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Número de demissões em bancos já passa de 75 mil no mundo em 2020

Isabella Proença
Isabella Proença
Fachada do Santander representando demissões em bancos
Em todo o mundo, o número de demissões em bancos já ultrapassa os 75 mil. Perdas com empréstimos abaixo do esperado é uma das justificativas.

Em 2020, o número de demissões em bancos já ultrapassa a casa dos 75 mil em todo mundo.

Recentemente, os bancos europeus divulgaram perdas com empréstimos abaixo do esperado e fortaleceram índices de capital no terceiro trimestre deste ano. Dessa forma, as demissões têm continuado no continente.

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A seguir, confira mais informações sobre esta questão.

Demissões em bancos europeus

O Banco Santander planeja desligar 2 mil colaboradores na unidade polonesa. Já o britânico Lloyds Banking, comunicou a demissão de 1.070 funcionários, sobretudo nas unidades de varejo e tecnologia.

O banco holandês ING, anunciou o corte de 1 mil empregos até o final do próximo ano.

As medidas aumentam o número total de demissões anunciadas no mundo todo em 2020 para 75.368, segundo dados levantados pela Bloomberg — um dos principais provedores mundiais de informação para o mercado financeiro.

O volume está próximo de ultrapassar os aproximadamente 80 mil desligamentos de 2019.

Apesar de dezenas de bancos em todo mundo estarem fazendo cortes em seus quadros de funcionários, em torno de 80% das demissões estão concentradas só em instituições financeiras da Europa.

Isso se deve ao fato dos mercados domésticos europeus possuírem poucas perspectivas de crescimento, além de taxas de juros bastante baixas.

Redução da força de trabalho

Vale a pena salientar que os bancos europeus têm reduzido a força de trabalho desde 2008.

As instituições financeiras europeias destacam a solidez financeira a fim de pressionar os reguladores a liberarem dividendos. Apesar disso, o cenário de deterioração gerado pelo crescimento de casos de coronavírus e as restrições ameaçam agravar ainda mais a crise econômica.

Dois dias antes do anúncio de cortes de emprego por parte do Santander, a presidente do conselho do banco, Ana Botín, pedia que os dividendos fossem retomados.

“Dado o desempenho atual do grupo, a força de nosso balanço, nosso perfil de liquidez e mix de negócios, estou confiante de que seremos capazes de retomar os pagamentos de dividendos assim que as condições regulatórias permitirem”, disse ela em comunicado.

Cortes de empregos em bancos brasileiros

No Brasil, os bancos Santander e Bradesco também têm anunciado um grande volume de demissões e até fechamento de agências em 2020.

O Santander demitiu 2.045 funcionários e fechou 91 agências de abril a setembro de 2020. Além disso, o Bradesco, desligou 853 colaboradores e fechou 372 agências no último trimestre.

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