Como fazer a declaração de Imposto de Renda 2021: veja quem precisa declarar, prazos, documentos e dicas sobre gastos dedutíveis

Veja como fazer a declaração de Imposto de Renda 2021, se você está isento, onde baixar o programa, como deduzir despesas, saber se vai pagar ou receber restituição esse ano. Um conteúdo completo e simplificado!

Victor Leitao
Victor Leitão

Artigo originalmente publicado em blog.mobills.com.br. Conteúdos e comentários foram integralmente mantidos.

Como fazer a declaração de Imposto de Renda 2021: veja quem precisa declarar, prazos, documentos e dicas sobre gastos dedutíveis

 

Os dados da instrução normativa do IRPF – Imposto de Renda da Pessoa Física de 2021 (referente ao ano-base 2020) devem sair nos próximos dias, mas muitos brasileiros já estão se organizando.

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Além de baixar o programa, fazer um checklist dos documentos para declarar o imposto de renda pode facilitar bastante o processo (e recomendamos que você faça isso, aliás!).

Estudar o processo também vai evitar erros na transmissão da sua declaração do Imposto de Renda 2021 e a temida multa, que pode chegar a cifras altas já que é calculada por porcentagem.

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E esse é, justamente, o objetivo deste material especial do iDinheiro! Nele você vai saber:

  • O que você precisa saber sobre o Imposto de Renda 2021 de forma prática, como onde baixar o programa, prazos, quem deve declarar, o que é a declaração anual etc);
  • Conceitos e nomenclaturas importantes para quem vai fazer a declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), como modelo simplificado, livro caixa, gastos dedutíveis etc;
  • Passo a passo para a declaração do Imposto de Renda 2021;
  • Dúvidas frequentes sobre o IRPF 2021 (acredite, se você ainda não teve alguma delas, vai ter. Ou seja, vale a leitura!)

Por causa da pandemia do novo coronavírus, a declaração anual realizada em 2020 teve algumas particularidades, especialmente quanto ao prazo, que foi maior.

Todavia, em 2021 o prazo deve voltar ao normal. Além disso, os efeitos da pandemia na sua renda (troca de emprego, novas fontes de renda extra etc) terão que estar devidamente declaradas.

O que você precisa saber sobre o Imposto de Renda 2021?

Imagem mostra organização para quem vai fazer a declaração de Imposto de Renda
Como se organizar para o IR 2021

Vamos as informações básicas sobre a declaração do IR 2021?

Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2021?

Você precisa fazer a declaração anual do Imposto de Renda? Essa parece ser uma pergunta óbvia, mas nem tanto.

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Isso porque existem alguns contribuintes que são isentos de declarar e/ou de pagar o imposto de renda (o que são duas coisas diferentes e vamos te mostrar o porquê, ok?).

Obrigatoriedade do Imposto de Renda

É obrigatório declarar imposto de renda o contribuinte que:

  • teve rendimentos tributáveis, salários ou aluguéis que totalizam mais do que o teto da isenção estabelecido pela Receita Federal (em 2020 esse valor foi de R$28.559,70);
  • ganhou rendimentos isentos superiores a R$ 40 mil, sujeitos à tributação ou tributados exclusivamente na fonte (exemplo: rendimento da poupança);
  • realizou operações na Bolsa de Valores e afins;
  • teve ganho de capital com venda de bens ou direitos que podem ser tributados;
  • optou pela isenção do imposto no valor gerado na venda de imóvel residencial que, posteriormente, foi aplicado novamente na compra de outro bem residencial em território brasileiro (no intervalor de 180 dias);
  • tornou-se residente do Brasil, de acordo com as leis do país, e gozava dessa atribuição no dia 31 de dezembro do ano de referência;
  • apurou receita bruta em atividade rural superior a R$ 142.798,50;
  • tinha, em posse, no dia 31 de dezembro propriedade ou recurso superior a R$ 300 mil.

Ou seja, mesmo que você não tenha o rendimento mínimo (que é o que as pessoas mais observam), pode ser obrigado a declarar o imposto de renda por causa de uma ou mais situações acima.

