O que são ETFs? Conheça os principais e veja como investir!

ETFs são fundos de índice que permitem diversificação e diluição de riscos. Conheça os principais!

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Melissa Nunes

Se você se interessa pela bolsa de valores e já pesquisou mais sobre os ativos que compõem esse mercado, pode ter se perguntado o que são ETFs. Afinal, eles são um dos principais investimentos de renda variável.

Ideais para quem busca menores riscos em suas aplicações, mas deseja diversificar a carteira com novos títulos, essas aplicações estão se tornando cada vez mais populares. No Brasil, o catálogo da B3 está expandindo sua variedade com esses fundos, o que leva muitos investidores a pesquisarem mais sobre eles.

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Assim, se você está planejando investir na bolsa, ou busca alternativas para ampliar sua carteira com mais segurança e diversidade, vale a pena saber o que são ETFs e quais os principais.

E para te ajudar a conhecer mais sobre os fundos de índice, nós preparamos um guia especial sobre o assunto, com as principais características desse investimento, além de como ele funciona e qual sua atuação no mercado nacional e internacional.

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Continue acompanhando a leitura para descobrir todos os detalhes!

O que são ETFs?

ETF é a sigla em inglês para Exchange Traded Fund, que também é conhecido como fundo de índice, ou seja, um fundo negociado em bolsa que segue um índice específico.

Basicamente, investidores desse ativo estão interessados em adquirir papéis variados de uma cesta que replica um determinado indicador do mercado financeiro. Portanto, saber o que são ETFs é o primeiro passo para entender se esse tipo de fundo tem a ver com o que você precisa.

Em um fundo de investimentos convencional, temos uma série de ativos financeiros administrados por uma gestora especializada, onde cada investidor participante adquire uma cota de participação. Assim, o investimento torna-se mais acessível e mais barato, uma vez que não se realiza a aplicação de recursos diretamente no ativo, mas sim em um fundo compartilhado e administrado por terceiros.

No entanto, os ETFs se diferenciam por serem atrelados a um índice de referência. Esses indicadores replicam o desempenho das empresas que os compõem, com base em uma série de critérios. Dessa forma, não há uma gestão ativa, mas, sim, um acompanhamento de uma carteira específica.

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Alguns dos mais comuns incluem índices que avaliam as empresas mais bem-negociadas da bolsa, por exemplo. Nesse caso, o fundo de índice será composto pelas mesmas ações do indicador que buscam imitar.

Um ETF atrelado ao índice Ibovespa, como o BOVA11, irá compor sua cesta com as principais empresas da bolsa de valores brasileira. Assim, se as empresas obtêm uma performance positiva, o índice irá subir, e o ETF atrelado a ele também. O mesmo acontece no caso de resultados menos favoráveis, o que desvaloriza o fundo.

Em resumo, é simples entender o que são ETFs: fundos de índice atrelados a um indicador, composto por uma cesta variada de ações que seguem determinados critérios.

Características de um ETF 

Para saber o que são ETFs na prática, é importante conhecer também as principais características deste ativo. Veja a seguir!

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Carteira teórica

Inicialmente, vale a pena ressaltar que esses fundos dependem de uma carteira teórica formada pelo índice ao qual são atrelados. Isso porque o indicador não forma, de fato, uma cesta de papéis, ele apenas retrata as empresas que atendem aos seus critérios, e permite que os ETFs elaborem seus fundos com base nisso.

Por exemplo, o índice Ibovespa apenas reflete as empresas mais negociadas da B3, montando uma suposta carteira teórica que incluiria as ações dessas companhias. Com base nisso, os ETFs baseados no Ibovespa irão compor sua carteira de acordo com o índice.

No entanto, as empresas podem alterar sua posição, o que faz com que a carteira teórica mude sua composição. Assim, os fundos devem se atentar para essas modificações, para replicar o índice da forma mais precisa possível.

Taxas e custos

Além disso, para entender o que são ETFs, também vale a pena conhecer outros detalhes desse ativo, como suas taxas.

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Ele costuma apresentar uma taxa de administração, por ser um fundo controlado por uma gestora especializada. No entanto, a porcentagem pode mudar de acordo com o ETF e com a empresa que o administra.

Enquanto isso, os ETFs possuem uma gestão passiva. Isso significa que o gestor não busca ter uma rentabilidade maior do que a do índice, mas sim apenas acompanhar e garantir uma performance semelhante.

Ainda, outra característica do ETF são seus custos de investimento, que podem ser mais acessíveis do que aplicar diretamente em ações. Muitas corretoras não cobram corretagem para esses fundos, mas podem cobrar para ações e outros ativos. Por isso, consulte sua corretora antes de investir.

