Economia com reforma administrativa deve gerar cerca de R$300 bilhões em cortes de gastos. É o que afirmou o ministro Paulo Guedes, responsável pela pasta da Economia, em um evento do Instituto de Direito Público nesta quarta-feira, 9.

Segundo ele, o valor seria alcançado ao longo de 10 anos como efeito das ações da reforma.

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Saiba mais sobre a fala de Guedes, assim como andamento da reforma em matéria com informações da Agência Brasil.

Economia com reforma administrativa depende de alguns fatores

Ainda de acordo com o ministro, a estimativa considera a reforma da maneira que foi enviada ao Congresso Nacional.

Previsão também considera as taxas de reposição de servidores que se aposentam de 60% ou 70%, caso a reforma passe por um avanço sem alterações. Parlamentares ainda podem mudar aspectos no texto, que está em trâmite.

A redução de salário de entrada no serviço público também foi levada em consideração.

Entenda os principais pontos da proposta

Conforme já havíamos noticiado, a proposta foi enviada no último dia 3 e tinha como destaques os principais pontos:

  • Proibição de mais de trinta dias de férias por ano;
  • Veto de promoções, assim como progressões feitas exclusivamente por tempo de serviço;
  • Proibição de redução de jornada sem redução da remuneração;
  • Veto da aposentadoria compulsória como modalidade de punição;
  • Veto da incorporação de cargos em comissão ou funções de confiança à remuneração permanente.

Uma discussão que gera debates é a redução de carreiras com estabilidade. O projeto prevê separar os servidores em três grupos distintos. Haveria os com estabilidade, sem estabilidade (mas sem prazo determinado de contratação) e aqueles que foram contratados por um prazo específico.

Agora, para ter a PEC aprovada, o governo precisa negociar votos tanto no Senado, quanto na Câmara.

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