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Inadimplência: o que é, como acontece e como evitar!

Entenda mais sobre o que é inadimplência, como ela se caracteriza e o que o consumidor pode fazer para evitar entrar nessa situação.

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Camille Guilardi Estagiária de Finanças e Investimento

A inadimplência é um assunto que pode assustar muitos consumidores, embora nem todos consigam entender na íntegra o seu real significado.

A oferta de crédito no mercado é uma facilidade interessante para diversas pessoas, especialmente aquelas que buscam alternativas para adquirir bens e produtos, mas não possuem capital no momento. Nesse caso, serviços como financiamentos, cartões e crediários tornam-se opções viáveis para quem quer comprar.

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Entretanto, se não existir um controle financeiro adequado, ou o consumidor deixar de quitar as suas pendências, ele corre o risco de entrar em uma estatística temida pelos brasileiros. Pensando nisso, reunimos um conteúdo especial com tudo que você precisa saber sobre o assunto antes de avaliar sua condição e tomar uma decisão na sua vida financeira.

Entenda o que é estar inadimplente, os principais motivos que levam à essa posição e quando isso pode afetar, de verdade, o seu poder de compra.

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O que é inadimplência?

Inadimplência é o não pagamento de uma dívida. Trata-se de um conceito simples de entender, embora algumas pessoas possam confundi-lo com outros termos dentro do contexto financeiro. No entanto, em um primeiro momento, essa condição representa apenas a falta de cumprimento de uma obrigação.

O termo inadimplência costuma ser usado com frequência para descrever a situação do consumidor perante uma instituição ou órgão de proteção ao crédito. Contudo, também é possível encontrar este termo em outros setores, como no nicho jurídico, uma vez que ele representa apenas a falta com um dever, podendo ele ser financeiro ou não.

Além disso, é importante reforçar que a inadimplência é uma condição atribuída oficialmente às pessoas que deixam de pagar uma dívida. Em outras palavras, o consumidor se enquadra nessa categoria somente se for devidamente registrado nos órgãos de regulação de crédito.

O que significa ser inadimplente?

Depois de conhecer o conceito de inadimplência, muitos podem questionar o que significa, de fato, ser inadimplente. Isso acontece porque nem todas as pessoas que possuem uma dívida estão inadimplentes, ou seja, estão faltando com a sua obrigação financeira.

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De forma básica, só se enquadram nessa condição os devedores que foram registrados nos órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e SPC Brasil. Essas companhias são responsáveis por monitorar e acompanhar as dívidas dos consumidores brasileiros, além de reunir informações para consulta por parte de outras empresas.

Assim, uma vez que o indivíduo tem seus dados inseridos no banco dessas plataformas, ele se torna um inadimplente. Além disso, é importante destacar que a inadimplência pode ser uma condição temporária e reversível. É possível quitar os débitos e deixar de se apresentar dentro dessa categoria.

No entanto, caso o endividado, eventualmente, não encerre suas pendências, ele deixa de estar inadimplente e passa a ser inadimplente. Em outras palavras, uma pessoa que não realizou o pagamento de uma dívida e permanece nessa situação.

Dados da inadimplência

Segundo dados da Agência Brasil, o Brasil possuía cerca de 65,2 milhões de consumidores com inadimplências em fevereiro de 2022. A marca foi a maior desde maio de 2020, no início da pandemia de Covid-19, que potencializou essa condição entre o público comprador.

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Ao todo, esses cidadãos reúnem uma dívida de R$ 263,4 bilhões, valor que subiu 0,54% apenas em um mês.

Em relação ao perfil dos inadimplentes, os homens representam 50,2% dos devedores, contra 49,8% das mulheres. Enquanto isso, na divisão por faixa etária, 35,3% apresenta entre 26 e 40 anos de idade, seguida de 34,9% na faixa de 41 a 60 anos de idade.

Com isso, as únicas restrições para se tornar inadimplente é ter mais de 18 anos e possuir uma dívida registrada no nome do titular, e não em terceiros. Assim, menores de idade não podem ter seu CPF inserido nos órgãos de proteção ao crédito. Ademais, somente os documentos do consumidor que assumiu a dívida são divulgados, mesmo que não tenham sido eles a realizar a compra.

Como saber se o meu CPF está inadimplente?

Depois de contrair uma dívida, muitos consumidores podem se perguntar como saber se o seu CPF consta no banco de inadimplência dos órgãos de proteção. É importante destacar que somente este registro fica comprometido, de modo que outros documentos, como RG ou CNH, não irão constar nas plataformas de consulta.

