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Economia brasileira reage e cresce 7,5% no terceiro trimestre de 2020, aponta FGV

Rodrigo Salgado
Rodrigo Salgado
Agropecuária foi o grande destaque da economia brasileira deste ano.
A economia brasileira cresceu 7,5% no terceiro trimestre de 2020 na comparação com os três meses anteriores, mas caiu com relação a 2019.

A economia brasileira cresceu 7,5% no terceiro trimestre de 2020 na comparação com os três meses anteriores, aponta o Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ainda assim, está longe de recuperar os níveis de antes da pandemia.

O resultado compreende os meses de julho, agosto e setembro. Apesar de positivo, foi registrada uma queda de 4,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2019.

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Ainda de acordo com a FGV, o PIB brasileiro teve uma alta de 1,1% em setembro na comparação com agosto. Por outro lado, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve um recuo de 2,3%.

“O forte crescimento de 7,5% da economia brasileira no 3º trimestre, reverte, em parte, a forte retração de 9,7% registrada no 2º trimestre deste ano, em função da chegada da pandemia de Covid-19 ao Brasil, a partir de março”, disse o coordenador da pesquisa, Claudio Considera, em nota oficial.

“No entanto, este crescimento não é suficiente para recuperar o nível de atividade econômica que ainda se encontra 5% abaixo do observado no quarto trimestre do ano passado”, completa Claudio Considera. Ele ainda destaca que o setor de serviços é o que mais tem dificuldade de recuperação, mesmo com a flexibilização do isolamento.

Ainda que os serviços tenham crescido 5,5% no período, na visão de Considera, ainda está longe de ser suficiente. “A elevada incerteza quanto ao futuro da pandemia tem inibido a recuperação mais robusta do setor de serviços, que é a atividade mais relevante da economia brasileira”, concluiu o coordenador da pesquisa.

Outros indicadores

De acordo com a FGV, além dos serviços, quase todas as atividades da economia brasileira tiveram salto do segundo para o terceiro trimestre de 2020 – impulsionadas pelas medidas de flexibilização. A exceção foi a agropecuária, que retraiu 0,3% – e não foi um setor diretamente afetado pela Covid-19.

O grande destaque foi o comércio, que subiu 17,4% no terceiro trimestre – recuperando-se da queda de 13% registrada no segundo.

O consumo das famílias cresceu 9,9% nesse período. A indústria também teve alta: 13,4% na comparação com o segundo trimestre. Por outro lado, tanto as importações quanto as exportações caíram: 8,8% e 0,6%, respectivamente.

Economia brasileira de 2019 versus 2020

Na comparação com 2019, no entanto, os números não são nada animadores.

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, os investimentos (formação bruta de capital fixo) tiveram recuo de 2,2%. O consumo das famílias retraiu 5,1% – nos serviços, especificamente, a queda foi de 8,7%.

Em virtude da disparada do dólar e da alta da demanda mundial, as exportações apresentaram alta de 1,7%. Os destaques foram os produtos agropecuários (15,9%), da extrativa mineral (16%) e de bens de consumo (19,2%). Na outra ponta da tabela, as exportações de capital e de serviços registraram tombo de 37,1% e de 26,2%, respectivamente.

As importações também tiveram queda muito acentuada: 24,4%, na comparação com o mesmo trimestre de 2019. Com exceção da agropecuária, houve impacto em todos os setores, com destaque para bens intermediários (-17,6%) e serviços (-32,2%).

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