Isenção para o pagamento do Imposto de renda?

De acordo com a Lei nº 7.713/88, são isentos de pagar o Imposto de Renda:

  • aqueles que tenham somado um rendimento anual inferior ao piso estabelecido pela Receita Federal (na declaração de 2020, que referia-se ao ano de 2019, esse valor foi de R$28. 559,70);
  • tenham como fonte de rendimento a aposentadoria, pensão ou outro benefício previdenciário e tenham as doenças listadas na referida lei;
  • pensionistas militares com doenças graves devidamente listadas na lei. Para a isenção, é preciso seguir o rito de apresentação do laudo pericial à fonte pagadora e Receita Federal;
  • pessoas declaradas como dependentes por outro contribuinte (ou seja, um CPF não pode ter vínculo com duas declarações).

Então, vamos resumir. Quem não atinge a renda mínima e não está em nenhuma das situações que listamos acima, está dispensado de declarar e pagar imposto de renda.

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Assim, para os demais, existe a obrigatoriedade da declaração, que vai seguir a tabela do Imposto de renda. Você pode usar a de 2020 como referência.

Tabela Imposto de Renda 2020

O valor mínimo para declarar IR em 2020, ano-calendário 2019 foi de R$ 1.903,99.

Base de Cálculo (R$)Alíquota (%)Parcela a deduzir do IR ($)
Até 1.903,98
1.903,99 – 2.826,657,5142,80
2.826,66 – 3.751,0515354,80
3.751,06 – 4.664,6822,5636,13
Acima de 4.664,6827,5869,36
Tabela do Imposto de Renda em 2020

Quer saber como funciona esse cálculo? Use nossa calculadora para descobrir e conferir sua declaração do IR.

Qual a lista dos documentos para declarar o Imposto de Renda?

A etapa de reunir os documentos para declara imposto de renda ajuda bastante, afinal de contas, tais dados e comprovantes evitam erros no lançamento das informações e permitem que você use todas as deduções possíveis.

Além disso, também agiliza o processo e permite que sua restituição, se houver, esteja nos primeiros lotes!

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Assim, por ser tão estratégico, montamos este checklist completo (no link) para você levantar os documentos necessários, assim como um cronograma para fazer sua declaração com tranquilidade.

Resumidamente, aqui vão alguns documentos para declarar imposto de renda que não podem faltar.

Rendas e rendimentos

  • Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretoras de valores, controle de compra e venda de ações etc;
  • Registros de rendimentos de salários, pró labore, pensão, aposentadoria, distribuição de lucros, inclusive de diferentes fontes pagadoras se você teve mais de um emprego em 2020;
  • Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas;
  • Informações e documentos de outras rendas percebidas no exercício, tais como rendimento de heranças recebida no ano, doações, pensão alimentícia, dentre outras;
  • DARFs de carnê-leão e renda variável

Bens e direitos/dívidas e ônus

  • Documentos comprobatórios de compra e venda de bens e direitos;
  • Informações e documentos de dívidas e ônus pagas e/ou contraídas no período;

Informações gerais

  • Dados da conta bancária para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja;
  • Nome, CPF, grau de parentesco dos dependentes e data de nascimento;
  • Endereço atualizado;
  • Cópia da última Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física – DIRPF (completa) entregue;
  • Atividade profissional exercida atualmente;

Pagamentos e doações efetuadas

  • Recibos de Pagamentos ou Informe de Rendimento de plano ou seguro saúde (com CNPJ da empresa emissora e a indicação do paciente);
  • Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora ou CPF do profissional, com indicação do paciente);
  • Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora com a indicação do aluno);
  • Comprovante de pagamento de Previdência Social e previdência privada (com CNPJ da empresa emissora e considerando as particularidades das opções PGBL E VGBL);
  • Recibo de doações efetuadas;
  • Guia de Previdência Social – GPS (ano todo) e cópia da carteira profissional de empregado doméstico;
  • Comprovantes oficiais de pagamento a candidato político ou partido politico.

