativos, destinada a administrar mecanismos de proteção a titulares de créditos contra instituições financeiras.

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Hoje, ele conta com um patrimônio disponível de R$ 80,6 bilhões, conforme os dados de dezembro de 2019. Dos quais R$ 54,6 bilhões correspondem a caixa ou ativos que podem ser convertidos em caixa.

O fundo é mantido graças às contribuições das instituições financeiras brasileiras.

Elas depositam mensalmente 0,0125% do total dos valores transacionados por elas nos produtos cobertos pelo FGC.


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O que poucos sabem sobre o FGC

O FGC é uma instituição conhecida no mercado, mas pouquíssimos investidores conhecem todos esses detalhes. Torne-se um deles!

Em caso de conta conjunta

A cobertura de R$ 250.000 não é duplicada! O teto continua o mesmo para ambos os titulares.

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Assim, em uma conta com dois titulares, a cobertura máxima é de R$ 125.000 para cada.

Em caso de CNPJ

O FGC não contempla proteção para contas empresariais, apenas para pessoas físicas (CPF).

Prazo médio de pagamento

Apesar do prazo máximo de seis meses, a média realizada em casos de instituições liquidadas é de 3 meses.

E se todos os bancos quebrassem juntos?

Apesar de contar com R$ 80,6 bilhões em garantia para o mercado, uma crise sistêmica talvez ultrapasse a capacidade pagadora do FGC.

Entenda, ele é perfeitamente capaz de cobrir a quebra de bancos isoladamente.

Contudo, se houvesse uma falência generalizada, provavelmente, o FGC não poderia cobrir todos os investimentos.

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Agora, esse é um risco que todos correm, até mesmo “não-investidores”.

Ainda que “guarde dinheiro debaixo do colchão”, ele também perderá valor em um caso extremo assim.

O FGC cobre mais do que investimentos

Ele é uma garantia no sistema econômico privado como um todo.

Desse modo, existem mais operações cobertas pelo FGC. Veja a seguir:

  • Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
  • Letras imobiliárias;
  • Depósitos de poupança;
  • Letras de câmbio (LC);
  • Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB);
  • Letras hipotecárias;
  • Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques, destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
  • Letras de crédito imobiliário (LCI);
  • Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após 08 de março de 2012 por empresa ligada
  • Letras de crédito do agronegócio (LCA).

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Quais instituições formam o Fundo Garantidor de Crédito?

São muitos os associados ao FGC: a Caixa Econômica Federal; bancos múltiplos, comerciais, de investimento e de desenvolvimento; sociedades de crédito, financiamento e investimento; sociedades de crédito imobiliário, companhias hipotecárias e associações de poupança e empréstimo, que:

  • Recebem depósitos à vista em contas de poupança ou depósitos a prazo;
  • Realizam aceite em letras de câmbio;
  • Captam recursos mediante a emissão e a colocação de letras imobiliárias, de letras hipotecárias, de letras de crédito imobiliário ou de letras de crédito do agronegócio;
  • Captam recursos por meio de operações compromissadas tendo como objeto títulos emitidos, após 08 de março de 2012, por empresa ligada.

Todas essas instituições associadas contribuem mensalmente para a manutenção do FGC, como já citado.

Conclusão

Muitos pequenos investidores têm medo de fazer suas primeiras aplicações.

Afinal, não é fácil ganhar dinheiro e não dá para confiar o seu capital precioso a qualquer um.

Por isso, muitos se questionam se é seguro tirar o dinheiro da conta corrente/Caderneta de Poupança, onde ele está sob o seu controle para investir em alguma aplicação por meio de uma corretora.

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Entretanto, mostramos no decorrer do texto que o Fundo Garantidor de Crédito foi criado justamente para dar mais segurança aos investidores.

Se você ainda é um investidor principiante, aproveite essa garantia para construir um bom patrimônio a curto, médio e longo prazo.

Mas entenda que, quanto menos risco houver em uma aplicação, menor será a sua rentabilidade.

Nesse sentido, vale a pena destacar alguma parcela da sua carteira para aplicar em investimentos com menos garantias, como em ações e fundos imobiliários.

Principalmente em um momento em que a renda fixa não está tão atrativa, é muito interessante que você estude sobre a renda variável e comece a investir na Bolsa de Valores.

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