As transferências eletrônicas para outros bancos, conhecidas como DOC (Documento Ordem de Crédito) e TED (Transferência Eletrônica Disponível) são cada vez mais comuns. Elas facilitam muito o processo de envio de valores para instituições que não são aquela onde se tem a conta. Assim, caso eu, como correntista do Banco do Brasil, queira transferir dinheiro para alguém que tem conta no Bradesco, por exemplo, o DOC e a TED são as melhores opções.

Apesar de serem bastante práticas no cotidiano de quem lida com serviços bancários, essas transações tem um grande problema: os custos. Em média, cada solicitação de transferência tem tarifa de R$8. Esse valor pode ser ainda maior se você fizer a transação diretamente no guichê de atendimento em vez de usar caixas eletrônicos ou o internet banking.

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As transferências entre bancos não estão incluídas nos serviços essenciais gratuitos. Por isso, o cliente precisa ter um pacote de serviços que abrange esse tipo de transação ou pagar o valor unitário sempre que transferir valores para outra instituição. As cestas mais simples costumam ter apenas 1 DOC ou TED por mês.

Assim, se você costuma utilizar bastante o serviço de transferência via DOC ou TED, o custo total dessas transações pode pesar no bolso ao final de cada mês. A boa notícia é que existe um jeito simples para fugir dessas cobranças e realizar DOCs e TEDs ilimitadas sem taxas. A solução está nas contas digitais, criadas para quem utiliza somente os serviços por meios eletrônicos.

Ter uma conta digital é a melhor forma de ficar livre de cobrança nas transferência intrabancárias
Ter uma conta digital é a melhor forma de ficar livre de cobrança nas transferência intrabancárias

Como Não Pagar Taxas de DOC ou TED?

Primeiramente, sugerimos que você leia com atenção o artigo que escrevemos aqui no blog sobre as contas digitais gratuitas. Elas são oferecidas pelo Bradesco (DigiConta), Itaú (iConta) e Intermedium. O Banco do Brasil com o Pacote Digital está indisponível para novos clientes e a Conta Fácil não tem as mesmas características. A regulamentação que cria as contas digitais é de 2010, mas, segundo ela, os bancos não são obrigados a oferecer esse serviço.

A conta digital consiste num tipo de conta bancária totalmente gratuita para uso de serviços por meios eletrônicos. Ao contratar essa modalidade de conta, o cliente pode fazer qualquer tipo de solicitação pela internet, caixas eletrônicos e smartphones sem custos. O usuário só será tarifado caso precise ir a uma agência para solicitar serviços.

Usando a lógica, se posso fazer DOCs e TEDs usando apenas caixas eletrônicos e os serviços de atendimento pela internet, isso significa que o banco não poderá cobrar pelas transações na conta digital. Isso faz com que as transferências entre bancos se tornem isentas das tarifas comumente cobradas.

É importante ressaltar que essa gratuidade só se aplica a clientes que aderiram à conta digital. Para correntistas comuns, as transferências são cobradas, mesmo que a solicitação seja feita por canais de atendimento eletrônicos. Outra informação essencial é que pessoas jurídicas não podem abrir uma conta digital.

Quero Abrir uma Conta Digital

Para abrir uma conta digital, é preciso ir até a sua agência bancária e solicitar a contratação. Para quem ainda não é correntista, o processo de adesão costuma ficar disponível na internet. Clientes com contas tradicionais precisam pedir ao gerente que altere o contrato e migre a conta para um pacote digital gratuito. Essa solicitação pode ser feita nos bancos mencionados anteriormente sem custos, embora os gerentes possam criar alguma dificuldade na migração.

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