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Economia colaborativa: o conceito que está revolucionando o consumo no Brasil

Victor Leitão
Victor Leitão
Imagem de várias mãos juntas, representando a união da economia colaborativa
O consumo colaborativo é a circulação contínua de produtos e serviços entre os indivíduos através do compartilhamento, troca, negociação, aluguel, empréstimo ou doação, promovendo o acesso à propriedade e reduzindo o desperdício.

Artigo originalmente publicado em blog.mobills.com.br. Conteúdos e comentários foram integralmente mantidos.

Economia colaborativa: o conceito que está revolucionando o consumo no Brasil

 

Talvez você já tenha ouvido falar dos termos “Economia colaborativa”, “Economia compartilhada” ou  “Consumo colaborativo”, uma forte tendência dos últimos anos e que está alterando bastante o mercado.

Essa iniciativa muito interessante surgiu na Europa e já se espalhou para quase todas as partes do mundo, até porque é uma ótima maneira de poupar dinheiro.

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Quer entender melhor este tema? Leia o artigo até o final!

O que é economia colaborativa?

O conceito em si é bastante simples.

Basicamente, é a forma de mercado em que os consumidores são capazes de obter o que precisam um do outro ao invés de sempre recorrer a grandes organizações.

Isso inclui bens materiais, como brinquedos e roupas, mas também funciona para serviços, como o trabalho de designer ou de algum outro freelancer por exemplo.

E o consumo colaborativo?

Falando de outro modo, o consumo colaborativo é um fenômeno em que os participantes compartilham o acesso a produtos ou serviços, em vez de terem propriedade individual.

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O fenômeno decorre de um crescente desejo dos consumidores de controlar o seu consumo em detrimento de continuar sendo “vítima passiva” do hiper consumo, da mídia e do capitalismo.

Ou seja, é um mercado onde os consumidores dependem um do outro e não mais necessariamente de grandes empresas para atender às suas necessidades.

A economia colaborativa consiste em dar, trocar, emprestar, negociar, alugar e compartilhar produtos e serviços por uma taxa, entre um indivíduo que tem algo e um outro indivíduo que precisa daquilo.

Nesse sentido, as grandes empresas atuam como intermediários para facilitar a capacidade dos consumidores de confiar uns nos outros.

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Por exemplo:

  • através da Uber, indivíduos com carros podem fornecer corridas a outras pessoas que desejam uma alternativa barata ao serviço de táxi;
  • por meio de sites como o OLX, os indivíduos compram produtos usados;
  • e, com o Airbnb, podem até alugar casas.

Comunidades

A economia colaborativa é definida como iniciativas baseadas em redes horizontais e participação ativa de uma comunidade.

Ela é construída sobre poder distribuído e confiança dentro das comunidades em oposição às instituições centralizadas, eliminando as linhas entre produtor e consumidor.

Assim, as comunidades se encontram e interagem em redes on-line e plataformas sociais, bem como em espaços compartilhados, como os espaços de coworking.

Resumindo:

O consumo colaborativo é a circulação contínua de produtos e serviços entre os indivíduos através do compartilhamento, troca, negociação, aluguel, empréstimo ou doação, promovendo o acesso à propriedade e reduzindo o desperdício.

Onde surgiu a economia colaborativa?

Pessoa sentada e um smartphone e um caderno sobre a mesa

A economia colaborativa, às vezes chamada de economia compartilhada, abrange uma grande variedade de setores.

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Esse movimento começou emergindo rapidamente em toda a Europa.

Muitas pessoas na União Europeia já usaram, ou estão cientes de serviços de economia colaborativa, que vão desde o compartilhamento de casas e caronas até serviços domésticos.

A economia colaborativa oferece novas oportunidades para os cidadãos e empresários inovadores.

Mas também criou tensões entre os novos prestadores de serviços e os operadores do mercado já existentes, um exemplo disso foi a rivalidade entre motoristas do Uber e Taxistas.

A Comissão Europeia está a analisar como podemos encorajar o desenvolvimento de serviços novos e inovadores, assegurando proteção social e de consumo adequada.

Porém, esse tipo de serviço já ganhou o mundo e chegou com força ao Brasil.

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Como a economia colaborativa afeta a nossa economia?

O principio do capitalismo é acumular a maior quantidade possível de riqueza. A indústria, o mercado e tudo que os envolve colaboram com isso.

O Marketing é especialmente feito para nos criar desejos, coisas que nem precisávamos, mas agora precisamos.

