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Financiamento imobiliário cresceu e atrai brasileiros durante a pandemia

Amanda Gusmão
casa em miniatura e chaves, representando financiamento imobiliário cresceu

Com a taxa Selic baixa, oportunidades no financiamento imobiliário estão conquistando os brasileiros. Entenda como aproveitar esse momento.

O financiamento imobiliário cresceu em meio à pandemia. O volume de julho de 2020 superou o recorde desse mesmo período que, até então, pertencia ao ano de 2013.

Segundo dados da Inteligência de Mercado da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliários e Poupança (Abecip), em 2013, o mês de julho contabilizou um total de 9.969,59 milhões em unidades financiadas, enquanto 2020 arrematou 10.820,10 milhões.

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Essa comparação, que representa um crescimento de 16,7%, considera um dos melhores momentos do mercado imobiliário (julho/2013) com o atual, em meio a pandemia.

Já em relação a 2019, o aumento é ainda maior, com 61,5% a mais no volume de financiamento imobiliário.

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Com informações da Exame.

Financiamento imobiliário cresceu

Queda no valor dos imóveis e, principalmente, redução da taxa básica de juros (Selic) são alguns dos fatores econômicos que afetam o mercado imobiliário no momento.

Segundo dados do Banco Central do Brasil, a taxa Selic de julho de 2013 era de 8,4% anual e a atual é de 2,0% a.a.

A taxa Selic é usada como referência para as instituições financeiras para a oferta de crédito, assim, o financiamento imobiliário pode ser ofertado com taxas de juros mais baratas que nos últimos tempos.

Somado a isso, o valor dos imóveis também caiu. É o que aponta o índice Fipezap, que acompanha os anúncios de imóveis em 50 cidades brasileiras.

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De acordo com o índice Fipezap, o reajuste de preço dos imóveis ficou abaixo da inflação.

Novas opções e incentivos ao financiamento imobiliário

Além da taxa Selic, outras opções de financiamento imobiliário também estão favoráveis a tomada de crédito para a compra de imóveis.

Um exemplo é o financiamento com correção pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que é ofertado na Caixa a partir de IPCA + 2,95% ao ano.

Alguns bancos melhoraram suas ofertas de crédito imobiliário e aumentaram a carência para início do pagamento dos financiamentos.

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Essa flexibilização também pode ter sido um incentivo para alguns clientes que ainda estavam inseguros com o momento econômico da pandemia.

Qual o perfil de quem está financiando imóveis

O financiamento imobiliário é um tipo de crédito que, normalmente, é acionado quando os compradores já estão prontos para comprar um novo bem.

No cenário moldado pela pandemia e as decisões políticas para conter uma crise econômica mais severa, no entanto, esse perfil pode ser um pouco diferente.

Muitos brasileiros, por exemplo, buscam soluções para reduzirem suas despesas mensais, sendo que alguns deles já possuem financiamento com taxas de juros mais caras do que as praticadas atualmente.

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Assim, ao vender seus imóveis e comprar um novo, podem reduzir suas despesas mensais com uma parcela de financiamento imobiliário mais barata.

Considerando ainda as oportunidades de compra com crédito barato, é possível que alguns investidores estejam trocando seus investimentos em renda fixa por outra modalidade conservadora, a compra de imóveis.

Essa estratégia recebe um incentivo à mais quando outros investidores, em busca de liquidez, aceitam negociar descontos para a venda de seus bens.

De certo, percebemos que a economia brasileira tem potencial para responder à crise e, também, que gera algumas oportunidades de investimentos.

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