A expectativa de retração da economia em 2020 era de 5,3%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, em revisão dos dados, a projeção agora passou para uma queda de 9,1%. 

No dia 22 de junho, o Boletim Focus, do Banco Central, havia destacado uma redução de 6,5%. O FMI fez uma previsão ainda mais negativa. Os motivos para esse cenário não foram detalhados.

Segundo o relatório, a entidade apenas destacou haver desafios para o controle da pandemia em alguns países da América Latina. “Na América Latina, onde a maioria dos países ainda luta para conter as infecções, as duas maiores economias, Brasil e México, devem contrair 9,1% e 10,5%, respectivamente, em 2020”, destacou a nota.

Em entrevista coletiva, a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, relatou que os fatores que interferiram para a piora dos resultados foram:

  • o crescimento dos casos de COVID-19;
  • as dificuldades de conter o número de casos da pandemia;
  • a redução maior do que a esperada para a economia mundial.

Apesar disso, a economista-chefe relatou que as previsões são bastante incertas, até devido à possibilidade de uma segunda onda de COVID-19 no mundo. Muitos países, inclusive, iniciaram a reabertura e tiveram que retornar ao confinamento com o surgimento de novos casos. O FMI ainda destacou que 75% das nações atingidas pelo novo coronavírus começaram esse processo.

Expectativas para 2021

Apesar do resultado negativo em 2020, a boa notícia é que o FMI aumentou o potencial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021. Antes, a projeção era de 2,9%. Agora ficou em 3,6%.

Além disso, segundo as projeções para 2020, o Brasil ficou na 7ª posição dos países com mais perdas no PIB. Nas seis primeiras colocações, ficaram:

  • Itália e Espanha, com retração de 12,8% cada;
  • França, com 12,5% de queda;
  • México, com redução de 10,5%;
  • Reino Unido, com diminuição de 10,2%;
  • Argentina, com um recuo de 9,9%.

Para 2021, o resultado é melhor, mas o País ainda fica em uma colocação ruim, quando comparado a outras nações. O FMI destaca que “para as economias que ainda lutam para controlar as taxas de infecção, a necessidade de continuar com os bloqueios e o distanciamento social terá um custo adicional para as atividades”.