Os produtos são feitos para que sua durabilidade seja reduzida, modelos novos de eletrônicos são lançados todos os anos, tornando nossos produtos obsoletos rapidamente.

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As empresas lucram quando compramos mais, a economia gira quando compramos mais.

Vamos pensar no Uber, Cabify, ou 99, serviços que facilitam nossa locomoção. Se as pessoas não precisam mais ter seus próprios carros para se locomover, como fica a indústria?

O faturamento cai, o desemprego aumenta, leis são criadas para frear esse movimento, empresas tradicionais se revoltam com a concorrência.

Não é isso que temos acompanhado ultimamente?

A economia compartilhada nos traz um novo jeito de consumir focado no usufruir, substituindo a necessidade da posse do produto.

Aproveite e confira: Você não precisa de tudo: aprenda a diferença entre necessidade e desejo!

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Uma economia movida à confiança

A economia compartilhada depende da vontade dos consumidores. No entanto, para fazer uma troca, eles devem ser confiáveis ​​e confiar uns nos outros.

O compartilhamento diz que eles estão empenhados em construir e validar relacionamentos ​​entre os membros de sua comunidade, incluindo produtores, fornecedores, clientes ou participantes.

Além de confiar nos outros, os usuários de uma plataforma de Economia Compartilhada também precisam confiar na própria plataforma, bem como no produto em questão.

A comunidade precisa ser forte e unida.

Valor não utilizado é valor desperdiçado

Foto de um escritório com várias pessoas trabalhando

O valor não utilizado se refere ao tempo em que os produtos, serviços e talentos ficam ociosos.

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Esse tempo ocioso é o valor desperdiçado que os modelos de negócios e organizações baseados no compartilhamento podem utilizar.

O exemplo clássico é o carro que não é usado em 90% do tempo.

Esse valor desperdiçado pode ser um recurso significativo, e, portanto, uma oportunidade para compartilhar soluções.

Muitas pessoas têm capacidade não utilizada no decorrer do dia.

Com as redes sociais e a tecnologia da informação, essas pessoas podem doar pequenos períodos de tempo para cuidar de tarefas simples que outros precisam.

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Comércio como ferramenta social

A noção de que o comércio é facilitado pelas redes sociais contribuiu para o surgimento da economia colaborativa.

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O envolvimento das redes sociais incentiva e promove a economia de compartilhamento e o comércio social porque não só incentiva as pessoas a comprarem produtos similares e tentarem coisas semelhantes, mas também as instiga a buscarem ofertas sobre esses produtos similares.

Você já deve ter ouvido falar de grupos de compras ou compras coletivas. Esse tipo de oferta se proliferou muito nos últimos anos.

A causa disso? O sentimento de participação.

As pessoas são movidas pela economia, mas também são movidas pelo desejo de fazer parte de algo.

Maiores plataformas exemplos de economia colaborativa

Pessoa apontando para um notebook

Aposto que você já usou algum serviço de economia compartilhada, mas talvez não te venha em mente no momento.

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Vou citar alguns dos principais serviços nesse tópico.

Airbnb – Aluguel de Residências

O Airbnb permite aos indivíduos alugar o todo ou parte de sua própria casa, como uma forma de acomodação extra.

O site fornece uma plataforma de busca e reservas entre a pessoa que oferece a acomodação e o turista que busca pela locação.

Abrange mais de 500 mil anúncios em mais de 35.000 cidades e 192 países.

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Uber – Serviço de caronas compartilhadas

A Uber é uma empresa multinacional americana prestadora de serviços eletrônicos na área do transporte privado urbano.

Através de um aplicativo de transporte que permite a busca por motoristas baseada na localização, em inglês e-hailing, oferece um serviço semelhante ao táxi tradicional, conhecido popularmente como serviços de “carona remunerada”.

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DogHero – Serviço para cuidados com pets

DogHero é uma empresa brasileira que opera uma plataforma online que conecta donos de cachorros a pessoas que oferecem serviço de hospedagem ou passeios (dog walker) aos cães.

Criada em 2014, a startup atua em dois países: Brasil e Argentina.

A rede de anfitriões é formada por 15.000 pessoas espalhadas por mais de 600 cidades brasileiras e 20 argentinas.

Financiamento Coletivo – Crowdfunding

Financiamento coletivo consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral, pessoas físicas interessadas na iniciativa.

