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Com o fim do auxílio emergencial, 1/3 dos brasileiros estarão na linha de pobreza

Isabella Proença
Isabella Proença
aplicativo do auxílio emergencial, representando fim do auxílio emergencial

Mais de 16 milhões de brasileiros passarão a fazer parte da linha de pobreza do país com o fim do auxílio emergencial, diz estudo. Entenda.

A consequência do fim do auxílio emergencial no final do ano será, em um cenário otimista, um aumento de 16 milhões na quantidade total de pessoas em situação de pobreza no Brasil. É o que prevê o FGV Social a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) e da PNAD Covid, do IBGE.

O número, que representa metade da Venezuela, aumentará em quase 1/3 a população que vive com a renda mensal abaixo de R$ 522,50. Esse valor é equivalente a menos da metade do salário mínimo e em torno de U$ 3 por dia.

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Com informações de reportagem da Folha de S. Paulo.

O que muda com o fim do auxílio emergencial?

Houve uma inédita e súbita redução na pobreza com o pagamento do auxílio emergencial no decorrer da pandemia.

Entretanto, o fim do pagamento do benefício terá efeito contrário e igualmente abrupto: o total de pobres, que antes era de 50,1 milhões (23,6%) aumentará para 66,2 milhões (31%).

Em uma hipótese um pouco mais otimista, em termos de pobreza, o país retornaria ao ponto anterior à pandemia. Esse cenário, porém, é pouco provável.

Isso porque no decorrer da pandemia s empregos mais precários foram os mais afetados pelo isolamento social. Com isso, a renda dos mais pobres já havia sido impactada.

No segundo trimestre do ano, enquanto a renda mensal dos brasileiros teve uma redução de 20%, a dos mais pobres caiu 28%.

Em abril, mês em que o auxílio emergencial começou a ser implementado, milhões de brasileiros tiveram um abrupto aumento na renda — o que diminuiu a taxa de pobreza rapidamente.

O diretor da FGV Social, Marcelo Neri, afirma que “enquanto o país vivia numa espécie de inferno trabalhista, abriu-se um céu em termos de melhora de renda”.

Porém, desde a diminuição do valor do auxílio emergencial (de R$ 600 para R$ 300) esse paradoxo está sendo desconstruído. O fim ocorrerá em dezembro, com a interrupção do benefício.

O governo Bolsonaro está buscando alternativas para a criação de um programa de auxílio aos mais pobres com início em 2021. Ainda assim, com o endividamento público e o teto de gastos cada vez mais próximo, o valor pago deve ser bastante inferior ao auxílio emergencial.

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