Observação: Quando se tratar de declaração conjunta com dependentes (esposa, filhos, etc.) também é necessário a apresentação de toda a relação acima referente a eles.

Onde baixar e como usar o programa para transmissão da declaração do Imposto de Renda?

Nos últimos anos, a declaração do imposto de renda só pode ser transmitida por meio eletrônico.

Assim, você pode baixar o Programa Gerador de Declaração 2021 no seu computador, usar o serviço “Meu Imposto de Renda” do portal e-CAC ou usar o app “Meu Imposto de Renda” nos dispositivos móveis como smartphone, tablets.

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Todos eles estarão disponíveis no site oficial da Receita Federal que você acessa por aqui.

Vale lembrar, no entanto, que o aplicativo para dispositivos móveis tem restrição de uso quanto aos rendimentos do contribuinte ou dependentes.

Ter recebido rendimentos tributáveis do exterior, por exemplo, impede que você utilize o aplicativo, assim como ter um valor tributável superior a 5 milhões de reais.

Facilidade do uso dessas ferramentas

Usar o programa ou serviços para a transmissão da declaração anual é muito simples, especialmente se você já tiver enviado declaração no ano anterior.

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Nesse caso, os dados da última declaração são resgatados e você só precisará conferir e atualizar o que for necessário.

Se você ainda tem o mesmo carro e imóvel desde a última declaração, por exemplo, não precisa lançar todas as informações novamente, elas já estarão salvas. O mesmo vale para endereço, dependentes etc.

Falaremos das principais etapas da declaração do IR mais a seguir!

Prazos para começar e transmitir seu IR

Prazo para a declaração de Imposto de Renda
Prazo para o IR 2021

O programa ainda não foi lançado e, por isso, a data final para transmissão do IRPF ainda está em aberto.

Todavia, tradicionalmente os brasileiros têm dois meses para prestar suas contas com o leão. Assim, enquanto o cronômetro não começa a contar, você pode ir reunindo os documentos necessários, não é mesmo?

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O que é Imposto de Renda?

Não podíamos fechar a primeira parte desse conteúdo sem conceituar, rapidamente, o que é o Imposto de Renda, afinal, ele é um dos compromissos fiscais mais importantes para os brasileiros.

O Imposto de Renda (IR) é o valor anual cobrado sobre a renda de pessoas físicas e jurídicas e entregue ao governo federal.

A data de sua criação é de 1922 e, ao longo dos anos, tornou-se a principal arrecadação do governo federal!

Aqui no Brasil, o órgão responsável por todas as questões relativas ao IR é a Receita Federal.

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Logo, ele faz parte e deve ser provisionado no seu orçamento familiar, seja para pagar, seja para receber a restituição (que é quando você paga antecipadamente mais do que deveria, assim, é reembolsado da diferença nos lotes da Receita Federal).

Conceitos e nomenclaturas relacionadas a declaração do Imposto de Renda

Contadores, tributaristas, ou mesmo quem já tem muita experiência com a declaração do Imposto de Renda podem ter familiaridade com alguns termos.

Mas isso não é uma unanimidade, seja porque a prestação de contas é anual, seja porque ela é cercada de regras para contemplar os diferentes perfis de contribuintes.

E, por incrível que pareça, a falta de entendimento de alguns termos ou a dedução de um significado de forma incorreta são causas comuns de erros no lançamento que podem levar a sua declaração direto para a malha fina.

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Melhor evitar, certo? Então, listamos aqui alguns conceitos e nomenclaturas mais básicas, e você pode ficar à vontade para comentar no post perguntando ou acrescentando outras.