O termo é muitas vezes usado para descrever especificamente ações na Internet com o objetivo de arrecadar dinheiro para artistas, jornalismo cidadão, pequenos negócios e empresas emergentes, campanhas políticas, iniciativas de software livre, filantropia e ajuda a regiões atingidas por desastres, entre outros.

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Empréstimos em grupo – Crediamigo

Você já deve ter ouvido falar da modalidade de empréstimos financeiros em grupo, que consiste em uma maior segurança de pagamento para quem está gerando o crédito e mais facilidade para aqueles que querem se unir para conseguir o empréstimo.

O grupo solidário consiste na união voluntária e espontânea de pessoas interessadas em obter o crédito, assumindo a responsabilidade conjunta no pagamento das prestações.

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Espaço de trabalho colaborativo – Coworking

Coworking, ou co-working, ou cotrabalho, é um modelo de trabalho que se baseia no compartilhamento de espaço e recursos de escritório, reunindo pessoas que trabalham não necessariamente para a mesma empresa ou na mesma área de atuação.

Podendo, inclusive, reunir entre os seus usuários os profissionais liberais, empreendedores e usuários independentes.

É uma maneira utilizada por muitos profissionais autônomos para solucionar o problema de isolamento do modelo de trabalho conhecido como home office.

Além disso, é um ótima alternativa para aumentar sua produtividade e fazer novos contatos de negócios através do networking.

Pessoas e empresas usuárias de coworking também utilizam este modelo de trabalho para estabelecer relacionamentos de negócios onde oferecem e/ou contratam serviços mutuamente.

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Alguns destes relacionamentos também visam favorecer o surgimento e amadurecimento de ideias e projetos em grupo.

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CouchSurfing – Serviço de Hospedagem gratuita

O Projeto CouchSurfing (CS) é um serviço de hospitalidade com base na Internet.

Em 2012 atingiu a marca de 1 milhão de membros em mais 180 países e territórios.

Os membros usam o site, para coordenar as acomodações.

São disponibilizadas numerosas funcionalidades como perfis pessoais ou coletivos detalhados.

Usa um sistema opcional de verificação de identidade por cartão de crédito, um sistema de certificação pessoal e sistema de referências pessoais para aumentar a segurança e a confiança entre membros.

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Ademais, existem muito mais funcionalidades à disposição dos membros como grupos de discussão, reuniões e encontros, salas de conversa e muito mais.

Wikipédia

A Wikipédia é um projeto de enciclopédia colaborativa, universal e multilíngue estabelecido na internet sob o princípio wiki.

Tem como propósito fornecer um conteúdo livre, objetivo e verificável​​, que todos possam editar e melhorar.

Benefícios da economia compartilhada

Os benefícios da economia colaborativa incluem:

  • reduzir os impactos ambientais negativos, através da diminuição da produção de bens.
  • fortalecimento das comunidades.
  • redução dos custos do consumidor mediante empréstimos e reciclagem de itens.
  • fornecer para as pessoas acesso a bens que não podem comprar.
  • maior qualidade de serviço através de sistemas de classificação fornecidos por empresas envolvidas na economia compartilhada.
  • maior flexibilidade de horas de trabalho e salários para contratados independentes da economia compartilhada.

Relação com o desemprego

Por outro lado, a economia compartilhada conseguiu ganhar espaço por causa de um mercado de trabalho deprimido, em que muitas pessoas estão tentando preencher os seus ganhos ao monetizar suas coisas e seu trabalho de maneiras criativas.

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E, em muitos casos, as pessoas se juntam à economia compartilhada porque perderam recentemente um emprego em tempo integral.

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Compartilhar sim, centralizar não

Homem não entendendo algo que viu no notebook

O alicerce da economia colaborativa são empresas e projetos que surgiram a partir de variações do compartilhamento pessoa-para-pessoa, o chamado consumo colaborativo.

Carros, alimentos, serviços, moradia, informação, tecnologia, entre outros, podem ser compartilhados.

Agregar valor gera retorno.

Desse modo, esse conceito tem se provado um movimento duradouro, abrangente e revolucionário.

Grandes corporações já passaram a adotar estratégias baseadas no compartilhamento em seus principais negócios.

No geral, a economia colaborativa, é uma boa mudança chegando ao mercado. Ela tem tudo para ganhar ainda mais espaço e fortalecer o consumo social.

Você já deve saber, também, que, se consumiu, deve registrar suas despesas. Até porque, quem não controla as finanças, normalmente tem problemas financeiros.

Contudo, você não precisa passar por isso, comece a utilizar um app de controle financeiro hoje mesmo e consuma com consciência.

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