Rentabilidade

Muitos usuários podem querer saber o que são ETFs por conta da rentabilidade que esses ativos apresentam.

Em um primeiro momento, o fundo de índice busca manter seu desempenho próximo ao indicador. Para isso, existe um robô que controla a cotação para que não se eleve ou diminua muito além do seu índice de referência.

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Esse comportamento pode tornar a rentabilidade menos interessante do que outros investimentos, ao passo que também não replica inteiramente os rendimentos das empresas, já que ETFs brasileiro não repassam dividendos aos investidores. Nesse caso, investir diretamente em ações poderia proporcionar uma rentabilidade mais elevada.

Entretanto, os ETFs podem representar uma fácil diversificação de investimentos, já que seu risco fica diluído entre os ativos que compõem sua carteira.

Quais os ETFs listados na B3 

Depois de saber mais sobre o que são ETFs, muitos investidores brasileiros podem se interessar por esses ativos e podem acessá-los na B3.

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Recentemente, a bolsa de valores brasileira adicionou uma série de fundos de índice em seu catálogo, oferecendo mais variedade para pessoas que se interessam por este ativo.

Os ETFs listados na B3, atualmente, se dividem em duas categorias: renda variável e renda fixa.

ETFs de renda variável

A princípio, investidores que buscam saber o que são ETFs acabam conhecendo os fundos de renda variável primeiro, pois são os mais populares da B3.

Também chamados de ETFs de Ações, trata-se de fundos negociados com cestas de ações, como o nome indica, replicando um determinado índice de referência reconhecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É o caso dos fundos associados ao índice Ibovespa, por exemplo, que relaciona a carteira com papéis das empresas mais valorizadas da bolsa brasileira.

Até o momento, a B3 conta com 38 ETFs de renda variável, sendo eles:

  • BBOV11;
  • BBSD11;
  • ESGB11;
  • XBOV11;
  • BOVB11;
  • HASH11;
  • SMAL11;
  • BOVA11;
  • BRAX11;
  • ECOO11;
  • IVVB11;
  • BOVV11;
  • DIVO11;
  • FIND11;
  • GOVE11;
  • MATB11;
  • ISUS11;
  • HTEK11;
  • DNAI11;
  • MILL11;
  • TECK11;
  • PIBB11;
  • REVE11;
  • SHOT11;
  • SPXI11;
  • SMAC11;
  • QBTC11;
  • SAET11;
  • BOVX11;
  • XFIX11;
  • GOLD11;
  • ACWI11;
  • ASIA11;
  • XINA11;
  • EURP11;
  • EMEG11;
  • NASD11;
  • XMAL11.

ETFs de renda fixa

Enquanto isso, a B3 também lista alguns ETFs de renda fixa, que são fundos negociados com base em índices de renda fixa. Geralmente, elas são compostas por títulos públicos ou privados, replicando suas variações e rentabilidade.

No entanto, a bolsa brasileira possui apenas 7 títulos disponíveis por enquanto:

  • IMBB11;
  • B5MB11;
  • IMAB11;
  • B5P211;
  • IB5M11;
  • IRFM11;
  • FIXA11.

ETFs pagam dividendos?

Esta é a dúvida de muitos investidores que procuram saber o que são ETFs e como eles funcionam.

A resposta é sim e não! Os ETFs podem pagar dividendos, mas de maneira indireta. Afinal, os dividendos são uma parte importante das aplicações, pois possibilitam o ganho de mais rendimentos de acordo com a distribuição dos lucros de cada empresa.

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No entanto, embora o investidor possa obter esse ganho, ele não acontece de forma direta. Isso porque, quando uma ação que faz parte de um fundo de índice faz o pagamento de dividendos entre seus sócios e acionistas, o valor é incorporado automaticamente ao patrimônio do ETF.

Funciona como um reinvestimento, que possibilita o aumento do valor aplicado e, consequentemente, mais rentabilidade no futuro.

Nesse caso, quem realiza investimentos em ETFs não consegue sacar somente os dividendos distribuídos, apenas o valor completo da aplicação. Dessa forma, o investidor pode ter acesso à parte do lucro, mas somente ao retirar todo o recurso das suas cotas.

Como investir em ETF?

Um dos diferenciais do ETF é sua facilidade de investimento, que pode ser feita em apenas algumas etapas simples. Então, se você se interessa por esse ativo, confira o passo para saber como realizar uma aplicação:

1. Tenha uma conta em uma corretora

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Antes de mais nada, é fundamental ter uma conta ativa em uma corretora, banco ou instituição financeira credenciada. Isso é necessário porque apenas essas administradoras disponibilizam as plataformas necessárias para transações na bolsa de valores.

