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Entrada de empresas na bolsa em 2020 é mais que o dobro do ano anterior

Heloísa Vasconcelos
Heloísa Vasconcelos
empresário com celular e notebook, representando entrada de empresas na bolsa

Entrada de empresas na bolsa é motivada, entre outras coisas, pela taxa básica de juros baixa. No ano passado, apenas 5 empresas abriram oferta de IPO.

A entrada de empresas na bolsa em 2020 já é maior que o número registrado em 2019. Até setembro, 12 empresas entraram na bolsa de valores brasileira, a B3. No ano passado inteiro, apenas 5 empresas abriram oferta de IPO.

Além das empresas que já entraram na B3, há ainda mais 41 companhias que esperam análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para se lançarem no mercado.

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Para o especialista em investimentos e sócio da BRA, um dos maiores escritórios de renda variável credenciado da XP, João Beck, um dos fatores que influencia a maior entrada é a baixa taxa básica de juros, que está em 2% ao ano.

Alta entrada de empresas na bolsa em 2020

João Beck também aponta como um dos fatores motivadores para a maior entrada de empresas na B3 uma nova forma de captação de dinheiro que antes só seria possível por meio de bancos privados ou do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS).

“Grandes empresas sempre recorreram a bancos privados e ao BNDES. Desde a mudança de governo e com recursos escassos por parte do governo, o BNDES saiu um pouco de campo. A taxa baixa de poupança, fonte de captação dos bancos, também fez com que linhas de créditos dessas instituições não fossem tão vantajosas. Nesse cenário, o mercado surge como alternativa saudável. Um IPO é uma forma de financiamento que se busca através da Bolsa de Valores e de todos investidores participantes”, explica.

Cenário incerto

Apesar da alta nas empresas abrindo IPO, o cenário atual é incerto. Isso porque, com a reabertura do comércio, alguns estímulos dados na pandemia serão retirados. 

A saída da quarentena e a necessidade de fazer a economia girar é um fator de risco adicional. Tanto é que, nos últimos dias, empresas como a Compass Gás e Energia, da Cosan, a BR Partners e a Caixa Seguridade deixaram de fazer IPOs.

“Como o número de empresas entrantes na bolsa subiu demais, é natural que o mercado não tenha tanto apetite para tanta oferta ao mesmo tempo. Algumas empresas muito boas acabaram sendo deixadas de lado por competir com outras ofertas que ocorrem na mesma semana, às vezes até no mesmo dia”, analisa.

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