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Em um primeiro momento, é possível saber se o cadastro foi efetivado por meio dos canais de contato associados ao consumidor. Ao realizar uma compra ou dívida, é comum que as companhias registrem um endereço de e-mail ou telefone, por exemplo.

Dessa forma, o endividado pode receber atualizações sobre sua condição de inadimplência por esses meios, desde os avisos iniciais de registro, até a efetivação. No entanto, também é possível saber se o CPF está inadimplente por meio de consultas gratuitas nos principais órgãos.

Basta entrar nos sites e seguir as orientações de abertura de conta. No Serasa, por exemplo, é possível consultar o score do CPF e registros de dívidas gratuitamente. Assim, o consumidor poderá verificar se o seu documento está comprometido, além de detalhes sobre qual dívida foi inserida.

Dívida x Inadimplência: entenda a diferença!

Outro ponto pertinente quanto ao assunto inadimplência são as diferenças que descrevem essa condição e o conceito de dívida. Afinal, nem todas as pessoas que possuem uma dívida estão inadimplentes.

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Isso porque a dívida nada mais é do que um pagamento a ser realizado. Embora muitas pessoas considerem esse termo negativo, ele não é, necessariamente, uma condição de pendência. Por exemplo, pessoas que realizam um financiamento criam uma dívida no período em que se comprometem a pagar o valor.

Desse modo, a dívida é apenas uma conta ou obrigação que o consumidor contrai, e que deve ser paga no futuro. Agora, caso o consumidor deixe de quitar a sua dívida, ele pode vir a se tornar um inadimplente. Diversas instituições possuem prazos de carência para as dívidas. Normalmente, em torno de 60 a 90 dias, para a maioria das companhias que cedem algum tipo de crédito.

Assim, o consumidor pode ter um atraso dentro desse período antes de ter seu CPF registrado dentro do banco de dados dos órgãos de proteção. Ou seja, mesmo com o atraso no pagamento, o indivíduo ainda não é, efetivamente, inserido na situação de inadimplência.

Por fim, caso a dívida seja registrada e o pagamento não seja identificado, o consumidor passa a se tornar um endividado, de fato.

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Como definir o risco de inadimplência?

O risco de inadimplência é a probabilidade do cliente não pagar a dívida, e ele pode variar de acordo com vários fatores.

Em um primeiro momento, esse risco é definido pelas condições do consumidor. Por esse motivo, as companhias de crédito solicitam informações como renda e profissão antes de finalizar uma operação financeira.

Dessa forma, pode traçar um perfil de risco, e identificar a probabilidade do indivíduo deixar de pagar a dívida. Por exemplo, pessoas com um histórico de inadimplência apresentam mais riscos do que credores sem nenhuma pendência.

Além disso, quanto maior o valor do crédito, maior a possibilidade de falta de pagamento. Um empréstimo de R$ 1 mil, com parcelas de R$ 50 por mês, apresenta menos chances de dívida que um financiamento de R$ 100 mil, com parcelas de R$ 500.

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Outros elementos que ajudam a definir essa probabilidade, incluem:

  • prazo para o pagamento;
  • uso do capital;
  • modalidade de crédito;
  • relação do cliente com a instituição credora;
  • histórico de pagamentos;
  • situação econômica.

Assim, de modo geral, definir o risco de inadimplência depende de uma série de fatores unidos, e é importante avaliá-los como um conjunto em cada caso.

Principais motivos para a inadimplência

Mesmo com diferentes riscos de inadimplência, ainda existem alguns motivos que podem contribuir para que o consumidor deixe de pagar as suas pendências.

Entender essas causas ajuda na compreensão dessa situação e na busca por alternativas que evitem a inclusão do indivíduo no banco de devedores. Por isso, veja algumas das razões que podem levar à inadimplência:

Perda de recursos financeiros

Em um primeiro momento, o maior motivo que pode levar à inadimplência de determinada dívida é a perda de recursos financeiros. Muitas pessoas associam esse motivo a demissões, por exemplo, que é, de fato, a principal condição da redução de renda dos consumidores.

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No entanto, existem outros fatores relacionados a isso, como dívidas inesperadas, situações imprevistas ou diminuições nos recebimentos, por exemplo. Um trabalhador que teve seu salário diminuído também tem uma perda de recursos financeiros, e pode deixar se estar apto a quitar determinada dívida.

Além disso, condições instáveis da economia, como a que foi proporcionada pela pandemia de coronavírus, também levam a esses momentos, bem como inflação e outros fatores externos. Dessa forma, esse motivo não está diretamente relacionado ao consumidor, mas sim a eventos que influenciam seu poder aquisitivo e fazem com que seja inviável pagar a dívida.