Dessa forma, o primeiro passo é abrir uma conta em uma instituição de sua preferência. Inclusive, existem diversas opções de corretoras para iniciantes.

Além disso, o processo é simples e rápido, podendo ser finalizado até no mesmo dia. Basta separar os devidos documentos e seguir as instruções de cada companhia para confirmar seu cadastro e se tornar apto a investir em ETFs.

Enquanto isso, se você já possuir uma conta específica em corretoras, o investimento se torna ainda mais rápido e simples.

2. Encontre o ETF desejado

Depois de entender o que são ETFs e abrir uma conta para investir, o próximo passo é escolher o fundo desejado.

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Existe uma grande variedade de ativos no catálogo da B3, cada um com suas próprias características e vantagens. Por isso, é importante que o investidor avalie qual fundo combina mais com seu perfil, para poder realizar o investimento com mais convicção.

Depois de escolher o seu ETF, é necessário localizá-lo no home broker, uma plataforma de acesso que permite transações com ações, seja direta ou indiretamente, pelo dispositivo do próprio investidor.

O fundo pode ser localizado por seu código de identificação, que acompanha quatro letras e o número 11.

Em seguida, basta seguir para a finalização da compra.

3. Confirme todos os detalhes

Para investir em ETFs, é importante confirmar alguns detalhes que podem fazer a diferença na aplicação. Por exemplo, existem diversos fundos atrelados a um mesmo índice, como o BOVA11 e o BOVV11, e é fundamental confirmar os detalhes de cada aplicação, para garantir que selecionou o ativo correto.

No entanto, são apenas alguns componentes pontuais, e basta uma rápida confirmação para que o investidor possa seguir com a operação tendo mais segurança.

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Por fim, o home broker permite finalizar a compra das cotas, e o ETF já estará disponível para administração na plataforma individual do investidor.

Como investir no exterior com ETFs?

Para investidores que estão conhecendo o que são ETFs agora, uma das principais facilidades que essa aplicação traz é o investimento no exterior.

Antes, adquirir papéis estrangeiros era um processo burocrático e complicado. No entanto, os fundos de índice democratizaram os investimentos no exterior, tornando-os mais acessíveis para interessados brasileiros. Dessa forma, é possível aplicar recursos e adquirir ações de empresas internacionais com a mesma facilidade de empresas nacionais, inclusive por meio do mesmo passo a passo.

Essa praticidade expande as oportunidades para os investidores do Brasil, que podem diversificar a carteira também com ações de outras empresas fora do país.

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Atualmente, alguns dos ETFs do exterior mais populares são:

NASD11

O NASD11 é um dos fundos de índice internacionais mais populares do catálogo da B3, sendo o primeiro ETF do exterior a ser comercializado na bolsa.

Trata-se de um fundo focado nas cem maiores empresas não financeiras da bolsa de valores americana Nasdaq. Seu índice de referência acompanha as cem companhias com as melhores colocações, de setores que incluem varejo, tecnologia e assistência médica, principalmente.

Além disso, alguns dos principais nomes que compõem esse índice incluem:

  • Apple;
  • Microsoft;
  • Tesla;
  • Netflix;
  • Amazon.

IVVB11

Enquanto isso, o ETF IVVB11 também é uma maneira de investir no exterior com mais facilidade.

Esse fundo replica o Índice S&P 500, que avalia as 500 melhores empresas das bolsas de valores dos Estados Unidos, incluindo a NYSE, sigla da bolsa de Nova York.

Assim, esse fundo atua de maneira semelhante ao NASD11, por exemplo, utilizando uma série de critérios para compor sua carteira com as empresas mais bem-negociadas do mercado. Dessa forma, ele considera elementos como liquidez, tamanho e setor, criando uma carteira teórica de alta valorização.

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SPXI11

Também vale a pena mencionar o SPXI11 entre os ETFs que facilitam o investimento no exterior.

Assim como o IVVB11, ele replica o Índice S&P 500, mas com a diferença que também inclui em seus critérios as empresas com maior distribuição de dividendos.

Com isso, os investidores podem avaliar outros componentes ao decidir qual fundo combina mais com seu perfil, a partir de outros rendimentos. Além disso, um índice que avalia as melhores distribuições também ajuda a indicar as movimentações do cenário econômico, como quais as empresas que mais lucraram durante o período.

EURP11

Da mesma maneira, o EURP11 facilita o investimento em empresas europeias, por meio do índice MSCI Europe, que engloba companhias de média e alta capitalização de mercado.