Principais nomenclaturas do IR

  • Ano-calendário: ano de referência em que as receitas e despesas foram apuradas (nesse caso, o ano de 2020);
  • Contribuinte: pessoas domiciliadas ou residentes no Brasil, titulares de importância econômica, renda ou proventos de qualquer natureza, independente de nacionalidade, sexo, idade, estado civil ou profissão;
  • isentos: pessoas que, apesar de serem consideradas contribuintes, estão dispensados de fazer a declaração e/ou pagar o IR;
  • Dependentes: cônjuge, pais, sogros, avós, filhos e enteados até 24 anos (se estiverem cursando ensino superior, incapacitados e outros, desde que tenha a guarda judicial e demais comprovantes de vínculo válidos;
  • Alimentando: aquele que recebe pensão alimentícia;
  • Livro-caixa: é um livro de anotação cronológica das receitas e despesas do trabalhador não-assalariado (autônomos e profissionais liberais), titulares dos serviços notariais e leiloeiros;
  • Espólio: bens, direitos, rendimentos e obrigações de uma pessoa falecida;
  • rendimentos isentos e não tributáveis: ganhos e rendas que a legislação prevê que não sejam tributados;
  • Deduções: despesas que podem ser abatidas no Imposto de Renda;
  • rendimentos tributáveis: aqueles que são objetos de tributação, como é o caso do salário, prestação de serviço, recebimento de aluguel etc;
  • rendimentos tributáveis exclusivamente na fonte: só recebem tributação na fonte, como é o caso do décimo terceiro salário ou um prêmio da loteria. Ou seja, quando você recebe esse valor, o imposto é recolhido e, ao lançá-los na sua declaração (o que é obrigatório), não irá interferir no valor a ser pago ou na restituição.

Então, agora que já entendemos suas principais regras, requisitos e nomenclaturas, que tal seguir para a parte prática?

Como declarar o imposto de renda 2021: veja um passo a passo simples

Nossa primeira recomendação é que você leia este material novamente antes de iniciar sua declaração do imposto de renda. Se é o que você está fazendo agora, ótimo!

Baixe o programa e organize sua declaração

O passo seguinte é organizar sua declaração. Baixe o programa no dispositivo desejado e resgate sua última declaração.

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Isso vai trazer todas as informações da última declaração. Além de ser um dado obrigatório, também vai facilitar ainda mais sua vida.

Você também pode deixar todos os documentos que vai precisar à sua mão para consultá-los sem ter que sair a todo momento do seu foco.

Confira os dados que permanecem iguais desde a última declaração

Informações como endereço, estado civil, bens em seu nome, dentre outros, podem permanecer de um ano para outro.

Todavia, recomendamos que você olhe cada um deles obedecendo a sequência de abas do programa de declaração do imposto de renda. Assim, você terá a certeza que conferiu cada um deles.

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Tenha especial atenção às deduções para reduzir o imposto (ou aumentar a restituição!)

Quem gastou com saúde, educação e escola ou tem dependentes, pode diminuir o imposto a pagar.

No modelo completo da declaração, essas deduções têm peso maior, já na opção simplificada, elas correspondem a 20% da soma dos rendimentos tributáveis, limitadas a R$ 16.754, 34 (de acordo com o regulamento do Imposto de Renda 2020).

Confira os valores dos descontos no modelo de declaração completa:

  • Dedução por dependente: R$ 2.275,08, sem limite no número de dependentes;
  • Despesas com educação por dependente ou com educação própria: R$ 3.561,50 (por pessoa anualmente);
  • Despesas com saúde: não há limite, desde que devidamente comprovados.

Vale mencionar que no caso da educação, cursos de idiomas, por exemplo, não podem ser deduzidos. Material ou transporte escolar também não.

De forma resumida, apenas matrículas e mensalidades de cursos regulares da escola (educação infantil, ensino fundamental etc) e faculdade (graduação, mestrado, pós-graduação etc).

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Não esqueça de declarar suas doações

As doações para o fundo do direito dos idosos, incluídas em 2020, e para o fundo da criança e adolescente podem ser deduzidas em até 3 por cento (no máximo) diretamente na declaração.

Já o limite de doações globais deduzidas, segue em 6%.

Tenha atenção as últimas novidade da DIRPF – Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física

A declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física 2020 apresentou algumas novidades que devem prevalecer em 2021. Veja.

Ausência da dedução de contribuição patronal para quem tem empregado doméstico

Criada no ano de 2016, a dedução abatia até R$ 1.200,32 dos gastos com INSS do empregado doméstico recolhido ao longo do ano.