Falta de controle financeiro

Enquanto isso, um dos principais motivos que levam à inadimplência do consumidor é a falta de controle financeiro. Nesse caso, esta condição se relaciona com a capacidade do indivíduo administrar seu dinheiro.

Assim, se o consumidor contrair uma dívida e não possuir uma organização pessoal financeira adequada, corre o risco de deixar de pagar suas contas.

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Isso se aplica em diversas ocasiões, desde a administração da renda mensal, por exemplo, até o controle dos pagamentos em suas respectivas datas. São vários os elementos que podem levar a essa condição, mas que podem causar a inadimplência para o consumidor.

Consumo exagerado

Ainda, vale a pena mencionar o consumo exagerado como um dos motivos que podem causar a inadimplência. Em outras palavras, é quando o consumidor compra mais do que ele pode gastar, comprometendo sua renda de forma que não é possível quitar todas as pendências dentro do prazo.

Essa é uma condição recorrente para várias pessoas, inclusive configurando uma patologia em alguns casos. Se o indivíduo não consegue deixar de comprar, pode estar vivenciando um distúrbio, que, além da inadimplência, também pode trazer outras consequências mais graves.

Por esse motivo, é importante se atentar para como se gasta o dinheiro, e realizar um acompanhamento periódico dessa prática, identificando situações de descontrole ou apenas gasto exagerado.

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Seja como for, comprometer a renda mais do que o possível leva a atrasos nos débitos, e, eventualmente, ao cadastro nos órgãos de proteção.

Como não ser inadimplente?

Depois de entender mais sobre os motivos que levam à inadimplência, muitos consumidores buscam dicas de como não entrar nessa estatística. Nesse caso, vale a pena conferir algumas sugestões simples que podem ajudar no dia a dia:

Tenha uma organização financeira

O primeiro passo é, de fato, ter uma boa organização financeira no seu cotidiano. Muitos dos motivos que causam a recorrência de dívidas é a falta de um controle eficiente do quanto se ganha e se gasta.

Por esse motivo, é fundamental que o consumidor acompanhe a movimentação dos seus recursos, e esteja atento para suas obrigações. Uma organização adequada deve incluir diversas práticas, como:

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  • anotações dos recebimentos mensais;
  • controle dos gastos fixos e variáveis;
  • monitoramento dos prazos de vencimento;
  • conferência de notas e comprovantes;
  • registro do fluxo de caixa pessoal.

Com isso, o consumidor poderá ter uma visão mais clara da sua renda, das contas que precisam ser pagas e como o dinheiro está sendo distribuído. Assim, não correrá o risco de esquecer alguma dívida ou deixar de pagá-la.

Uma maneira prática de realizar essa organização é por meio de aplicativos de controle ou com uma planilha de finanças, práticos e fáceis de acessar.

Compre à vista

Outra dica para evitar a inadimplência é comprar à vista. Essa prática, embora não seja a mais escolhida pelos consumidores, evita a realização de dívidas a longo prazo, especialmente pelo endividamento.

Além disso, também contribui para o controle financeiro pessoal, uma vez que é preciso reunir o capital necessário para adquirir determinado produto ou serviço, e, com isso, acompanhar mais periodicamente os recebimentos.

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Por esse motivo, optar pelo pagamento à vista é uma boa maneira de reduzir as chances de inadimplência e economizar com os juros do parcelamento, inclusive.

Principais dúvidas em relação à inadimplência:

Por fim, confira algumas dúvidas dos consumidores em relação à condição de inadimplência e suas consequências:

Como despejar um inquilino inadimplente?

A falta de pagamento do aluguel também se configura como inadimplência, e pode trazer consequências não apenas para o inquilino, mas também para o proprietário do imóvel.

Em um primeiro momento, existe a chance de negociação direta entre os envolvidos, ou mesmo acionando o fiador, se for o caso, que se torna responsável pela dívida. No entanto, se a falta de pagamento continuar recorrente, a Lei do Inquilinato prevê o direito do proprietário exigir a desocupação do imóvel em caso de inadimplência. 

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Para isso, é necessário recorrer à Justiça e solicitar uma ação de despejo, com o acompanhamento de um advogado e das autoridades. Dessa forma, o inquilino terá a obrigação de sair do imóvel, e continuará com a dívida em seu nome, caso não seja possível quitar com o valor depositado em caução, por exemplo.

Como incluir inadimplência no Serasa?

