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Desistências de IPOs: investir neles pode ser cilada para quem não entende a fundo o que está comprando

Lilian Calmon
Lilian Calmon
notebook com mercado de ações na tela representando desistências de IPOs
Investir em ofertas de ações pode ser cilada para pessoas físicas que não entendem o mercado, em meio a onda de desistências de IPOs. Entenda.

Com as desistências de IPOs, investir em ofertas de ações pode ser cilada para pessoas físicas que não entendem a fundo o que estão comprando. No cenário atual, as companhias devem ser muito bem selecionadas, segundo analistas.

Recentemente, a BRZ Empreendimentos e Construções e a Lojas Le Biscuit cancelaram aberturas de capital. Outros cancelamentos já foram noticiados, mas ainda não constam como desistência no sistema da Comissão de Valores Imobiliários (CVM). Há também suspensões temporárias, como a da loja de vinhos Wine.

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Com informações do Valor Investe.

Desistências de IPOs: 2ª onda de Covid-19 no exterior e contas públicas do Brasil assustam compradores de ação

A 2ª onda de Covid-19 na Europa e nos EUA e o risco maior de as contas públicas do Brasil ficarem mais longe das metas assustaram os compradores de ações de empresas novatas e das já listadas.

Com isso, os investidores passaram a querer preços menores, muitas vezes abaixo da faixa de preço estabelecida pelas empresas. “As vendedoras preferem segurar as ofertas para um período mais estável e emitir ações por um preço maior. As companhias não vão na bolsa para dar barganhas para investidores”, disse o analista da Suno Research, Rodrigo Wainberg.

Analistas dizem faltar informações sobre IPOs para pequenos investidores 

De acordo com os analistas ouvidos pelo Valor Investe, a estrutura dos IPOs é feita para os investidores institucionais, faltando informações para os pequenos investidores.

“A pessoa física entra de intrusa em um mundo que não é feito para ela”, afirmou o especialista em ações da Levante, Eduardo Guimarães, acrescentando que a dificuldade começa no prospecto, que é complexo para investidores de varejo. Outro entrave seria o valor mínimo de R$ 3 mil para que um investidor de varejo entre num IPO.

A sugestão do analista-chefe da Capital Research, Samuel Torres, é que a CVM aumente o número de informações mínimas exigidas das companhias, criando algum tipo de estrutura diferente dentro do prospecto para ajudar a pessoa física a estudar as empresas.

A CVM, por sua vez, declarou que a revisão da regulação das ofertas públicas está em análise. Uma das intenções é justamente melhorar as informações prestadas ao investidor de varejo.

Para ler a matéria do Valor Investe na íntegra, clique aqui.

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