Lotes de restituição

O número de lotes de restituições em 2020 foi de 7 para 5, e antecipados em um mês. Isso pode permanecer em 2021.

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Mas o importante é que essa informação é mais um bom motivo para você enviar a sua declaração o quanto antes!

Opção pela declaração pré-preenchida virtualmente

Este modelo de declaração estará disponível apenas para contribuintes com Certificado Digital, no centro virtual de atendimento (e-CAC).

Além disso, é necessário que o contribuinte tenha entregado declaração em 2020 e que as fontes pagadoras tenham enviado as informações do contribuinte para a Receita, incluindo planos de saúde, profissionais liberais que prestaram serviço ao contribuinte e imobiliários.

Número do recibo do ano anterior

A partir de 2020, os contribuintes com renda anual a partir de R$ 200 mil devem informar o número do recibo do ano anterior.

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Siga o passo a passo do preenchimento da Declaração de Imposto de Renda 2021

Veja os campos para preenchimento da declaração ir 2021.

Identificação pessoal

Inicialmente, é preciso colocar os dados pessoais, quais sejam:

  • Nome completo;
  • Cadastro de Pessoa Física – CPF;
  • Ocupação;
  • Número do título de eleitor,
  • Registro do NIT/PIS/PASE
  • Número do recibo da declaração do IR do ano anterior, se você já tiver declarado IR.

Observação: Se você já declarou o IR em 2020, pode importar os dados da última declaração. Dessa maneira, os dados pessoais aparecerão automaticamente.

Cadastro dos dependentes

Após preencher seus dados, é hora de colocar os de terceiros que dependam financeiramente de você.

Veja, a seguir, a lista de possíveis dependentes:

  • Cônjuge;
  • Companheiros com quem o contribuinte tenha filhos ou conviva há anos;
  • Filho ou enteado cursando nível superior (até 24 anos);
  • Filho ou enteado de até 21 anos;
  • Filhos ou enteado de qualquer idade, desde que incapacitados;
  • Irmãos, netos ou bisnetos de até 24 anos (com guarda judicial);
  • Irmãos, netos ou bisnetos de qualquer idade, desde que incapacitados e com guarda judicial;
  • Menor pobre, de até 21 anos, com guarda judicial;
  • Pais, avós e bisavós sem rendimentos, ou com rendimentos de no máximo R$ 22.847,76;
  • Pessoa absolutamente incapaz da qual o contribuinte seja curador ou tutor.

Vale lembrar que desde 2019 é obrigatório que se informe o número de CPF de alimentandos (indivíduos que sejam dependentes do contribuinte por meio de decisão judicial) e dependentes de qualquer idade.

Informe de Rendimentos

Essas informações são muito relevantes, pois qualquer rendimento que não for declarado pode fazer o contribuinte cair na malha fina.

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Desse modo, é preciso prestar bastante atenção a todos eles, os quais estão divididos em seis partes no programa de declaração do IR.

Em várias delas, é necessário colocar o CNPJ da empresa pagadora. Além disso, lembre-se de conferir se as declarações são suas ou de algum dependente.

1) Tributáveis, deduções e retido na fonte:  Composta, principalmente, pelos salários recebidos, assim como 13º salário e pagamentos de imposto de renda na fonte e sobre o 13º. Devem ser declarados, ainda, pagamentos para a Previdência Social.

2) Sujeitos à tributação exclusiva: Incluem participação nos resultados ou lucros, juros sobre capital próprio e rendimentos de aplicações financeiras.

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3) Com exigibilidade suspensa: esta ficha costuma ser utilizada quando há rendimentos provenientes de ações judiciais.

4) Isentos e não tributáveis: Nesta parte, são declarados os itens livre de impostos. Geralmente, estão os ganhos com indenizações por rescisão do contrato de trabalho, acidente de trabalho e FGTS, moléstia grave, restituições de anos anteriores e alguns investimentos.

5) Sujeitos ao Carnê-Leão e outros:  Nesta aba, você deve colocar os rendimentos recebidos de outra pessoa física ou do exterior.

