Demissões no Santander: 2.045 funcionários desligados e 91 agências fechadas de abril a setembro de 2020

No primeiro semestre de 2020, o número de demissões no Santander foi 1201, com 41 agências fechadas. Até o momento, são 2.045 demissões.

Isabella Proença
Isabella Proença

Entre o início do mês de abril e o fim do mês de setembro, o número de demissões no Santander chegou a 2.045, com 91 agências fechadas.

Somente no primeiro trimestre de 2021, foram 1.201 baixas e 41 fechamentos.

O banco finalizou o mês de setembro com 2.168 agências em sua rede, 1.416 postos de atendimento e 45.147 colaboradores.

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Causas das demissões no Santander

Com o aumento da competitividade no mercado bancário, o impulsionamento da digitalização no decorrer do período de isolamento social e as incertezas sobre a evolução da economia, os bancos têm revisto o tamanho das redes de agências e os custos.

Inclusive, de acordo com o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, o Banco Bradesco demitiu mais de 500 colaboradores nas últimas semanas.

Os cortes realizados no Banco Santander abrangeram diversos setores. Em junho, o banco já havia informado que estava analisando sua produtividade “para fazer frente a um entorno muito mais desafiador”.

Embora tenha sido uma das empresas que se comprometeram a suspender os desligamentos no período mais crítico da pandemia, o banco informou que esse compromisso só era válido até o fim do mês de maio.

Protestos contra demissões

Desde o dia 15 de junho, os colaboradores do Santander têm realizado manifestações contra as demissões. Além disso, também há queixas sobre a cobrança de metas, classificada por eles como “abusivas”.

A presidente do sindicato carioca, Adriana Nalesso, afirma que, na verdade, no período mais severo da pandemia, o Santander deu início as demissões “numa estratégia ‘conta-gotas’, tentando não chamar a atenção da opinião pública. Usando como justificativa um desempenho insuficiente – que é medido por metas que, se já eram excessivas antes da pandemia, agora tornaram-se irreais”.

Ela classifica as novas exigências como “um negócio muito absurdo”. Segundo os funcionários, a empresa havia estabelecido a meta de venda de 40 produtos em 10 dias.

“É cobrança de meta quando o Brasil inteiro está com problema da pandemia. Como é que vou vender um seguro, uma capitalização, fazer uma alteração, um investimento, se muitos dos clientes estão precisando do dinheiro?”, questiona.

Para ela, as medidas do banco refletem uma “falta de compromisso com o Brasil”.

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