Para empresas que lidam com a inadimplência de clientes, é possível incluir a dívida gratuitamente no sistema do Serasa. Basta criar uma conta e inserir os dados do consumidor no banco, para que a companhia entre em contato com ele e negative seu nome, no caso de não pagamento.

Nesse caso, é fundamental possuir meios de identificar o indivíduo, de preferência pelo seu CPF. Por isso muitas instituições credores solicitam um cadastro completo do perfil do cliente. No entanto, é importante reforçar que somente débitos com mais de 60 dias de inadimplência podem ser cadastrados.

Quem está inadimplente pode ser contratado?

Em um primeiro momento, não existem vedações oficiais que impeçam a contratação de inadimplentes em vagas de emprego. Isso se aplica a empresas privadas e também públicas, como no caso de concursos ou vagas em órgãos municipais, estaduais e federais.

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Dessa forma, pessoas com o nome comprometido nos órgãos de proteção ao crédito ainda podem ser contratadas.

No entanto, em alguns casos, pode existir a conferência nos bancos de dados abertos, e influenciar no processo seletivo. Por exemplo, bancos e instituições financeiras podem usar esse critério para selecionar os candidatos. Entretanto, na fase de contratação, a inadimplência não é um impedimento.

Preciso quitar todas as parcelas da minha dívida para limpar meu nome?

Cada dívida registrada nos órgãos de proteção configura uma inadimplência individual. Nesse caso, para ter o nome limpo por completo, é necessário quitar todas as pendências. Contudo, não é preciso pagar, necessariamente, todas as parcelas da dívida em aberto.

Isso porque as instituições, frequentemente, propõem acordos de redução do valor, com parcelas únicas ou refinanciamento da dívida. Dessa forma, após a quitação do valor, o nome pode voltar a ficar limpo nos órgãos de proteção, mesmo que as parcelas originais não tenham sido encerradas.

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Quem está inadimplente pode tirar passaporte?

Sim, pessoas com inadimplência podem tirar o passaporte. Isso porque, de acordo com a lei, a locomoção de um cidadão brasileiro não pode ser impedida pelo fato de ele ter seu nome comprometido no mercado.

Nesse caso, operações que envolvam seus direitos naturais, como de ir e vir, não são influenciadas pelos seus débitos registrados. O mesmo vale para a emissão de documentos, compra de passagens e outras atividades relacionadas.

Quem está inadimplente pode tomar posse de vagas de concurso público?

Uma vez que a inadimplência não é um fator determinante para as contratações, pessoas com débitos em aberto podem tomar posse de vagas de concurso público.

Os órgãos não realizam verificações nesse sentido, de forma que os cadastros não podem impedir que o candidato assuma seu cargo, de acordo com o edital e com as regras determinadas previamente.

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Conclusão

Muitos consumidores podem conhecer o termo inadimplência, mas não entender, de fato, o que isso significa. No entanto, isso pode afetar no seu entendimento sobre o mercado e sobre as suas próprias finanças, deixando até mesmo de encontrar as melhores estratégias para evitar essa condição.

Por esse motivo, é fundamental que todos os consumidores que utilizam os diferentes créditos da praça entendam sobre a inadimplência e como ela funciona. Existem várias nuances quanto a este assunto, que podem influenciar não apenas a situação do devedor, como também as formas de quitação da sua dívida.

Assim, promover um conhecimento concreto sobre esse tema permite reduzir as chances de comprometimento de renda, ao passo que as empresas também podem registrar um número menor de inadimplentes em suas atividades.

Por isso, procure saber mais sobre como funciona essa condição e quais as alternativas para evitar ter as suas dívidas registradas nos órgãos de proteção, que trazem dificuldades financeiras e prejudicam a credibilidade do consumidor.

Perguntas frequentes

  1. Quando ocorre a inadimplência?

    Quando o consumidor possui uma dívida não paga com mais de 60 dias de atraso, e tem seu nome registrado nos órgãos de proteção ao crédito.

  2. O que é inadimplência na empresa?

    A inadimplência na empresa é a falta de cumprimento com as obrigações da companhia, podendo ser financeiras, jurídicas ou mesmo administrativas.

  3. Quando cabe ação de cobrança?

    A ação judicial de cobrança cabe em casos que envolvem normas específicas, como inadimplência de inquilinos ou dívidas corporativas. Ações convencionais de cobrança podem ser feitas pela instituição credora por meio de avisos ou tentativas de negociação a qualquer momento.

  4. Qual o perfil do brasileiro inadimplente?

    Atualmente, o perfil do brasileiro inadimplente está na faixa de 26 a 40 anos de idade, com renda mensal de até 2 salários mínimos e cerca de 3 dívidas por CPF.

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