6) Recebidos acumuladamente: Aqui, devem entrar rendimentos de anos anteriores a 2020, mas que só foram recebidos neste ano-base do IR.

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Doações e Pagamentos

Depois de declarar todos os rendimentos, é hora de informar as doações e os pagamentos.

Nessa situação, também deve ser informado o nome completo e o CPF ou CNJP de quem recebeu a doação ou o pagamento, além de se a despesa foi paga para o titular ou para um dependente.

São 5 campos:

1) Pagamentos efetuados: Nesse ponto, ficam tanto os gastos que podem ser deduzidos do IR, como despesas com educação, pensão alimentícia e saúde, quanto aqueles que não podem ser deduzidos, como aluguéis. Recomenda-se colocar o máximo possível de pagamentos realizados, mesmo que não sejam descontáveis, para aumentar as chances de não cair na malha fina!

2) Doações: Aqui, como a própria nomenclatura indica, entram os diversos tipos de doações, tais como: para o Estatuto da Criança e do Adolescente, do Idoso, doações em bens e direitos, incentivos à cultura, entre outras.

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3) Doações eleitorais: Campo destinado exclusivamente para quem fez doações para partidos políticos ou candidatos.

4) Outras doações:  Entram neste campo doações para os Fundos Nacional, Estaduais ou Distrital e Municipais.

5) Imposto complementar pago: O objetivo desse campo é evitar o pagamento duplicado de tributos. Por isso, é preciso informar pagamentos de impostos complementares através dos Documentos de Arrecadação de Receitas Federais – DARF.

Bens e dívidas

As abas desta parte não irão modificar o valor do IR, mas os bens e dívidas também devem ser declarados para evitar que o contribuinte entre na malha fina.

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1) Bens e direitos: São 99 opções disponíveis para escolha e algumas das mais comuns são aplicações financeiras, apartamentos, casas, imóvel rural, joias, loja, objetos de arte, poupança, prédios, sala ou conjunto, saldos de conta-corrente e veículos: tudo isso deve ser declarado nesta opção.

Assim, basta escolher o tipo de bem entre as opções, o país em que ele se encontra, descrevê-lo brevemente e colocar o quanto ele valia em 2019 e em 2020. Mas, se a compra foi em 2020, o valor em 2019 deve ser R$ 0,00.

2) Dívidas e ônus: insira as dívidas com estabelecimentos bancários, financiadoras e operadoras de crédito, pessoas físicas ou jurídicas.

Além disso, você precisa colocar o saldo devedor em 2019, em 2020 e também o quanto do pagamento no passado. Vale destacar que financiamento de imóveis não entram nesta opção.

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Finalize a entrega da declaração

Antes de concluir o processo de envio da declaração, é fundamental verificar se há alguma informação incompleta.

O próprio programa do IR avisa se existem pendências a serem preenchidas e, dependendo do tipo de informação que estiver faltando, impossibilita a entrega do documento.

De qualquer modo, ainda que o programa não detecte nenhuma falha, o ideal é que o contribuinte não deixe nenhuma pendência em aberto para evitar a malha fina.

Então, para finalizar, é preciso escolher o tipo de declaração, Completa ou Simplificada. Eu falo mais sobre isso na parte de Outras dicas.

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No entanto, de maneira bem simples, é aconselhável conferir os valores e escolher a que garanta um valor menor de pagamento (ou, se for o caso, um valor maior de restituição).

O programa do IR indica a opção mais vantajosa.

Em seguida, basta clicar em “Entregar Declaração” e o processo será finalmente concluído.

Dúvidas frequentes sobre a declaração do Imposto de Renda 2021?

Imagem mostra questões relacionadas ao pagamento do IR
Multa, parcelamento com juros e outros

Os contribuintes que enviarem a declaração com antecedência, sem omissões, erros ou inconsistências, também recebem as restituições do Imposto de Renda mais cedo – caso tenham direito a ela.

Ademais, vale ressaltar que portadores de doença grave, idosos e deficientes físicos ou mentais têm prioridade.

Mas, além desses detalhes, algumas dúvidas são mais frequentes e vou listar elas aqui para você.

