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Fim do auxílio emergencial deverá frear inflação, afirma Paulo Guedes

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado
Mulher em supermercado, representando a baixa da inflação após o fim do auxílio emergencial
Segundo Paulo Guedes, o fim do auxílio emergencial deverá frear a alta nos preços dos alimentos e dos materiais de construção.

O fim do auxílio emergencial deverá frear “essas altas transitórias nos preços de setoriais”, disse o Ministro da Economia Paulo Guedes em evento virtual na última quinta-feira, 12.

Guedes se refere à inflação que vem provocando alta nos preços dos alimentos e dos materiais de construção, que vem sendo contínua já há alguns meses.

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De acordo com ele, a alta demanda foi motivação para a alta dos preços. “Na hora que o auxílio emergencial veio, com as pessoas em confinamento, elas gastaram com material de construção, melhoraram suas casas, e foram ao supermercado”, disse.

Como consequência, com o fim do benefício, a demanda também cairá, assim como os preços. “O auxílio era de R$ 600, desceu pra R$ 300, e depois aterrissa no Bolsa Família ou no Renda Brasil, que estamos estudando. Quando houver essa aterrissagem, essas altas transitórias de preços setoriais devem se acalmar”, completou.

As declarações foram dadas durante palestra para empresários do ramo de supermercados, promovida pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Nova onda do auxílio emergencial

Posteriormente, o ministro voltou a dizer que o fim do auxílio emergencial dependerá se o Brasil passará por uma nova onda do Covid-19.

“Qual o plano para o auxílio emergencial? Redução gradual. [O fim] está marcado para dezembro deste ano. Esse é o plano A”, afirmou. “Se houver uma segunda onda, não é possibilidade, [recriar o auxílio emergencial] é certeza. Vamos decretar estado de calamidade pública e recriar”.

Além disso, o ministro ainda afirmou que, se o Brasil não passar por uma segunda onda, espera que o Produto Interno Bruno (PIB) cresça até 4% no ano que vem. Ele classifica como “baixa” a probabilidade de uma nova alta desenfreada nos casos de Covid-19 no Brasil.

A respeito do programa Renda Brasil, Guedes assegurou que os estudos continuam, mas que tudo depende de definições políticas.

Baixa nos preços

O ministro ainda falou que vem agindo por meio do corte de impostos de importação para frear a alta.

“Agimos rápido no arroz e estamos examinando toda a pauta de alimentação para eliminar impostos de importação, porque estamos comprometidos com a abertura da economia”, argumentou.

De acordo com Guedes, a medida é um instrumento “contra abusos” de aumentos nesses preços. Além do arroz, o governo já zerou a tarifa de importação de outros alimentos, como a soja e o milho.

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