Segundo os relatórios publicados nesta semana, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança e construção de imóveis tiveram um crescimento aproximado de 53% em junho. Desta maneira, os investimentos beiram valores estimados em R$ 9,3 bilhões, a despeito da pandemia do COVID-19.

Para Cristiane Magalhães, presidente da Abecip, o semestre acabou sendo melhor do que o  esperado, com exceção do Rio de Janeiro. O volume liberado para a modalidade aumentou 56%, indo para o patamar de R$ 23,3 bilhões.

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Os dados, inclusive, mostram uma tendência de busca maior por imóveis usados. Nesta categoria, foram desembolsados cerca de R$ 9,2 bilhões, apresentando um aumento de 12% no consumo do financiamento imobiliário para esta categoria. 

“Houve uma piora considerada da confiança no setor de maneira geral. Porém, as pessoas estão sempre comprando imóveis. Seja pela conjunção de valores ou pela necessidade de ter um lar próprio”, disse Cristiane em comunicado oficial à imprensa. 

Inadimplência do financiamento imobiliário

Entretanto, com o aumento dos recursos, a inadimplência infelizmente fez parte do processo. Nos contratos de alienação fiduciária, por exemplo, o indicador teve um aumento de 1,6% somente em julho.

Quando os valores entre alienação fiduciária e contratos com hipotecas ainda vigentes são somados, os números somente para 1,7%. 

Porém, para a presidente, esses números não assustam o mercado “Não estamos enxergando nada que nos assuste no longo prazo. Pelo contrário, já esperávamos um setor deste”, completou.