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Qual a multa para quem não envia a declaração do IR no prazo limite?

O contribuinte que não entregar a declaração poderá ter de pagar multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido, ainda que integralmente pago, ou uma multa mínima de R$ 165,74 e o valor máximo é de 20% do imposto sobre a renda devido.

Quais são os erros mais comuns na declaração?

Os erros mais comuns na declaração anual do Imposto de Renda são:

  • Lançar valores de rendimentos tributados exclusivamente na fonte na ficha de rendimentos tributados;
  • Não preencher a ficha de ganhos de capital no caso de alienações de bens e direitos;
  • deixar de relacionar nas fichas de rendimentos tributáveis, não tributáveis e exclusivos na fonte valores referentes a dependentes de sua declaração;
  • Não relacionar nas fichas de bens e direitos, dívidas e ônus, ganho de capital e renda variável valores referentes a dependentes de sua declaração;
  • Não relacionar valores de aluguéis recebidos de pessoa física na ficha de recebimento de pessoa física.

Existe opção de parcelamento para o Imposto de renda?

Se em vez de receber restituição, você tiver que pagar imposto, saiba que existe a opção de parcelamento.

Entretanto, o valor da parcela mínima é de R$ 100 e as parcelas podem ter juros (em 2020 o juros equivalia a taxa Selic mais 1% por mês de pagamento).

O valor do imóvel muda de acordo com sua valorização de mercado?

Não. O valor do bem na declaração deve ser o da compra, exceto quanto houverem benfeitorias comprovadas.

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Quem paga aluguel de qualquer tipo pode abater essa despesa do IR?

Não, apenas no caso de aluguel de máquinas e no exercício de atividade rural.

Como resgatar a declaração do ano anterior?

Se você usou o programa no seu computador, uma versão da última declaração estará salva nos seus arquivos.

Além disso, outra forma de conseguir sua última declaração é usando o e-CAC na opção “Meu Imposto de Renda”.

Como escolher entre a declaração completa ou simplificada?

Para aqueles que não têm muita prática, a recomendação é preencher o modelo completo, que permite lançar gastos dedutíveis.

No entanto, se o contribuinte não tem muitas despesas que podem ser abatidas, deve optar pelo modelo simplificado que permite desconto único de 20% sobre os rendimentos tributáveis. Lembrando que o limite para esse desconto de 20% é de R$ 16.754,34.

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Dicas finais do iDinheiro para você fazer sua Declaração do Imposto de Renda 2021

  • Exija os informes das fontes pagadoras. As instituições financeiras e empresas devem a fornecer os informes de rendimentos aos contribuintes até o fim de fevereiro. Já os informes de rendimentos bancários estão disponíveis no internet banking, basta consultar;
  • Verifique mudanças nas fontes pagadoras e receitas extras. Se você mudou de emprego no ano passado, recebeu algum prêmio ou pagamento não convencional, resgate os documentos que comprovem a renda recebida, rescisões, etc.
  • Aqueles que tiverem a declaração retida, deverão retificar as informações, por meio da declaração retificadora ou aguardarem para apresentar documentos comprobatórios ao Fisco e confirmar as informações prestadas.
  • Levante as informações de compra ou venda de bens. A venda de um imóvel com lucro exige, por exemplo, que o contribuinte informe o valor da aquisição (sem correção) e qual o ganho obtido com a transação.

E a dica final e mais importante é: não perca o prazo do envio da declaração do IR 2021.

Mesmo que você não tenha certeza de alguma informação, faça a transmissão do IR 2021 até a data definida e use a declaração retificadora para esses dados assim que possível.

Por fim, buscamos inserir neste texto as informações que consideramos mais importantes sobre o assunto.

É bastante complicado esgotar cada ponto, porque são muitos detalhes (por isso vale a pena assinar nossa newsletter e ativar o push, pois estamos publicando assuntos pontuais!).

Acreditamos que com essas dicas ficará bem mais fácil declarar o seu Imposto de Renda 2021, sem nenhuma dor de cabeça!

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