São mais de 1000 empresas dos principais países europeus, avaliadas também por sua valorização, tamanho e liquidez, entre outros critérios. Nesse caso, investidores que buscam saber o que são ETFs também podem conhecer as variações de outros continentes, e aplicar recursos em empresas internacionais com muito mais praticidade.

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ASIA11

Outro ETF popular para investimentos no exterior é o ASIA11. Como seu código de identificação aponta, o fundo contém algumas das melhores empresas do continente asiático. Este foi um dos fundos mais recentes a estrear na B3, em junho de 2021, trazendo companhias asiáticas pela primeira vez ao mercado brasileiro.

Nomes como Samsung e Alibaba são apenas algumas das empresas que compõem a carteira.

Além disso, o ASIA11 não apenas facilita o investimento no exterior com ETFs, como também permite que interessados no setor de tecnologia possam compor uma carteira com empresas de inovação bem avaliadas. Com 40% de exposição à esse mercado, o ETF também amplia o acesso dos investidores a novos fundos, com preços acessíveis e praticidade na aplicação.

XINA11

Para interessados em investir no mercado chinês, o ETF XINA11 também é uma alternativa disponível na B3. Antes, parecia inviável ter aplicações em empresas chinesas, mas os ETFs possibilitaram essa opção.

São mais de 700 empresas avaliadas para compor a carteira teórica, avaliada em mais de $2 trilhões de dólares em capitalização.

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Além de ser um mercado emergente e com grande potencial, esse ETF também permite que o investidor aplique recursos no exterior para além das companhias norte-americanas.

TECK11

Para investidores que desejam saber o que são ETFs e se interessam pelo mercado de tecnologia, alternativas como o TECK11 permitem aplicações no exterior justamente nessa área.

O fundo é formado pelas dez maiores empresas big techs do mundo, como Netflix, Facebook e Google. Ou seja, trata-se de um ETF voltado especificamente para grandes companhias de tecnologia, e que facilita o acesso às suas ações.

ACWI11

Por fim, para investir no exterior com ETF, também é fundamental conhecer o ACWI11.

Esse fundo replica o índice MSCI ACWI, que reflete a performance de empresas de médio e grande porte em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes. Basicamente, esse ETF engloba empresas de todo o mundo, e não apenas um país ou um continente.

Essa facilidade se tornou possível graças aos fundos de índice, que possibilitam o acesso às empresas globais em qualquer plataforma, com muito mais segurança e facilidade.

Quais os principais ETFs da bolsa brasileira?

Para saber o que são ETFs e entender esses ativos de maneira completa, é fundamental conhecer os principais fundos da bolsa brasileira, a B3. Nesse caso, trata-se de alguns dos ETFs mais populares, com maior número de cotas e movimentações.

ÍndiceSetor
BOVA11IbovespaEmpresas nacionais
IVVB11Índice S&P 500Empresas norte-americanas
NASD11Nasdaq-100Empresas norte-americanas
SPXI11 Índice S&P 500Empresas norte-americanas
XINA11MSCI ChinaEmpresas chinesas
SMAL11 Índice Small CapEmpresas de pequena capitalização
ECOO11Índice Carbono EficienteEmpresas com responsabilidade ecológica
DIVO11Índice DividendosMelhores pagadoras de dividendos
HASH11Nasdaq Crypto Index (NCI)Criptoativos
QBTC11CME CF Bitcoin Reference RateBitcoin
GOLD11iShares Gold TrustOuro

Índice Ibovespa

O índice Ibovespa é o principal da B3. Esse índice não pode ser comprado, pois é apenas uma carteira teórica. Por isso, o catálogo da bolsa possui diversos ETFs que replicam esse indicador.

Entre os principais, se destaca o BOVA11, que reúne um fundo com as principais empresas do mercado nacional. Dessa forma, o investidor pode ter acesso aos papéis das companhias mais bem valorizadas, além de diversificar a carteira com ações nacionais.

Internacionais

Enquanto isso, como mencionado, existe a possibilidade de investir no exterior com ETFs, e alguns dos principais da B3 são desse setor, incluindo:

  • IVVB11;
  • NASD11;
  • SPXI11;
  • XINA11;

Nesse caso, trata-se dos fundos mais procurados pelos investidores, e que registram o maior número de movimentações e cotas adquiridas.

Inovação

Entre os principais ETFs da B3, se destacam alguns fundos diferenciados, que não utilizam como critério apenas o maior número de ações vendidas, por exemplo.

Vários desses ETFs estrearam há poucos meses, mas já são bastante populares na bolsa brasileira, como:

  • SMAL11: ETF que replica o índice de empresas com pequena capitalização;
  • ECOO11: ETF que avalia as empresas com os melhores índices de emissão de carbono eficiente, ou seja, possuem responsabilidade ecológica;
  • DIVO11: ETF das empresas que mais pagam dividendos;
  • HASH11: ETF de criptoativos;
  • QBTC11: ETF focado em Bitcoin;
  • GOLD11: ETF que acompanha o preço do ouro.

Assim, o investidor tem a oportunidade de investir em outros fundos, além das empresas com melhores posições nas bolsas de valores.

Quais os riscos de investir em ETFs?

Como todo investimento, os fundos de índice também podem apresentar riscos, e é importante conhecer alguns deles para saber o que são ETFs de verdade. Por isso, confira alguns dos principais pontos desse tipo de fundo:

Volatilidade

Uma vez que fundos de índice replicam carteiras de ativos de renda variável, eles também estão sujeitos às oscilações de mercado sofridas por esses ativos.

Mesmo assim, por serem fundos bem diversificados, os ETFs têm a vantagem de ser mais estáveis do que uma carteira composta por apenas algumas poucas ações, por exemplo.

Pouca autonomia

Ao comprar um fundo de índice, o investidor adquire um pacote de ativos que não pode ser alterado por sua vontade, já que ele segue uma carteira pré-estabelecida. Por isso, dentro de um ETF podem existir empresas boas e ruins, já que elas apenas atendem a critérios específicos (por exemplo, quantidade de negociações), o que não garante sua qualidade.

Essas carteiras são alteradas de tempos em tempos, pois os ativos podem mudar suas características e não mais se encaixar nos critérios, enquanto outros podem passar a compor o fundo. De qualquer forma, o investidor não tem qualquer poder de decisão sobre isso, diferentemente do que aconteceria caso escolhesse os ativos individualmente.

Dependência

Ainda, um dos riscos apontados em ETFs é a dependência entre as empresas para compor o fundo. O que acontece é que, em geral, elas têm pesos diferentes dentro de um mesmo índice. Por isso, caso a empresa de maior peso sofra uma forte desvalorização, todo o fundo é prejudicado.

Esse é o caso, por exemplo, no ETF HASH11, que, apesar de ser composto por várias criptomoedas, a que tem mais peso é o Bitcoin. Então, quando a moeda tem uma queda na sua cotação, o impacto no fundo é bastante considerável.

Tributação em ETF

Para conhecer o que são ETFs, também é essencial se atentar para a tributação que esses fundos podem apresentar.

Além das taxas de administração, existe a incidência de impostos apenas nas movimentações que geram lucro para o investidor. Nesse caso, a porcentagem de tributação é de 15%, via DARF, apenas para operações de venda, que, no caso, podem proporcionar lucro.

Além disso, a tributação também ocorre apenas sobre o ganho de capital, e não sobre toda a aplicação. Então, ao vender cotas de um ETF, o investidor deve apurar seu lucro e calcular 15% desse valor para pagamento até o fim do mês subsequente.

Como declarar ETF no imposto de renda 

Outro ponto fundamental no investimento em ETFs é a declaração no Imposto de Renda, que pode preocupar alguns investidores. Entretanto, o procedimento com fundos de índices também é simples, e pode ser feito da mesma forma que fundos de investimento Imobiliário.

Ambos devem ser incluídos na ficha de Bens e Direitos, com o código 74. É necessário abrir um item diferente para cada ETF, e informar todos os saldos correspondentes. Como o ETF é um ativo negociado em bolsa de valores, sua declaração é obrigatória.

Os rendimentos ganhos após a venda das cotas, por sua vez, precisam ser informados na ficha Renda Variável, em operações comuns de ações. Lembrando que não há isenção, como acontece com as ações.

Conclusão: vale a pena investir em ETF?

Se você procura alternativas para diversificar sua carteira de aplicações, ou quer investir em ações de forma mais simples, vale a pena aprender o que são ETFs e investir nesses ativos.

Esses fundos permitem que todos os tipos de investidores possam atuar no mercado de ações, mesmo iniciantes, ou pessoas com um perfil mais moderado. Além da facilidade e da acessibilidade que esses fundos proporcionam, também existe uma grande variedade de ETFs disponíveis na B3, o que oferece ainda mais oportunidades para o investidor.

Diversos especialistas apontam a importância de ter uma carteira de investimentos diversificada, e os ETFs podem ser uma boa opção para isso.

Assim, vale a pena conhecer mais sobre eles e considerá-los como sua próxima aplicação. Com diversas opções e cestas variadas, os fundos de índice podem ser vantajosos para seu perfil, e proporcionar rendimentos com mais segurança, variedade e praticidade.

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